quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Os meus livros #8 - O Evangelho segundo a Serpente

Sinopse
Um jovem filólogo brasileiro, Marcelo Habda, especializado em copta, desaparece no Egipto. Deixa atrás de si um caderno de apontamentos com misteriosas anotações: “São citações dispersas, delirantes algumas, inquietantes no conjunto, escritas em copta. Não sei se adiantam alguma pista. Adiantaram uma novidade sobre o meu amigo carioca: uma insistência e uma erudição – uma perturbação – na teologia gnóstica, a partir de textos do cristianismo primitivo que encerram muitas das coisas que posteriormente foram perseguidas como heresia”. A autora tenta seguir-lhe o rasto. O que descobre é mais do que um segredo – é uma outra visão do mundo.


Um livro que veio parar às minhas mãos por acaso e que foi uma óptima surpresa. Faíza, por favor, cria um blog.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Os meus livros #7 - O Segredo de Compostela

Sinopse
O dia 28 de janeiro de 1879 tinha tudo para ficar marcado na história da cristandade. Depois de dias suados de escavações na catedral de Compostela, foi encontrado o túmulo onde se acreditava que repousavam os ossos do santo apóstolo.
Mas… e se no destino final a que nos conduzem os místicos caminhos de Santiago se esconder um dos segredos mais bem guardados do Ocidente?
Prisciliano, líder carismático do século IV e pioneiro defensor da igualdade das mulheres e dos valores do Cristianismo primitivo, é a figura preponderante neste enigma secular. Comprometido com a força da sua espiritualidade, viveu no coração os sobressaltos de um amor proibido, envolto em ciúmes e intrigas.
Ainda que aclamado bispo pelo povo, Prisciliano tornou-se no primeiro mártir da sua Igreja, a quem a História ainda não prestou o devido reconhecimento.
Depois de extraordinárias revelações, descubra neste fascinante romance respostas às inquietações que atravessam os tempos:
Afinal, quem está sepultado no túmulo?
Qual o sentido atual das peregrinações a Santiago de Compostela?


Há muito que queria ler este livro, quero sempre saber mais sobre Compostela e sobre o Caminho mas soube-me a pouco. É uma teoria que gostei de conhecer, muito bem escrita, mas tal como todos os livros que tenho lido sobre as peregrinações a Santiago, desiludiu-me um pouco. A culpa não será dos livros, a culpa será minha, apaixonada pelo Caminho de Santiago e por Compostela, acho sempre que falta qualquer coisa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O tal do sentido de humor do caralho

A minha mãe reclama dele desde que me lembro, diz que eu sou igualzinha ao meu pai e que não nos consegue aturar, diz que dizemos piadas sobre tudo e sobre todos, sobre nós e sobre ela, diz que dizemos piadas nos bons e nos maus momentos, diz que está mal, que é difícil conviver connosco, reclama, e reclama e volta a reclamar. Ontem a minha mãe foi fazer uma ressonância magnética e o meu pai foi acompanhá-la. Enquanto ela estava a fazer o exame eu liguei ao meu pai para perguntar se tinham chegado bem, se ela já estava lá dentro, se estava tudo a correr bem. O meu pai disse-me que sim, que ela já tinha entrado e que ele estava a pensar ir embora e deixá-la lá ficar sozinha e abandonada. Eu fiz uma voz séria e preocupada e disse-lhe para, por favor, não fazer isso, era demasiado perto e ela facilmente chegaria a casa, mais valia pensar bem no assunto e deixá-la ficar muito mais longe de casa, de preferência num outro país. O meu pai deu um suspiro e respondeu-me que sim, que eu tinha toda a razão, que tinha de deixar o plano para uma nova oportunidade, restava-lhe esperar. Eu mandei beijinhos, pedi para ligarem quando o exame tivesse terminado, pedi beijinhos e desliguei a pensar na minha mãe. Não sei porque raio está ela sempre a reclamar de nós, é que, sinceramente, nós temos mesmo muita piada.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Histórias de vida

Contou-me que a grande paixão da vida dela são os livros. Há mais de vinte anos abriu a livraria com os seus próprios livros. Disse-me que eu, também apaixonada por livros, não consigo imaginar como é doloroso dar um preço a um livro nosso. Eu olhei-a com um misto de compreensão e de admiração, pensei em ficar mais um tempo, fiz perguntas, queria saber mais, queria dividir emoções e partilhar pormenores de uma paixão comum. Imaginei todos os livros que lhe pertenceram, todos os livros que lhe pertencem, todos os livros que já vendeu, todos os que já lhe passaram pelas mãos. Senti até um pouco de inveja, antes de perder o encanto, com a continuação da conversa. A grande paixão da vida dela são os livros, mas detesta ler. A grande paixão da vida dela são os livros, nunca leu nenhum.

