segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Loira, o que vês do teu selim?


Adrenalina

Os meus livros #51 - O Homem que perseguia o tempo





SINOPSE

Esta é a História de William Bellman, que começa no momento em que, ainda rapaz, brinca com os amigos no meio rural inglês. William impressiona os companheiros ao matar uma gralha-calva com uma fisga. Os anos vão passando e William continua a impressionar. É um jovem de sucesso, tem jeito para os negócios, chega ao cargo mais elevado de uma fiação local, casa-se e tem quatro filhos inteligentes, e espera que a vida lhe continue a correr de feição. É então que surge uma doença na sua localidade. William perde a mulher e três dos filhos. Em desespero, faz um pacto com um estranho vestido de negro. A sua filha mais velha é poupada, mas William muda-se para Londres, abre uma loja e dedica-se inteiramente ao trabalho, incapaz de reviver.

Os meus livros #50 - O segredo do escritor



SINOPSE

O atraente e carismático Oliver Ryan é a imagem do sucesso. Ele e a mulher, Alice, levam uma vida invejável de privilégio e bem-estar. Invejável até que, certa noite, depois do jantar, Oliver agride Alice com tal violência que a deixa em coma.

O próprio Oliver fica aturdido com o seu gesto. No período que se segue, enquanto todos tentam perceber o que terá motivado esse surpreendente ato de selvajaria, Oliver conta a sua história. E o mesmo fazem aqueles com quem a sua vida se cruzou ao longo de cinco décadas. A verdade é ao mesmo tempo trágica e monstruosa, uma história de vergonha, inveja, fraude e manipulação.

Só Oliver sabe o que teve de fazer para alcançar a vida que ambicionava e a que sentia ter direito. Mas nem mesmo ele está preparado para o choque que a revelação do passado lhe reserva. O Segredo do Escritor é uma história invulgar de tensão psicológica, um retrato complexo e empolgante sobre a génese de um sociopata, na tradição de Barbara Vine e de Patricia Highsmith.

Os meus livros #49 - A casa do silêncio


SINOPSE

Orhan Pamuk é um dos escritores turcos mais promissores e reveladores de uma literatura moderna do seu tempo. Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da literatura consagrando a sua carreira por todo o mundo. Na última década Pamuk distinguiu-se na Turquia como uma das mais interessantes figuras literárias e agora encontra-se publicado em cerca de 50 países.

Em A Casa do Silêncio a narrativa é uma vez mais ambientada na Turquia, numa pequena cidade portuária, onde sopra do mar um vento fresco e as folhas da figueira murmurejam. Nessa cidade vive Fatma, uma senhora idosa com quase noventa anos e o seu criado Rédjep, um anão com 55 anos. Rédjep, filho ilegítimo do falecido marido de Fatma é um dos primeiros habitantes de Forte Paraíso e anseia que as pessoas o tratem bem, ou pelo menos que não o excluam ou trocem dele, como alguns rapazes o fazem. Fatma também não o trata muito bem, diz que ele é um pigmeu nojento que pertence à raça dos lacaios mas no fundo sabe que o seu auxílio é precioso. E ainda mais agora que se avizinha a chegada dos três netos, que não podiam ter personalidades mais diferentes. Fatma esconde porém um segredo e vive na ansiedade de pensar se os seus filhos a rejeitarão. Um romance notável, o primeiro do autor a ser traduzido para o Ocidente.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Hoje, este blog faz 7 anos

Quando começou eu não fazia a mais pequena ideia do que era a blogosfera e achava que podia escrever eternamente num espaço só meu. Estava completamente enganada. Começaram a chegar alguns seguidores, algumas visitas e alguns comentários, eu surpreendi-me sempre, a cada número, até que os números deixaram de ser números e se tornaram muito mais.
Desde que este blog começou já o apresentei a algumas das minhas pessoas e já me apresentei a algumas das pessoas dele, já foi descoberto por algumas das minhas pessoas e eu já fui reconhecida por algumas das pessoas dele. Já me ofereceu vida, já me ofereceu amizade e carinho, já me ofereceu inspiração. Este blog já me trouxe muitas coisas, ofereceu-me pessoas únicas e momentos inesquecíveis, ofereceu-me gargalhadas e lágrimas, ofereceu-me histórias e está sempre aqui para mim, mesmo quando eu o abandono por tempo indeterminado. Continuo a surpreender-me sempre, com cada gesto, com cada lembrança, com cada pedido, com cada partilha, com cada história, com cada coisa que me chega. Este blog continua a não ser números, este blog é muito mais.
Este blog é meu, mas são as pessoas que o fazem, é só por causa delas que continua a valer a pena preencher espaços em branco com bocados meus, que continua a valer a pena mostrar-me e esconder-me nas entrelinhas, que continua a valer a pena alimentar este espaço tão meu.
Hoje, este blog faz 7 anos, vou oferecer-lhe o carinho e o tempo que ele merece e que eu não lhe tenho dedicado. Este blog é paixão. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Loira, a vaidosa

