segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Frio mais frio não há

Sábado, apesar do frio e das ameaças de neve, saímos para pedalar na montanha, com esperança de chegar a algum cume completamente branco. Não encontramos a neve, mas a neve encontrou-nos a nós. Já ao final da tarde, junto com chuva muito fria caíam flocos de neve em cima de nós, e nós ríamos e pensávamos que só podemos ser loucos por estar ali. E numa questão de poucos minutos as temperaturas caíram tanto que estou convencida de que nunca tinha tido tanto frio na minha vida. As minhas mãos e os meus pés doíam tanto que em mais que uma altura achei que não ia conseguir chegar a casa. 
Sim, sábado estava um óptimo dia para aproveitar o sofá, os cobertores, os livros e um chá quente, mas hoje não estaria tão feliz se não tivesse apanhado aquele frio horrível. Felicidade e pingo no nariz, é o resultado da pedalada de sábado e de domingo. 

Loira, o que vês do teu selim?


Descoberta

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Diz que é um concurso literário

A boa da Pipinha disse: Escrevei. E eu escrevi:


Eu gosto é da Primavera
E de andar pela rua a espirrar
A porcaria do frio, já era
E as pessoas já não passam a vida a reclamar.
A Primavera é alegria, a Primavera é amor
Atchim... Atchim... (desculpem lá)
A Primavera são roupas frescas, a Primavera é cor,
Atchim... Atchim... (que merda, pá)

Eu gosto é do Verão
E de andar sempre a suar
Ponho metade das mamas de fora
E mal consigo respirar.
No Verão vai tudo a correr para a praia
E eu vou para a montanha pedalar
Quando me virem alapada na areia
Por favor, mandem-me internar.

Eu gosto é do Outono,
E de ver as folhas a cair
Esta é a minha estação do ano preferida
Neste poema não vos posso mentir.
No Outono cheira a terra molhada
E há um mundo inteiro para curtir
O Natal está quase a chegar
E só me apetece dormir sorrir.

Eu gosto é do Inverno
E de passear de guarda-chuva na mão
Sentar-me a ler e a comer chocolates no sofá
E de ficar gorda como um leitão.
No Inverno, mesmo a tremer de frio
Vou andar de bicicleta a chover
No final tomo um banho bem quente
E depois vou para o sofá foder.


O meu pai diz-me desde pequena
E é hoje que vos vou contar
Filha, tu gostas de toda a puta merda
E isto, este poema pode provar.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Loira também quer dar dicas de maquilhagem e beleza à blogosfera nacional

Acordem bem cedo e coloquem creme e protector solar, ao fazê-lo dividam o vosso rosto a meio, a parte superior aos olhos e a parte inferior, na parte inferior podem colocar o creme e o protector à vossa vontade, na parte superior não se atrevam sequer a tocar, têm de sair de casa com essa zona do rosto completamente limpa, a não ser que queiram que aquela porcaria vos entre toda para os olhos ao primeiro sinal de suor. Não há necessidade de se pentearem, o capacete é fabuloso para as desgrenhadas. A demonstração que vos trago hoje demora exactamente 50 km de chuva e lama a ser conseguida, mas o resultado final é fantástico, como poderão comprovar mais à frente. Durante o processo o vosso rosto será sujeito a uma esfoliação à base de pingos de chuva fria com lavagem e massagem intensivas e gotas enviadas primeiro na perpendicular e depois na oblíqua, a uma média de 20 km por hora, com pepitas de areias naturais oriundas de uma praia de mar revolto e frio no norte de Portugal, salpicos de pedras e mistura de uma substância granular de alcatrão essencial. Aplicação de uma máscara de lama proveniente das montanhas e dos trilhos mais espectaculares, com extracto de bosta e uma pequena amostra de argila. Restauração corporal intensiva com três linhas de tratamento à escolha: mato, silvas e urtigas. E ainda, para o vosso cabelo, uma máscara reconstrutora e uma ampola de tratamento instantâneo à base de sedimento terroso do solo, mais vulgarmente conhecido como lama. Completamente grátis, completamente natural, resultado garantido e comprovado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Há coisas boas num dia de chuva