Página 198

"... a vida é uma contínua busca de algo que nos parece sempre à frente e que nunca alcançamos. Somos eternos insatisfeitos."

O Segredo de Compostela
Alberto S. Santos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nunca desisto de um livro

Leio sempre os livros até ao fim. Até à última palavra, da última linha, do último parágrafo, da última página, do último capítulo. Nunca desisto de um livro. Sou incapaz de o abandonar definitivamente sem ter uma opinião completa sobre ele. Posso colocá-lo de lado para ler depois, posso parar por tempo indeterminado, posso estar a detestar a história, as personagens, posso achar que o autor escreve mal, pode ser uma seca, pode provocar-me náuseas, sono, fome, pode até dar-me vontade de cortar os pulsos, leio sempre os livros até ao fim, nunca desisto de um livro. Acho sempre que um livro vai valer a pena, vai ensinar-me coisas, vai levar-me a lugares que nunca estive, vai apresentar-me pessoas que nunca conheci. Acho sempre que um livro vai fazer-me pensar num mundo diferente do meu. Acho sempre que um livro vai fazer-me viver. Acho sempre que no último capítulo, na última página, no último parágrafo, na última linha, na última palavra vai estar algo completamente surpreendente que vai dar a volta à narrativa, que vai fazer-me entender todos os pormenores, que vai mudar a minha visão do mundo. Nunca desisto de um livro.

Os meus livros #6 - Pigtopia

Sinopse
Uma grande riqueza literária sobre o triunfo da amizade face a todas as barreiras. Pigtopia é uma história maravilhosamente construída sobre a amizade improvável que cresce entre uma adolescente solitária e revoltada, Holly, e Jack, um homem de cerca de trinta anos que se isola da sociedade devido às suas terríveis deformidades físicas. O que aqui se apresenta é o retrato comovedor da sua relação, construída em torno da obsessão por porcos que Jack cultiva em segredo e que Holly vem a partilhar, e a subsequente destruição desse mundo secreto. 
Narrada alternadamente pelas vozes contrastantes de Jack e Holly, Pigtopia é uma história de violência e de pressentimentos, mas também de compaixão e do poder redentor da amizade.


Só consigo encontrar uma palavra para descrever este livro: perturbador. Mexeu-me tanto com as entranhas que a determinada altura senti vontade de vomitar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Dona de casa desesperada (e magoada)

A minha querida mãe morre de pânico quando sabe que vou para o monte andar de bicicleta, "Liga-me quando chegares a casa", "Por favor, não caias", "Liga no fim da maratona", "Tu tem cuidado", "Por favor, não caias", "Por favor, não caias", "Por favor, não caias". Já caí, mas por sorte, ou para fazer a vontade à minha mãe, nunca me magoei a sério, até mesmo em quedas mais aparatosas, saio praticamente ilesa e pronta a ligar à minha mãe para lhe dizer que sim, que está tudo bem, que continuo inteira.
Nos últimos tempos tenho aparecido com algumas mazelas, para quem anda no monte de bicicleta isto não é muito difícil, mas as minhas feridas são todas elas feitas dentro da minha própria casa, sendo que nos últimos dias quase fiquei sem três dos meus preciosos dedos. Um deles, o mais grave, culpa da varinha eléctrica e os outros dois culpa da porcaria de um espelho.
A minha mãe continua preocupada que eu vá para o monte andar de bicicleta e eu tento, sem êxito, explicar que com a sorte que tenho a cair de bicicleta, contrária à total inaptidão que tenho para ser dona de casa, mais vale que ela comece a preocupar-se a sério com outro tipo de coisas e que as recomendações passem a ser mais úteis, "Liga-me quando acabares de aspirar", "Por favor, segura bem na varinha enquanto fazes a sopa", "Liga-me quando terminares de limpar os espelhos", "Liga-me quando terminares de limpar os candeeiros", "Por favor, segura bem na varinha enquanto fazes a sopa", "Por favor, segura bem na varinha enquanto fazes a sopa", "Por favor, segura bem na varinha enquanto fazes a sopa".