Viver sozinha tem as suas vantagens, poderia enumerar aqui uma vasta lista delas, mas este post serve para falar da fashion blogger que há em mim. Tenho uma espécie de obsessão por roupas de ciclismo, que ocupam a minha parte preferida do roupeiro há muito tempo. E se a parte do roupeiro dos calções e calças de licra com almofadas, dos jerseys, das térmicas, dos impermeáveis, dos casacos de inverno e de toda aquela piroseira que uso para pedalar já era impressionante, agora está um escândalo. Já não é uma parte mas um todo. O espaço a mais serviu-me para espalhar e separar aquilo que já começava a ficar apertado e desorganizado por excesso de compras e de paixão. Tenho, desde que fiz as arrumações necessárias um imenso orgulho no meu roupeiro de pedalar, abro-o vezes sem conta, suspiro, sorrio, é só meu e é lindo. Sento-me no chão, em frente ao roupeiro mais fashion, colorido e piroso de todo o sempre e tento escolher o que vestir na próxima pedalada, mas parece que é cada vez mais difícil, a vaidade tem as suas desvantagens. Um dia destes fotografo o meu novo roupeiro só para publicar, vou ser mais fashion blogger do que nunca, um dia destes, depois de chegarem as muitas peças que vêm a caminho do meu roupeiro. Socorro, não consigo parar. Socorro, continuo a não ter nada para vestir. 

Querido diário

Mostras-me a diferença entre aquilo que fui e aquilo que sou.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Querido diário

Continua a ser fascinante escrever-me em ti.

Há coisas que ficam para sempre

Acabou a minha água, ainda tens? Força, é a última subida. Só faltam 10 km. Vamos mais devagar. Temos de parar uns minutos. Vamos ao teu ritmo. Deixa-se só recuperar. Tenho um furo. Tens um elo de corrente? Precisas de beber? Queres uma barrita? Ainda tenho um chocolate. Preciso da tua ajuda. Tens uma câmara-de-ar? Quem é que vem a fechar? Claro que aguentas. Agora é sempre a descer. Tira ferro. Não é preciso levar luzes, chegamos cedo. Eu sei o caminho. Anda atrás de mim. Falta pouco. Caí. Magoaste-te? Eu também vou. Vamos? Faço a tua inscrição? Apanha a minha roda. Estamos mesmo a chegar. Queres metade da minha fruta? Monta e anda. Chegamos. Conseguimos. Boa. Para a semana voltamos. No próximo ano a viagem será mais longa. Quantos km são? Qual é o acumulado de subida? Vamos treinar? Marcamos voltinha com almoço? Pedalamos o dia todo? Queres vir? Vou contigo. Marca com a equipa. Avisa o pessoal.

Há coisas que ficam para sempre, chamam-se amizades. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

"Domingo sabe de cor o que vai dizer segunda-feira"


Não há nada de interessante, de mágico ou de desejoso em seguir pela estrada da vida em linha recta, sempre dentro dos limites de velocidade que nos são impostos e com um destino certo e esperado pelos outros a alcançar. Eu sou de instabilidade, sou de desejos, sou de instintos, sou de sonhos, sou de excessos, sou de aventura, sou faminta de inesperado e de vida, sou de viagens sem destino, mas sempre a alcançar novas metas e objectivos. Eu sou de curva e contracurva. 