Estar completamente encharcada e no meio da montanha. Tremer de frio e não ter um só bocadinho de corpo seco e confortável. Sonhar com um banho quente, o sofá, um bom livro e um chá, saber que daqui a uns quilómetros é possível. Curtir a lama, ainda que mal se consiga abrir os olhos com os salpicos de chuva e de terra. Sorrir, olhar para o céu e colocar a língua de fora. Lamber a chuva e tomar-lhe o sabor é uma sensação de liberdade indescritível. Experimentem, experimentem e contem-me como foi.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Que gente estranha, esta que me rodeia

Levantam-se de madrugada, ao domingo, e chegam sempre atrasados para o almoço. Fazem planos para os sábados e abdicam de muitas coisas para os poder concretizar. Partem em viagens de mochila às costas sempre que podem. Qualquer tempo livre que tenham pensam em aproveitar de uma só forma. Não se importam de andar debaixo de chuva ou enterrados na lama, não se importam com o frio ou com o calor, não se importam com a sede ou com a fome. Não se importam de chegar à meta cobertos de sujidade. Não se importam com o suor ou com as lágrimas. Discutem sobre suspensões totais ou semi-rígidas, rodas 26, 27,5 ou 29, discutem sobre Fox ou Rock Sohx, sobre 1 prato, 2 ou 3 na pedaleira, falam de carbono e alumínio, tubeless e câmaras de ar, xt ou xtr, pedais de encaixe e luvas ou meias que prometem a melhor protecção contra o frio, discutem sobre casacos que nunca nos protegem verdadeiramente da tempestade. Falam de cada peça da bicicleta em gramas. Gastam fortunas na bicicleta e no material que a equipa. Tratam dela como se fosse a coisa mais valiosa do mundo, e é. Têm sempre a bicicleta mais bonita e a melhor. Ganham amigos para toda a vida. E arriscam, arriscam sempre. Falam de quedas como uma coisa natural. Falam das lesões como se fossem uma medalha. Têm todos os dias histórias para contar, porque todas as vezes que saem de casa para pedalar vão viver uma aventura. Que gente estranha, esta que me rodeia, e que parece sempre feliz e apaixonada. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Dia 21 de Fevereiro de 2010

Fez ontem 6 anos que comecei a pedalar. Ter ido com a minha bicicleta para a montanha aquele primeiro dia e todos os outros que se seguiram fez de mim uma pessoa diferente, fez-me olhar para a vida e para o mundo de outra perspectiva, ensinou-me a analisar as pessoas de uma forma que nunca conseguiria e o mais importante, ensinou-me a conhecer-me a mim própria, como nunca tinha sido capaz. Ter ido com a minha bicicleta para a montanha aquele primeiro dia e nunca ter desistido de ir uma, e outra, e outra vez, fez-me conhecer locais que nunca conheceria por outros meios, trouxe para a minha vida pessoas sem as quais já não me consigo imaginar, proporcionou-me as maiores dores e os maiores prazeres, fez-me sentir as coisas, o mundo, a vida de um modo especial. Ter ido com a minha bicicleta para a montanha aquele primeiro dia e todos os dias fez-me olhar para mim com orgulho, fez-me gostar mais de mim, fez-me parar muitas vezes para pensar que sou mesmo eu, que estou mesmo a fazer aquilo, que sou espectacular, fez-me admirar a minha coragem, gostar de nós é único, todos deveriam saber o que isso é. Claro que já me senti muito mal na montanha, claro que já me apeteceu milhões de vezes deixar a bicicleta para trás e vir a pé para casa, sentar-me confortavelmente no sofá a ler, mas essa sensação passa muito depressa, não há meta que não traga alegria, orgulho e ensinamento, não há meta que não peça mais, não há meta que não seja um novo começo. Ir com a minha bicicleta para a montanha dá-me histórias, experiência, sorrisos, pessoas, lágrimas, emoções, dores, prazer, sítios, amizades eternas, dá-me inumeráveis sentimentos, dá-me vida. Ontem, hoje, olho para trás e não sei como seria se não fosse assim, porque isso fez de mim grande parte daquilo que sou hoje.
Estas palavras não são novas, já as usei anteriormente, mas são tão verdadeiras que não resisti a repetir a sua conjugação, porque é exactamente isto que me vai na alma.