Mami, por favor, começa a preocupar-te com coisas realmente importantes e avisa-me que os espelhos podem causar risco de vida, que as varinhas eléctricas são verdadeiras armas mortais e que andar por aí a limpar a casa ou a fazer o jantar pode ser muitíssimo perigoso.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Os meus livros #5 - Agridoce

Sinopse
Do Bangladesh a Londres, dos anos 50 aos dias de hoje, três gerações de uma família são ensombradas pelos segredos de um passado que teima em não ficar para trás. 
Shona Karim está apaixonada. Ela tem apenas 10 anos mas sabe de imediato que encontrou o homem dos seus sonhos quando vê Parvez pela primeira vez. Shona é uma romântica inveterada, tal como o pai, cuja generosidade o tornou no alvo da pior das traições. Anos mais tarde, mentindo a si próprios e às suas famílias, Shona e Parvez fogem para começar uma nova vida. Mas a herança de Shona é feita de duplicidades e de enganos cúmplices. À medida que o tempo passa, também ela teme que os seus piores segredos sejam expostos. 
Poderá o amor ser suficientemente forte para emendar os erros do passado?


Muito, muito, muito bom. Fiquei completamente apaixonada por esta história e pelas personagens.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Os meus livros #4 - A Bússola

Sinopse
Jonathan perdeu tudo o que mais amava. Foram apenas cinco segundos, o tempo de uma travagem tardia, de um acidente terrível. E depois a realidade, brutal, de segurar nos braços doridos um corpo pequenino, sem chama, sem vida. Muito longe dali, muitos meses mais tarde, voltamos a reencontrar Jonathan, ou o que resta dele. Um homem vazio, sem rumo, perdido no deserto, à espera da morte. Mas alguém o socorre, uma mulher improvável, um mistério; e ali, naquela imensidão branca e deserta, Jonathan tem uma primeira revelação… Jonathan vai percorrer o mundo à procura da redenção. Guiado por uma mão poderosa, encontra ajuda onde menos espera: o desconhecido que o recebe numa cabana da floresta, o menino sábio que lhe abre o coração nas remotas montanhas da Transilvânia… E aos poucos, Jonathan redescobre a luz, e encontra o caminho. A Bússola - encontre o seu caminho.


Certo dia escrevi este texto: Haverá quem compre uma ou outra peça de roupa que não lhe serve, na esperança de emagrecer e porque não pode perder aquela oportunidade única de adquirir a peça que tanto gosta. Haverá quem compre um par de sapatos do tamanho abaixo daquilo que usa só porque tem de ser, está em saldo e são lindos de morrer. Eu compro livros. Livros que nunca compraria se não me esfregassem com os descontos e os saldos e as promoções no nariz. Livros só porque sim, porque são livros e estão baratos e eu adoro livros e nem sequer me preocupo em ler a sinopse ou em pesquisar sobre os autores, no caso de ainda não os conhecer. Compro livros que depois vou ser obrigada a ler até ao fim, porque eu nunca desisto de um livro, e que podem muito bem causar-me até uma espécie de depressão literária, mas que vou ler, porque (não sei se já disse isto) eu nunca desisto de um livro. Compro livros, e desta vez não foi 1, nem 2, nem 3, foram 14. Só peço aos Deuses literários que os outros sejam um pouco mais apetecíveis que os 2 primeiros.
Acho que se adequa perfeitamente a este livro, uma espécie de auto-ajuda que nunca compraria de não me esfregassem com as promoções no nariz. Salvou-se a parte em que falavam da Holanda e de bicicletas.

Loira, sei o que fizeste o Verão passado (que é mais ou menos como quem diz, sei tudo o que leste em 2014)

