quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Para vocezes...

Ainda não morri, não fui raptada por extraterrestes (embora acredite que seria muito útil para algumas experiências), não emigrei para um país sem Internet e não ando a dar a volta ao mundo em bicicleta. Simplesmente ando numa fase com menos inspiração para a escrita e para o blog. Um dia destes volto.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um dia destes fui andar de bicicleta e enfiei um pico, mesmo na dobra do dedo mindinho, encostado ao osso. Por muito que me tentassem tirar aquilo ninguém conseguia, mas o dedo já não doía, só quando fazia algum movimento que me fizesse tocar exactamente onde estava o pico. Há feridas que são assim, só doem quando lhe tocamos, principalmente as dores de coração.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A minha tia Inês...

Se me pedissem para descrever a minha tia Inês numa só palavra, seria, sem qualquer tipo de dúvida, AMOR. Amor incondicional. Amor pelas pessoas. Amor pelos irmãos. Amor pelos pais. Amor pelos filhos. Amor pelos netos. Amor pela família. Amor pelos amigos. Amor pela casa. Amor pelo trabalho. Palavras de amor. Sorrisos de amor. Amor pela vida. E um amor tão especial por um marido que lutou com ela durante três longos anos, que deixou tudo para lutar cada dia e cada minuto ao lado dela numa luta desigual.
O AMOR deveria vencer sempre tudo, mas desta vez quem venceu foi o cancro que nos roubou a minha tia Inês ontem. E o nosso mundo ficou muito mais pobre de AMOR...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Vou ali e já volto

Como vos abandonei nos últimos dias ainda ponderei levar-vos comigo, mas vocês são tantos que decidi levar só uns livros, a bicicleta e o Moreno. Prometo voltar muito mais disponível e muito mais inspirada para vocês. Fui...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Inicialmente este era um post mesmo deprimente, mas podem acontecer tantas coisas enquanto escrevemos um post...

Não estou de férias, para vos dizer a verdade ainda nem sei muito bem quando vou conseguir tirar uns dias de férias, mas posso dizer-vos que o meu corpo continua aqui mas o meu cérebro já está estendido ao sol sem fazer um caralho e confesso que ele agora até me está a fazer falta.

Inscrevi-me nas três maiores maratonas de BTT do Outono e comecei a treinar a sério, doi-me o corpo todo e mal me consigo mexer.

As maratonas que tenho participado nestes últimos tempos estão a correr-me mesmo mal, segundo os entendidos (ou talvez não) parece-me que não posso fazer sexo antes da maratona. E eu que levei tanto tempo a convencer o Moreno de que andar de bike é que era fixe, agora tenho que fazer o contrário porque afinal não é assim tão fixe.


Estava para aqui já a arranjar mais uma série de tópicos para vos fazer ver que isto por aqui não está fácil, mas acabo de receber uma sms. Afinal a vida é mesmo bela, tenho uma pulseirinha vip para circular livremente junto das equipas que vão participar na volta a Portugal, que começa já amanhã. Vou só ali dar três gritos e já venho.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

...

"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri do céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda."


Colleen Maccullough, Pássaros Feridos

Do Coração...

terça-feira, 26 de julho de 2011

A minha avó...

Aquela que ainda está sempre lá para me receber com um abraço e uns beijinhos. Aquela que ri sempre de tudo o que eu digo, mesmo que eu esteja a dizer um grande disparate. Aquela que acha sempre que estou muito magrinha, mesmo que eu tenha engordado uns cinco kilos. Aquela que fazia gemada para mim e para o avô ao final do dia nas tardes quentes de verão. Aquela que cozia o melhor pão que já comi. Aquela que nunca ouvi a levantar a voz a ninguém. Aquela que não compreende como é que uma pessoa pode ser filho de um e chamar pai a outro numa telenovela. Aquela que acha que, se eu ando de bicicleta é melhor estar atenta não vá eu aparecer na volta a Portugal e até na volta á França, e fica tão atenta que me explica tudo o que aconteceu. Aquela que fugia de casa da filha quando o marido estava no hospital para ficar sempre com ele. Aquela que se mudou literalmente para a única divisão da casa que tinha visão para o cemitério quando teve de se separar do marido, do avô. Aquela que esteve hospitalizada durante vários dias e a sua única preocupação é que lhe tinham tirado a aliança. Aquela que agradece sempre as visitas, como se recebesse a maior prenda do mundo. Aquela que viu dois filhos sobreviver a um enfarte e ainda tem força para ajudar a cada dia uma filha a tentar ultrapassar um cancro nos pulmões. Aquela que chora, que chora sempre, não pelas dores dela, sempre pelas dores dos outros.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Eu...