No dia 21 de Fevereiro de 2010, há 6 anos atrás, fui pela primeira vez andar com a minha bicicleta para a montanha. Já fiz milhares de km desde esse dia. Neste momento estou numa fase menos boa, depois da queda, se por um lado ainda não consegui recuperar a confiança e na maior parte das descidas bloqueio, por outro ainda tenho muitas dores no braço e quando não bloqueio e quero mesmo descer não tenho força para controlar a bicicleta. Ainda assim, ontem, 6 anos depois, fui conquistar mais uma vez a montanha, porque não poderia deixar de o fazer.
No dia 21 de Fevereiro de 2010, há 6 anos atrás, fui pela primeira vez pedalar para a montanha, não comemoro a data, lembrei-me hoje por acaso, mas devia fazê-lo, naquele dia, há 6 anos atrás, nasceu em mim uma nova forma de vida.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Atrás de uma grande fotografia, está sempre uma grande história #1


Em Agosto passado decidi pedalar de casa até Santiago de Compostela pelo Caminho completamente sozinha. Tinha comprado a minha bicicleta nova há cerca de quatro meses e ainda não me tinha cansado com ela, apesar de já termos feito juntas milhares de km, entre os quais duas grandes viagens, estava por isso com a sensação de que era a super mulher. Isto levou-me a colocar demasiado peso na minha bagagem, um erro que sei há muito tempo que nunca devemos cometer.
Armada em parva, levei alforge e mochila, ambos cheios, quando tinha de pegar na bicicleta à mão não tinha posição para a agarrar e isso fazia com que tivesse de a arrastar, o que me provocava fortes dores nos braços e nos ombros, que traziam o peso da mochila. Levei uma roupa para cada dia, para não ter de me preocupar em lavar nenhuma peça. Levei um livro para ler, apesar de não ter lido nem uma página. Levei uma agenda para escrever, apesar de também ter levado o tablet e o telemóvel. Levei todo o material que havia lá em casa para reparar a bicicleta em caso de avaria, apesar de a maior parte dele eu não fazer a mais pequena ideia para que caralho servia. Levei ainda as coisas essenciais, que levo em todas as viagens.
Obviamente que não fiz a viagem com a facilidade a que estava habituada, todo o peso extra, o facto de ir sozinha e o calor que se fazia sentir fizeram-me sentir cansada algumas vezes, mas principalmente uma.
Passou-se no segundo dia, quando eu já tinha percebido há muito que arranjar onde dormir não seria tarefa fácil e quando segundo os meus cálculos, que por acaso estavam completamente errados, eu estava atrasadíssima para aquilo que tinha planeado e nunca na vida conseguiria chegar a horas decentes à cidade que queria, para poder arranjar uma cama e descansar algum tempo. Estava quase a chegar a hora de almoço em Espanha e a subida nunca mais acabava, eu ainda só tinha comido um pêssego e um tomate e estava cheia de fome, o calor fazia com que mal conseguisse respirar e uma inclinação que normalmente faria a brincar fez-me saltar fora da bicicleta para percorrer o trajecto a pé, enquanto a arrastava atrás de mim. Naquele momento senti-me completamente sozinha, completamente sem força e completamente destronada. Resolvi sentar-me um pouco e comer uns frutos secos, precisava respirar e pensar. O meu pai fazia anos por isso telefonei-lhe. Quando desliguei telefonei ao Moreno, que pelo meu tom de voz percebeu imediatamente que algo se passava, expliquei-lhe o que estava a sentir e ele, com aquela mania que tem de me proteger, desprotegendo-me, disse-me que quem decidiu ir sozinha fui eu, que estar ali era aquilo que eu queria e que só tinha duas opções, se me sentisse capaz continuava, se não arranjava onde ficar naquela zona e adiava a minha chegada a Santiago. Depois de desligar o telefone, respirei fundo, senti-me novamente capaz, peguei na bicicleta e continuei, uns metros mais à frente olhei para a seta que me apontava para cima, a subida continuava, e li aquele "segue o teu coração", que marcou a minha viagem, o meu caminho solitário. Nesse dia  e em todos os outros cheguei cedo, muito mais cedo do que aquilo que poderia imaginar, no meio do cansaço acabei por fazer a viagem muito bem e com a certeza de que seguir o meu coração é sempre o melhor caminho.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Tragédia matinal