Marco quilométrico

Há um marco quilométrico que me indica que faltam quinze quilómetros para chegar ao meu destino do coração, é o marco que marca a minha visão dos quilómetros, a mudança no meu corpo e o espírito com que encaro as viagens de vida. A primeira vez que lá passei, na minha bicicleta, olhei-o com um sentimento de cansaço e de desespero, olhei-o triste e com dores, pensei que ainda faltavam quinze quilómetros para o destino, suspirei, queria chegar rapidamente, queria que acabasse, já só pensava na meta e quinze quilómetros parecia-me tanto e tão longe. Passei lá uma segunda vez, na minha bicicleta, um ano depois e inconscientemente olhei para o mesmo marco e pensei com tristeza que já só faltavam quinze quilómetros para acabar, a minha tristeza desta vez era diferente, queria prolongar a viagem, estava bem fisicamente, queria aproveitar cada quilómetro, cada metro, cada bocadinho daquele tanto que a viagem me oferecia e quinze quilómetros parecia-me tão pouco e tão perto. Só em casa pensei nisto, só no regresso percebi a mudança que ocorreu em mim num ano, entre um caminho e o outro, só depois de rever as minhas viagens com calma e de coração cheio soube que aquele marco, além dos quilómetros, marcava também algo em mim.
Depois disso já lá voltei a passar incontáveis vezes na minha bicicleta e olhei-o sempre, ao marco quilométrico e de vida, com o carinho e a importância que ele merece da minha parte. Há bocadinhos de mundo que são mais nossos do que dos outros.
Se me dissessem há uns anos que um dia passaria por lá a pé eu não iria acreditar, mas aconteceu. Talvez as dores nunca tenham sido tão intensas, mas quando cheguei ao meu marco dos quinze quilómetros para o destino não tinha pressa de chegar, não tinha desespero de acabar com o sofrimento, não tinha a meta na minha cabeça. Queria aproveitar cada passo, queria demorar o máximo de tempo possível, sabia que aqueles últimos quilómetros seriam muito importantes para mim, queria viver o caminho sem pensar no destino e precisava que aquele final fosse eterno. Consegui. O marco quilométrico e de vida foi mais uma vez muito importante para mim, nunca quinze quilómetros tinham sido tão pouco e tanto, nunca quinze quilómetros tinham sido tão perto e tão longe. Há bocadinhos de mundo que são mais nossos do que dos outros, aquele marco quilométrico e de vida é bem capaz de ser só meu. A vida é uma viagem, não é um destino. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Pela vossa saúde, não corram

Ainda não sou capaz de explicar como isto aconteceu, mas há uns tempos atrás umas pessoas que se dizem minhas amigas convenceram-me a correr um trail. Eu não corro, eu não sei correr, as pessoas que se dizem minhas amigas sabem que eu não corro, toda a gente no mundo e arredores sabe que eu não corro. Isto tinha tudo para correr mal a não ser o facto de eu, depois de entrar num desafio, não ter capacidade psicológica para desistir dele. Depois de alinhar nesta loucura a ideia passou a ser morrer, mas só depois de passar a meta e de ter conseguido cumprir o objectivo. Tentei treinar algumas vezes, mas confesso que eram só tentativas de corrida, porque aquele tempo era geralmente passado a caminhar e a ter uma boa conversa. Domingo passado lá fui eu, de trombas e em completa negação correr os 17 km que prometia o cartaz, mas que afinal eram 18,8 Km. Sim, correr 17 km era pouco, então a organização achou que quase mais 2 km era uma alegria para todos os participantes. Corri, caminhei, subi e desci encostas, passei rios, saltei, molhei-me, caí, levantei-me, voltei a correr, subi pedregulhos, quase voltei a cair, sonhei com a minha bicicleta e cheguei à meta, contrariada mas feliz, por ter conseguido atingir o objectivo e por ter superado o desafio. Ah... que coisa espectacular, dizem vocês. Não vão nessa. A pior parte é depois de passar a meta, são dores insuportáveis no corpo todo, são músculos que eu desconhecia existirem e que agora decidiram manifestar-se, são pernas que mal se conseguem mexer, são sensações que não consigo explicar. Pela vossa saúde, não corram, mas se correrem saibam desde já, vão ficar todos fodidos.

O lado B da vida

Num Maio já bastante longínquo da minha carreira profissional aconteceu o caos. Foi pedida a insolvência do nosso maior cliente. Era a tragédia, o pânico, o horror. Como iríamos nós sobreviver? Como fazer para liquidar os compromissos agendados? Como resolver os descontos bancários? O que fazer a seguir? De repente o mundo desabava à nossa volta, o desemprego naquela empresa não eram só números e estatísticas, tinha rostos, tinha nomes, ninguém conseguia ficar indiferente, nós falávamos com aquelas pessoas todos os dias, a seguir podia ser a nossa vez. Reuniões de urgência, planos, alternativas, soluções eram necessárias, mas não havia muito o que pudesses ser decidido ainda, era demasiado cedo para saber o impacto que aquilo poderia ter na vida da nossa empresa. O ambiente era de terror, o nervosismo tomava conta de todos.
Loira, e você, o que tem a dizer sobre isto? Não fique calada, diga qualquer coisa. Tem de haver algo que você possa dizer. Claro que sim... Já pensou no dinheiro que vamos poupar em ofertas no próximo Natal? 
Talvez seja possível que a vida tenha sempre um lado B.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Dilúvio

Desliguei a música e fiquei só a ouvir o som da chuva que cai torrencialmente. Estes dias apaixonam-me. Depois do dilúvio o renascimento. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016