Já fui um pássaro louco. Agora sou somente uma andorinha que voa atrás do sol aconchegante da Primavera.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Eu bem vos avisei que tinha apanhado sol a mais na moleirinha (como diz a minha avó)

Acabo de gastar para lá de um dinheirão no meu novo equipamento de BTT. Já não fico com bronzeado de trolha, de fácil lavagem, completamente anti lama, super fresco, última moda e giro que se farta.







Sou gaja para fazer um sucesso já na próxima maratona.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A resolução...

Depois de muito ponderar (ainda sobre o meu lindo estado, descrito no post anterior) resolvi fazer isto:







Créditos e um beijinho ao Lampâda Mervelha.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estou linda, linda, linda... Juro-vos, estou tão linda que até doi.

Ontem de manhã lá fui eu para mais uma voltinha de bike, ainda ponderei alapar o cu na praia, mas não vem tempo de jeito para eu tratar do bronze. Depois de alguns Km lá me avisaram que dois dos meus colegas dos pedais tinham feito anos durante a semana , portanto trataram de comprar comida e bebidas para o pessoal festejar e estavam num parque à nossa espera. Chegamos ao parque ainda antes do meio dia e só chegamos a casa por volta das seis da tarde. Comemos, bebemos, rimos e conversamos, embora a conversa nunca saia muito do tema bicicletas é sempre muito divertido. O parque era lindo, tinha mesas de piquenique, relva, árvores, um rio e música animada que um pessoal que também parou por lá levou. Quando cheguei a casa e vi a minha linda figura quase me atirei nua pela janela e com as mãos atadas à cabeça, tenho os braços completamente queimados do sol, desde a manga curta do jersey de btt, um com a interrupção do relógio e o outro com a interrupção de uma tira de desporto que uso para limpar a monquice quando ando no monte e não posso perder tempo. Além disso tenho a cara toda vermelha, também queimada do sol, só com uma linda interrupção, dos óculos de sol. Agora estou a ponderar entre aquela cena de me atirar nua pela janela ou fechar-me em casa durante três meses e só sair para andar de bike. Não sei, tenho que pensar muito bem no assunto.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Lá havia de chegar o dia em que vos ía dar uma das minhas fantásticas receitas

Depois de triturar uma meia dúzia de delícias do mar, misturar com maionese e barrar no pão. Depois basta acrescentar uma fatia de fiambre, uma folha de alface e uma rodela de tomate. E já está... um manjar dos Deuses. Ainda melhor se acompanhado com um belo panaché bem fresquinho.



Se forem bons seguidores e se portarem bem um dia destes ainda vos digo como se faz a salada de atum e milho e quem sabe, na loucura ainda vos conto a receita de arroz de ervilhas com salsichas.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Não sei falar de amor

Apesar de não contar por aqui pormenores da minha vida privada (só porque se o fizesse entupia a caixa de seguidores) o blog acaba por retratar a minha personalidade, os meus gostos, os meus desejos, os meus sonhos, as minhas loucuras. Ao ler post's antigos vou relembrando momentos, pessoas, sentimentos. Em cada post, apesar de alguns já soarem estranhos na minha consciência consigo distinguir exactamente aquilo que estava a sentir no momento em que as teclas vão transformando as palavras em sentimentos. Fui dedicando post's a pessoas importantes, quase todas aquelas que me marcam de forma especial. No entanto há uma pessoa na minha vida que nunca teve direito a um post digno do lugar que ocupa, do sentimento e da importância que tem. Mas só por isso, só porque não sei falar de amor.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mãe sofre...

A minha por exemplo, mostrava uma preocupação excessiva em relação a esta cena de eu andar a fazer BTT. Eu não entendia muito bem esse pânico dela até que descobri recentemente que a pobrezinha pensa desde o ano passado que pratico downhill, altura em que a levei a ver um campeonato que decorria cá no norte.





Bem que eu gostava de ter tomates para isto mãezinha, até já me passou pela cabeça experimentar, mas tenho medo de partir alguma unha...