Estão a ver quando, enquanto separam a roupa acabada de lavar e secar, percebem que uma das meias não tem par? Quando pensam, e pensam, e voltam a pensar e têm a certeza absoluta que colocaram as duas meias na máquina de lavar no dia anterior? Quando voltam atrás para perceber se a meia não jaz no chão da vossa casa, algures entre o local da máquina de secar e do quarto que usam para separar a roupa? Quando vão a correr, e já em pânico, ao balde da roupa suja para perceber se a certeza que tinham de a ter colocado na máquina, era afinal uma incerteza? Quando voltam às máquinas de lavar e secar a roupa na esperança de ela ter ficado esquecida algures nas profundezas daqueles espaços? Quando vão a correr para junto da roupa já dobrada e separada e voltam a desdobrar e a juntar a roupa, e voam peças, na esperança que a meia esteja no meio de um lençol dobrado ou dentro de uma perna de calças que esperam para ser engomadas? 
Nunca vos aconteceu tal coisa? Então parabéns, estão no bom caminho para se tornarem umas perfeitas Bloggers de sucesso.
Já vos aconteceu isso montes de vezes e não percebem onde está o drama? Então vão lá às vossas vidas que este post não é para vocês.
Percebem-me perfeitamente? Compreendem a tortura, o medo, o pânico, a aflição, a falta de ar, a taquicardia, os suores frios, as tonturas, o tormento que é não saber de uma meia? Então imaginem tudo isso a dobrar, a triplicar, a quadruplicar. Imaginem o que é para mim não saber onde caralho se enfiou uma das minhas fashion meias das pedaladas.
Uma tragédia, é o que vos digo, uma tragédia matinal, foi o que me aconteceu.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Blog meu... Blog meu... há em toda a blogosfera gaja mais fashion do que eu?

A Su, uma das pessoas que este Blog me ofereceu e que as incríveis coincidências da vida aproximou ainda mais de mim, enviou-me a prenda mais espectacular de todo o Blogo Mundo e arredores. A prenda que faz de mim a Blogger mais Fashion de todo o sempre, amém. A prenda que faz de mim uma Loira muito feliz. A prenda mais personalizada de que há memória. A prenda que conta histórias, palavras, aventuras, que conta momentos muito meus. Quem tem Loiretes tem tudo.


Palmier, um agradecimento especial para ti, que além de teres desenhado a imagem do meu Blog, pelo que ouvi dizer, ajudaste muito na construção da prenda.

Parabéns à Loira

A miúda que adora pessoas, que adora as expressões, que adora tentar adivinhar o que está por trás de cada rosto, o que lhes vai na alma. A miúda dos livros, das letras, a miúda que carrega sempre consigo o peso das páginas. A vaidosa. A perfecionista. A amiga. A namorada. A filha. A miúda que pedala, a louca por bicicletas. A miúda das aventuras. A mimada. A teimosa. A chata. Às vezes, a insuportável. A miúda das meias altas. A maluca. A louca. A miúda das piadas. A miúda que gosta de escrever. A miúda do Blog. A miúda que adora as entrelinhas, dos textos, das histórias, da vida. A miúda da natureza. A miúda das montanhas. A miúda dos amigos. A louca por compras. A louca por livros. A miúda das viagens ao pedal. A miúda do chá quente e dos cobertores. A miúda das mil e uma coisas. A miúda sem tempo. A miúda com todo o tempo do mundo. A miúda que tem de fazer um esforço para responder quando lhe perguntam a idade, porque apesar da idade, ainda acha que é uma miúda. Parabéns à Loira, a mim.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Felizmente nunca sonhei ser actriz (ou: merdas que só me trazem problemas)

Quando gosto, gosto a sério, adoro, amo. Quando gosto brilha-me o olhar, o sorriso, a expressão, palpita-me o coração. Quando gosto abraço, beijo, faço carinhos, demonstro.
Quando não gosto não sei disfarçar, não consigo olhar nos olhos, não consigo sorrir. Quando não gosto até estar perto me incomoda. Quando não gosto não consigo arranjar um simples tema para uma conversa, por mais que tente não me sai nada, não sei sequer falar sobre o tempo. Para mim, um lindo dia de sol ou uma porcaria de uma semana em que a chuva não pára só merecem ser comentados com as pessoas de quem gosto. Quando não gosto toda a gente percebe que não gosto.