  1. O Livreiro - Mark Pryor
  2. Acasos do Amor - Juliette Fay
  3. O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry
  4. Memorial do Convento - José Saramago
  5. Maligna - Joanne Harris
  6. O Diário de Anne Frank - Anne Frank
  7. Peito Grande, Ancas Largas - Mo Yan
  8. A criança que não queria falar - Torey Hayden
  9. A Rainha dos Sipaios - Catherine Clément
  10. A Gloriosa Bicicleta - Pedro Carvalho e Laura Alves
  11. O Regresso do Jovem Príncipe - Alejandro Guillermo Roemmers
  12. Estranha forma de vida - Carlos Ademar
  13. As visões de Simão - Marianne Fredriksson
  14. 12 Anos Escravo - Solomon Northup
  15. O Menino de Cabul - Khaled Hosseini
  16. O Amor - Marguerite Duras
  17. O Violoncelo de Sarajevo - Stevemn Galloway
  18. Quem quer ser Bilionário - Vikas Swarup
  19. Mulher em Branco - Rodrigo Guedes de Carvalho
  20. A Rapariga de Auschwitz - Eva Schloss
  21. O Perfume - Patrick Süskind
  22. Uma Morte Súbita - J. K. Rowling
  23. Os Filhos do Éden - Ken Follett
  24. Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago
  25. A Criança n.º 44 - Tom Rob Smith
  26. Benjamim - Chico Buarque
  27. O Beijo do Ladrão - Alan Parker
  28. Uma inquietante simetria - Audrey Niffenegger
  29. Dez anos depois - Liane Moriarty
  30. Mensagem - Fernando Pessoa
  31. Fado - José Régio
  32. O Segredo de Copérnico - Jean-Pierre Luminet
  33. Amor, Ponto e Vírgula - Andrew Nicoll
  34. O Amor nos Tempos de Cólera - Gabriel Garcia Márquez
  35. O Pintassilgo - Donna Tartt
  36. O sítio onde moram as cores do arco-íris
  37. Black Out - Lisa Unger
  38. O Perfume da Savana - Ludgero Nascimento dos Santos
  39. A Mulher do Capitão - Ludgero Nascimento dos Santos
  40. Numa Terra Estranha - Jhumpa Lahiri
  41. Caminho do Amor - Alexandre Narciso e Anabela Narciso
  42. Mord.Net - Dan Buthler
  43. Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll
  44. Os Miseráveis - Victor Hugo
  45. A Mulher Silenciosa - A. S. A. Harrison
  46. O Diário de um Mago - Paulo Coelho

Desafio 712: Aquela coisa do "712 Things to Write About"

O meu homem era gajo para me oferecer um livro chamado: "As mil e uma razões para não escreveres". Como é que ainda ninguém escreveu isso?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Os meus livros #3 - O Rapaz de Pijama às Riscas

Sinopse
Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a Solução Final e o Holocausto. Não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa. Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém para brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama às riscas.


Estava tão ansiosa por esta história que cometi o erro de ver o filme antes do livro. O livro é muito bom e a história fascinou-me, como tudo o que tem a ver com o Holocausto.

Em total desespero vos digo

Se sobreviver ao Janeiro e conseguir terminar todo o trabalho pendente e urgente até dia 31 sou a Super-Mulher do meu escritório. A única, mas ainda assim, a Super.

Loira faz publicidade às viagens Low Cost


A sério, não custa quase nada.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Os meus livros #2 - O segredo dos seus olhos

Sinopse
Benjamín Chaparro, vice-secretário num tribunal de instrução, vê chegar ao seu departamento o caso de homicídio de uma bela mulher que ao partir deixou um coração dilacerado pela perda. Identificado com a dor do marido da vítima, Benjamín vai além do que lhe é permitido para descobrir e punir o culpado. Esta luta obstinada pela verdade e pela justiça terá consequências que ele não poderia ter adivinhado. Passados trinta anos, Benjamín ainda não esqueceu o caso. Já reformado, decide escrever um romance, como forma de fazer um balanço da vida e exorcizar os fantasmas do passado.


Este livro chegou-me às mãos por acaso, a wook estava a oferecer um livro por cada livro comprado e uma das ofertas foi O segredo dos seus olhos. Em conversa com a Su estava a dizer-lhe isso mesmo, a contar-lhe os livros que comprei e os que vieram de oferta quando descobri que o filme inspirado neste livro era o preferido da Su e que ela não sabia da existência do livro. Eu nunca tinha ouvido falar do filme e tinha o livro por acaso. Mal terminei de o ler fui ver o filme, obviamente que já não consegui sentir o impacto que teria se não tivesse lido o livro. É uma história muito bonita e com um final tão surpreendente que quando penso nisso ainda me sinto aterrada.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Os meus livros #1 - A verdade sobre o caso Harry Quebert

Sinopse
Verão de 1975. Nola Kellergan, uma jovem de quinze anos, desaparece misteriosamente da pequena vila costeira de Nova Inglaterra. As investigações da polícia são inconclusivas. Primavera de 2008, Nova Iorque. Marcus Goldman, escritor, vive atormentado por uma crise da página em branco, depois de o seu primeiro romance ter tido um sucesso. Junho de 2008, Aurora. Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país, é preso e acusado de assassinar Nola, depois de o cadáver da rapariga ser descoberto no seu jardim. Meses antes, Marcus, discípulo de Harry, descobrira que o professor vivera um romance com Nola, pouco tempo antes do seu desaparecimento. Convencido da inocência de Harry, Marcus abandona tudo e parte para Aurora para conduzir a sua própria investigação.


