sexta-feira, 12 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Inicialmente este era um post mesmo deprimente, mas podem acontecer tantas coisas enquanto escrevemos um post...
Não estou de férias, para vos dizer a verdade ainda nem sei muito bem quando vou conseguir tirar uns dias de férias, mas posso dizer-vos que o meu corpo continua aqui mas o meu cérebro já está estendido ao sol sem fazer um caralho e confesso que ele agora até me está a fazer falta.
Inscrevi-me nas três maiores maratonas de BTT do Outono e comecei a treinar a sério, doi-me o corpo todo e mal me consigo mexer.
As maratonas que tenho participado nestes últimos tempos estão a correr-me mesmo mal, segundo os entendidos (ou talvez não) parece-me que não posso fazer sexo antes da maratona. E eu que levei tanto tempo a convencer o Moreno de que andar de bike é que era fixe, agora tenho que fazer o contrário porque afinal não é assim tão fixe.
Estava para aqui já a arranjar mais uma série de tópicos para vos fazer ver que isto por aqui não está fácil, mas acabo de receber uma sms. Afinal a vida é mesmo bela, tenho uma pulseirinha vip para circular livremente junto das equipas que vão participar na volta a Portugal, que começa já amanhã. Vou só ali dar três gritos e já venho.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
...
"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri do céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda."
Colleen Maccullough, Pássaros Feridos
terça-feira, 26 de julho de 2011
A minha avó...
Aquela que ainda está sempre lá para me receber com um abraço e uns beijinhos. Aquela que ri sempre de tudo o que eu digo, mesmo que eu esteja a dizer um grande disparate. Aquela que acha sempre que estou muito magrinha, mesmo que eu tenha engordado uns cinco kilos. Aquela que fazia gemada para mim e para o avô ao final do dia nas tardes quentes de verão. Aquela que cozia o melhor pão que já comi. Aquela que nunca ouvi a levantar a voz a ninguém. Aquela que não compreende como é que uma pessoa pode ser filho de um e chamar pai a outro numa telenovela. Aquela que acha que, se eu ando de bicicleta é melhor estar atenta não vá eu aparecer na volta a Portugal e até na volta á França, e fica tão atenta que me explica tudo o que aconteceu. Aquela que fugia de casa da filha quando o marido estava no hospital para ficar sempre com ele. Aquela que se mudou literalmente para a única divisão da casa que tinha visão para o cemitério quando teve de se separar do marido, do avô. Aquela que esteve hospitalizada durante vários dias e a sua única preocupação é que lhe tinham tirado a aliança. Aquela que agradece sempre as visitas, como se recebesse a maior prenda do mundo. Aquela que viu dois filhos sobreviver a um enfarte e ainda tem força para ajudar a cada dia uma filha a tentar ultrapassar um cancro nos pulmões. Aquela que chora, que chora sempre, não pelas dores dela, sempre pelas dores dos outros.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Eu...
Já fui um pássaro louco. Agora sou somente uma andorinha que voa atrás do sol aconchegante da Primavera.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Eu bem vos avisei que tinha apanhado sol a mais na moleirinha (como diz a minha avó)
quarta-feira, 20 de julho de 2011
A resolução...
Depois de muito ponderar (ainda sobre o meu lindo estado, descrito no post anterior) resolvi fazer isto:
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Estou linda, linda, linda... Juro-vos, estou tão linda que até doi.