Às vezes só precisava ser um pouco actriz, neste palco que é a vida.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Assobiar para o alto

Uma das coisas que adoro fazer quando começam a aparecer os primeiros sinais da Primavera, ou quando, como é hoje o caso, finalmente aparece o sol depois de tantos dias de chuva, é de assobiar para o alto. No meio da montanha, num jardim, ou num meio mais rural, basta assobiar uns segundos para que logo os pássaros nos respondam com cânticos alegres e radiantes.
Aprendi a fazê-lo quando assobiava ao meu pai e ele me respondia de longe da mesma forma, certo dia não era o meu pai a responder, mas um pássaro que aprendeu a imitar-nos e quase sempre nos conseguia enganar. Eu e o meu pai continuamos a assobiar um ao outro e a fazer muitas vezes cantar os pássaros.
Hoje está sol, os pássaros responderam-me, cantaram para mim, para nós.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

As coisas que eu leio #3

Os meus livros #10 - História da Menina Perdida

Sinopse
Deixando o marido em Florença, Elena volta a Nápoles para viver com Nino Sarratore, esperando que este se separe da mulher. É agora uma escritora reconhecida e procura escapar ao ambiente conflituoso do bairro onde cresceu e a sua família continua a viver. Evita encontrar Lila. Mas as duas amigas de infância não conseguem manter-se distantes e acabam mesmo por engravidar ao mesmo tempo, o que lhes permite reencontrar, por algum tempo, a passada cumplicidade.




Não me farto de dizer isto, os quatro volumes de A Amiga Genial são fantásticos, apaixonei-me por eles desde a primeira página e agora que terminei de ler a história da Lila e da Elena estou cheia de saudades delas.

Os meus livros #9 - Travessuras da Menina Má

Sinopse
Qual o verdadeiro rosto do amor? Ricardo vê cumprido, muito cedo na vida, o sonho que sempre alimentara de viver em Paris. Mas o reencontro com um amor da adolescência mudará tudo. Essa jovem, inconformista, aventureira, pragmática e inquieta, arrastá-lo-á para fora do estreito mundo das suas ambições. Criando uma admirável tensão entre o cómico e o trágico, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para dar vida a uma história na qual o amor se nos revela indefinível, senhor de mil caras, tal como a menina má. Paixão e distância, sorte e destino, dor e prazer... Qual é o verdadeiro rosto do amor?



Gostei tanto, tanto, tanto deste livro que quando terminei de o ler só me apetecia começar outra vez.

Os meus livros #8 - O gosto proibido do Gengibre

Sinopse
1986. Henry Lee, um americano de ascendência chinesa, junta-se a uma multidão que se encontra à porta do Hotel Panama, outrora o ponto de encontro da comunidade japonesa de Seattle. O hotel esteve entaipado durante décadas, mas a sua nova proprietária descobriu na cave poeirenta os pertences das famílias japonesas que, após o ataque a Pearl Harbor, foram enviadas para campos de internamento. Quando uma sombrinha de bambu é exibida, Henry recua quarenta anos e recorda Keiko, uma jovem de ascendência japonesa com quem criou um profundo laço de amizade e de amor inocente que ultrapassaram os preconceitos ancestrais que opunham as duas comunidades. Quando Keiko e a sua família são enviados para um campo, apenas resta aos dois jovens esperar que a guerra termine para que as promessas que fizeram um ao outro se possam finalmente cumprir.
Passados quarenta anos, Henry, agora viúvo, ainda tenta encontrar uma explicação para o vazio que o acompanhou desde então; para a atitude distante de um pai que nunca entendeu; para a relação difícil com o filho; e, sobretudo, uma explicação para as suas próprias escolhas.
O Gosto Proibido do Gengibre é um romance extraordinário, que nos revela uma das épocas mais conflituosas da História dos Estados Unidos.

Li O Gosto proibido do Gengibre na altura ideal para mim, andava muito cansada naqueles dias e este livro tão leve, tão fácil, tão simples, acabou por me fazer muito bem.