Tão, mas tão bom, que não consegui parar de ler. Três dias depois de ter começado já estava a ler a última das quase 700 páginas do livro. É um romance, é um policial, é um livro que fala de amor, de crime, de amizade, de livros e que mexe connosco quando pensamos no psicológico das personagens. Já o tinha na minha lista há imenso tempo e valeu muito a pena passá-lo para a prateleira cá de casa. 

Queridas (poucas e boas) pessoas que ainda passam por aqui

Quem me lê sabe que adoro livros, sou viciada em livros, apaixonada por livros, maluca por livros. Sim, eu sei, já chega, já perceberam a ideia. Assim sendo, decidi aproveitar este início de ano para falar mais sobre livros, estou sempre a fazê-lo por isso vou adorar fazê-lo aqui também. Vou tentar ter sempre na minha barra lateral o livro que ando a ler e no final pretendo fazer um pequeno resumo do mesmo, quem sabe discutir com alguns o livro, quem sabe ser completamente ignorada, eu gosto de livros por isso vou gostar de fazer isso, ou vou desistir já na próxima semana, depois logo se vê. Bem, aquele livro lindo e fantástico que está ali agora é já o quinto deste ano, por isso estou muitíssimo atrasada nesta nova tarefa a que me proponho, o que demonstra que ainda agora comecei e esta ideia já é um fiasco. Mas vou tentar fazer com que resulte, aos que gostam tanto de livros como eu posso prometer isso, vou tentar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Porque é que ninguém me avisou que isto era tão difícil?

Já desfiz a minha árvore de Natal, que tristeza, que vazio, que horror. Gostava tanto dela que cheguei mesmo a pensar deixá-la ficar cá em casa até à Páscoa, ou até ao Natal de 2015, ou para todo o sempre amém. Todos escrevem sobre a alegria e a partilha do Natal, todos falam de solidariedade, todos querem mostrar aos que amam o quanto são importantes, todos falam do espírito natalício e não houve ninguém que me avisasse de quanto era duro arrumar o Natal no caixote e deixar o canto da sala vazio.

Notícia de última hora

Tenho tanto, mas tanto, mas tanto trabalho que mal sobra tempo para me coçar.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Página 141

"Vê-se muitas coisas quando não vamos para lado nenhum"

O segredo dos seus olhos
Eduardo Sacheri

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Querido diário

Não escrevo para os outros, escrevo para mim.

Se tivesse feito a tal lista de resoluções de novo ano

O primeiro item seria: não comprar mais livros enquanto não conseguir ler todos os que tenho na estante dos virgens, cá em casa. E ao sétimo dia a lista já teria deixado de fazer qualquer sentido. Espero que o carteiro chegue rápido com os meus novos nove livros. 

Crónicas da Gralheira

Avisaram-nos antes da partida que em todo o percurso havia 300 metros de subida não ciclável, o que quer dizer que vamos sofrer. Pedalamos os primeiros km em sobe e desce constante, alguns single track fantásticos, uns estradões com uma vista espectacular e uns trilhos no meio do mato, até que começamos a descer e a descer e a descer, 7 km a descer pedra tão divertidos, tão loucos, tão técnicos, tão fantásticos que a dada altura deixei de sentir os braços de tanto saltar pedra (se vocês soubessem como isto é nunca mais queriam ouvir falar do vibroplate). Claro que quando o universo nos oferece uma descida destas nós sabemos que temos de pagar, e nalguns casos o preço é mesmo muito alto. Subimos e subimos e subimos, nas partes mais complicadas eu ia dizendo um "Lili, estes são os 300 metros", para daqui a pouco voltar a dizer que não, que "os 300 metros eram agora e não lá atrás". Quando chegamos ao final da subida (pelo menos era o que pensávamos) eu voltei a dizer que "afinal, Lili, os 300 metros eram isto", descemos um bocado e apareceu-nos mais uma subida e outra e outra e eu ia repetindo que "os 300 metros eram agora", depois aparecem km e km de calçada romana completamente molhada e eu a dizer que "afinal os 300 metros eram a calçada romana, Lili, ninguém consegue subir tantos km de calçada romana molhada" e quando aquilo acabou continuamos a subir e a subir e a subir e quando eu já achava que era impossível subir mais a Lili manda-me olhar para a esquerda, eu, incrédula com a montanha que se impunha e com centenas de homens com a bicicleta às costas só consegui respirar fundo e dizer que "Não acredito, afinal os 300 metros são aquilo", e não eram só 300 metros, era muito mais. O bom é que a superação de chegar lá em cima e de desafiar mais uma montanha compensa tudo e no fim ainda conseguimos olhar para trás com um sorriso nos lábios e de alma e coração cheios de felicidade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Crónicas do Douro