Ontem de manhã lá fui eu para mais uma voltinha de bike, ainda ponderei alapar o cu na praia, mas não vem tempo de jeito para eu tratar do bronze. Depois de alguns Km lá me avisaram que dois dos meus colegas dos pedais tinham feito anos durante a semana , portanto trataram de comprar comida e bebidas para o pessoal festejar e estavam num parque à nossa espera. Chegamos ao parque ainda antes do meio dia e só chegamos a casa por volta das seis da tarde. Comemos, bebemos, rimos e conversamos, embora a conversa nunca saia muito do tema bicicletas é sempre muito divertido. O parque era lindo, tinha mesas de piquenique, relva, árvores, um rio e música animada que um pessoal que também parou por lá levou. Quando cheguei a casa e vi a minha linda figura quase me atirei nua pela janela e com as mãos atadas à cabeça, tenho os braços completamente queimados do sol, desde a manga curta do jersey de btt, um com a interrupção do relógio e o outro com a interrupção de uma tira de desporto que uso para limpar a monquice quando ando no monte e não posso perder tempo. Além disso tenho a cara toda vermelha, também queimada do sol, só com uma linda interrupção, dos óculos de sol. Agora estou a ponderar entre aquela cena de me atirar nua pela janela ou fechar-me em casa durante três meses e só sair para andar de bike. Não sei, tenho que pensar muito bem no assunto.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Lá havia de chegar o dia em que vos ía dar uma das minhas fantásticas receitas
Depois de triturar uma meia dúzia de delícias do mar, misturar com maionese e barrar no pão. Depois basta acrescentar uma fatia de fiambre, uma folha de alface e uma rodela de tomate. E já está... um manjar dos Deuses. Ainda melhor se acompanhado com um belo panaché bem fresquinho.
Se forem bons seguidores e se portarem bem um dia destes ainda vos digo como se faz a salada de atum e milho e quem sabe, na loucura ainda vos conto a receita de arroz de ervilhas com salsichas.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Não sei falar de amor
Apesar de não contar por aqui pormenores da minha vida privada (só porque se o fizesse entupia a caixa de seguidores) o blog acaba por retratar a minha personalidade, os meus gostos, os meus desejos, os meus sonhos, as minhas loucuras. Ao ler post's antigos vou relembrando momentos, pessoas, sentimentos. Em cada post, apesar de alguns já soarem estranhos na minha consciência consigo distinguir exactamente aquilo que estava a sentir no momento em que as teclas vão transformando as palavras em sentimentos. Fui dedicando post's a pessoas importantes, quase todas aquelas que me marcam de forma especial. No entanto há uma pessoa na minha vida que nunca teve direito a um post digno do lugar que ocupa, do sentimento e da importância que tem. Mas só por isso, só porque não sei falar de amor.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Mãe sofre...
A minha por exemplo, mostrava uma preocupação excessiva em relação a esta cena de eu andar a fazer BTT. Eu não entendia muito bem esse pânico dela até que descobri recentemente que a pobrezinha pensa desde o ano passado que pratico downhill, altura em que a levei a ver um campeonato que decorria cá no norte.
Bem que eu gostava de ter tomates para isto mãezinha, até já me passou pela cabeça experimentar, mas tenho medo de partir alguma unha...
Precisa-se:
Preciso de um café forte. Preciso de um sol brilhante lá fora. Preciso de cerejas, gordas e maduras. Preciso de um campo de futebol plantado com túlipas amarelas. Preciso de areia e de mar, de cheiro a bronzeador e do sabor da água salgada no corpo. Preciso de um final de tarde com abraços e pôr-do-sol. Preciso do cheiro a bolo quente, acabado de sair do forno, do cheiro de chocolate derretido. Preciso de conduzir Km sem um destino traçado. Preciso de figos secos com amêndoa. Preciso de uma descida perigosa de bike. Preciso de vento na cara. Preciso de girassóis. Preciso de toneladas de gelado, para comer até doer o estômago. Preciso de um sofá, uma manta e um livro. Preciso de um dia a meia-luz. Preciso de tanta... tanta coisa...
Mas contentava-me somente com uma ideia luminosa para acabar a merda de trabalho que tenho pendente. Doi-me a cabeça e estou farta de analisar números. Que puto de trabalhinho de corno que eu fui arranjar...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Sobre escrever...
Gosto de post's com duplo sentido. Daqueles, que cada um entende exactamente o quer. Que deixam o mistério no ar. Eu dou-lhe o meu sentido em cada palavra e cada pessoa que o lê, mediante a sua própria imaginação, a sua experiência de vida e a sua personalidade entende-o à sua maneira. Por isso não gosto de dar explicações sobre aquilo que escrevo. As pessoas que passam cá e têm um blog sabem o que isso é, o verdadeiro sentido das palavras, o sentimento escondido nas entrelinhas. As que me conhecem e só passam cá para ler perguntam. Não perguntem, não vou responder. É só a minha vida...
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