Chegamos por volta das 17:00 H, o caminho para o hotel era quase rural e isso agradou-me, mas de repente o caminho ficou demasiado apertado e tivemos dúvidas se o carro passaria dali para a frente, perguntamos a um idoso que andava por ali, ele respondeu-nos que sim, claro que passava, só havia ali mais à frente um muro, mas que se riscasse era só um bocadinho. O dono do hotel veio apressado buscar-nos as malas, porque os carros não chegam à entrada do hotel. Ainda assim, ficávamos mais contentes se nos tivesse deixado tentar, afinal, se riscasse era só um bocadinho. Já há noite fomos jantar à Gralheira, no dia seguinte precisávamos estar lá bem cedo e o jantar era uma óptima oportunidade para conhecer a estrada e os cerca de 20 km que nos levaria ao nosso destino. No final do jantar fomos dar uma volta pelas "ruas" da Gralheira, de carro, estava demasiado frio para arriscar uma caminhada, viramos à direita, e à esquerda, e voltamos a virar uma e outra vez e as ruas eram tão estreitas que a dada altura tivemos dúvidas se o carro passava, garantiram-nos que sim, mas afinal não passava, riscou, mas ainda assim não conseguimos parar de rir, riscou, mas foi só um bocadinho. 

Frio? Que frio?

Neste blog todos os dias são óptimos para a prática da modalidade.


Não sei se gosto mais de desbravar mato ou gelo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Lista de resoluções para 2015

Nunca faço resoluções de ano novo, nunca olho para um novo ano como uma nova oportunidade, olho-o como trezentas e sessenta e cinco novas oportunidades. Se me apetece cortar o cabelo, fazer uma mudança radical, comprar qualquer coisa, ir a algum local, faço-o quando me vem a ideia à cabeça, ou quando a vida me permite. Não preciso de um novo ano para fazer uma dieta, um dia olho-me ao espelho, acho que preciso e faço-a, desisto sempre, por isso tanto me faz começar no dia 01 de Janeiro como no dia 14 de Março, ou num outro dia qualquer. Nunca deixo de ir ao ginásio, por isso nunca poderei marcar uma data para recomeçar, vou as vezes que me apetece e não as que me imponho meses antes. Leio os livros que me apetece e pedalo sempre por paixão. Nunca risco nada, nem ninguém, definitivamente do meu mundo, nunca digo que desta água não beberei, seja no início ou a meio do ano. Não gosto de fazer planos a longo prazo, gosto de ir aproveitando cada dia da melhor forma possível, gosto de ir vivendo ao sabor da corrente. E sei bem que a vida não é assim tão linear para que uma lista de resoluções valha alguma coisa, as resoluções, as vontades, os desejos, os sonhos, mudam num minuto, tal como a vida. 

Último post sobre o ano velho

2014 foi o ano da mudança.

Um ano em posts

2014 foi o ano em que não abandonei o blog por tempo indeterminado para voltar muitos meses depois, cheia de saudades disto. Curiosamente, 2014 foi o ano em que tive menos tempo, menos paciência e menos inspiração quer para o blog, quer para a blogosfera. Agradeço a todos os que, ainda assim, continuam a acompanhar-me.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Exactamente como me sinto:

"- Um bom livro, Marcus, não se mede apenas pelas últimas palavras, mas pelo efeito colectivo de todas as que as precederam. Cerca de meio segundo depois de terminar o livro, depois de ler a última palavra, o leitor deve sentir-se dominado por um sentimento poderoso; por um instante, só deve pensar em tudo o que acaba de ler, olhar para a capa e sorrir com uma ponta de tristeza porque vai sentir a falta das personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler."

A verdade sobre o caso Harry Quebert
Joël Dickert

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Um ano em pedaladas.


2014 foi o ano em que não contei km e não pensei em tempos. 2014 foi o ano em que mais aproveitei os locais, as pessoas e os momentos.

Um ano em livros.

46 livros, 14.236 páginas.

Ano Novo

2010 foi melhor que 2009. 2011 foi melhor que 2010. 2012 foi melhor que 2011. 2013 foi melhor que 2012. 2014 foi melhor que 2013. 2015, já percebeste a sequência, não já?