segunda-feira, 2 de março de 2020

Os meus Livros #9 - Sua Excelência, de corpo presente (Pepetela)

SINOPSE
Num enorme salão deitado num caixão jaz um ditador africano. Está morto, mas vê, ouve e pensa. Assim estirado, aprisionado num corpo sem vida, mas na posse das suas faculdades intelectuais, só lhe resta entreter-se a recordar as peripécias vividas com muitos dos que lhe vieram dizer adeus, entre os quais se encontram diversos familiares, a primeira-dama (e as outras mulheres e namoradas), os numerosos filhos e as altas dignidades do Estado. Ao relembrar a sua vida, o percurso que o levou a presidente e os muitos anos como chefe de Estado, vai-nos revelando os meandros do poder político, o nepotismo que o corrói e os vários abusos permitidos a quem o detém.

E, como percebe tudo o que se passa à sua volta, e é muito difícil a um ditador deixar de o ser, Sua Excelência não só vai tecendo considerações sobre os presentes e os seus interesses políticos, como tenta adivinhar os seus pensamentos e maquinações. Pois, mesmo morto, não deixará a sua sucessão em mãos alheias, e nela tentará imiscuir-se através do seu espião-de-um-olho-só, que lhe é tão fiel na morte como era em vida.


Não há nada de Pepetela que eu tenha lido e não tenha gostado. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Os meus Livros #8 - Para que não te percas no bairro (Patrick Modiano)


SINOPSE

Várias décadas passaram desde que Jean Daragane, em criança, viveu em Saint-Leu-la-Forêt. Agora, sexagenário, escritor, mal pensa nisso. Leva uma existência solitária, o telefone raramente toca, praticamente não escreve. Até que acontece um «quase nada». Como que uma picada de inseto, que a princípio parece muito leve. Esse «quase nada» é o aparecimento de uma velha agenda telefónica onde figura o nome de Guy Torstel. Arrastado para o passado, para a Paris dos anos 1950 e 1960, Daragane vai-se confrontar com a memória de Annie Astrand, que foi para ele uma espécie de mãe e, mais tarde, talvez uma amante…





Patrick Modiano é um dos meus autores de eleição, este livro deixou-me a sensação de quero mais.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Os meus Livros #7 - Três homens numa viagem (Jerome K. Jerome)

SINOPSE
A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Outras vezes, demasiado stressante... Os três amigos inseparáveis de Três Homens num Barco estão de volta, agora numa viagem de bicicleta pela Floresta Negra. Jerome, George e Harris largaram o rio e encontram-se em terra firme. As suas vidas estão agitadas e sentem que precisam de uma rutura com o quotidiano. Por isso, planeiam um passeio de alguns dias pela Alemanha.

O problema é que dois deles já são casados e terão de convencer as esposas de que aquela é uma boa ideia e que não se vão meter em sarilhos. Num périplo hilariante e brilhantemente escrito, esta é a sequela perfeita de um grande clássico da literatura mundial. Um livro repleto de aventuras e de bom humor, de percalços e de desastres, de histórias engraçadas e de reflexões filosóficas, tudo numa obra magnífica e inesquecível.

Três Homens numa Viagem é um relato irreverente e divertido, uma daquelas raras sequelas que fazem jus ao sucesso do predecessor, que desafiam todas as probabilidades e albergam na sua génese o brilho e a clarividência de uma obra-prima imortal.


Uma fantástica prenda de Natal. Obrigada Joaninha.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Tempo de ver - MAIS RESPEITO QUE SOU TUA MÃE

Foi no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, que pude assistir e me deliciar com este grande espectáculo. 

Com Joaquim Monchique, Luís Mascarenhas, Joel Branco, Tiago Aldeia, Sofia Arruda, Rui Andrade, Diogo Mesquita, Bruna Andrade e Leonor Biscaia. Joaquim Monchique volta a vestir a pele de uma mãe de família e dona de casa mais desesperada da Baixa da Banheira em mais um ansiado regresso do clã Bartolomeu. O espectáculo, que subiu ao palco 350 vezes, foi visto por mais de 130 mil espectadores desde a sua primeira apresentação, tornando-se nun dos êxitos mais acarinhados pelo público português.

Que grande noite. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Do Pedal para o Blog - Foi assim que aconteceu as Masseiras

Este ano, as Masseiras, uma das provas que mais gosto de fazer, que me deixa sempre coberta de lama dos pés à cabeça e que me garante muita diversão, foi feita de forma muito diferente. Muito devagar, lá fui eu até à meta. Este é sempre um dia muito especial para mim e este ano foi-o mais que nunca. 




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

2019, O grande Post (finalmente)

2019 começou como todos os anos, com contagens e novas listas, quilómetros percorridos, livros lidos, novos planos. Mais cadernos, mais agendas. Janeiro mostrou-me novos sítios, novas pessoas, novos trilhos e uma nova vida. Braga, Santo Tirso, Macedo de Cavaleiros.
Em Fevereiro abri as portas da minha casa e da minha vida à maior aventura e mudança de sempre. Li, pedalei, sujei-me, imaginei um projecto novo, fiz anos e colori a minha vida. Braga, Vila do Conde, Vila Nova de Cerveira, Paredes.
Março trouxe-me ideias, certezas, dias magníficos, sítios incríveis e pessoas fantásticas, trouxe-me o meu selo do #festive500 e fez-me perceber que enquanto houver montanhas para subir serei sempre feliz. Março provou-me que a vida é feita de novos horizontes e fez-me voar. Arco de Baúlhe, Celorico de Basto, Vieira do Minho, Vila Nova de Foz Côa, Guarda, São Pedro do Sul, Póvoa de Lanhoso, Ribeira de Pena.
Abril fez-me sentar à porta do bloco operatório, mostrou-me uma nova Loira no espelho e fez-me ficar orgulhosa do meu sorriso metálico e dos meus sapatos vermelhos e pés coloridos. Rossas, Gerês, Viso, Ribeira de Pena.
Maio ensinou-me o que são saudades, abriu-me janelas e fez o puzzle da minha vida encaixar-se na perfeição, fez-me pendura e fez-me feliz. Ponte de Lima, Gerês, Régua, Lamego, Minas da Borralha, Borba da Montanha.
Junho mostrou-me o filme da minha vida e fez-me sonhar com um final feliz e aproveitar cada momento. Gerês, Lousada, Alvão, Marão, Guimarães.
Julho arrumou a minha vida em sacos e fez-me minimizar para acrescentar, deu-me os melhores dias, de mau cabelo e ensinou-me que por amor até sei cozinhar. Em Julho aconteceu a grande caminhada do ano e começou a grande caminhada da minha vida, agora a dois. Alvão, Mondim de Basto, Cerva, S. Torcato, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Famalicão, Vila do Conde, Montalegre, Lóbios.
Em Agosto fizemos planos, embrulhamos as bicicletas até ao destino, pegamos nas mochilas e partimos para a maior aventura de sempre. 1000 km de Sevilha até Santiago de Compostela.
Em Setembro aconteceu a grande despedida do ano e a minha vida seguiu um novo caminho. Foi tempo de amor, como agora o é sempre. Lapela, Monção, Elvas, Estremoz, Vila do Conde, Póvoa de Varzim.
Em Outubro vesti-me de Outono e preparei-me para o grande desafio do ano. Voltei a enfrentar a Fenda da Calcedónia. Outubro foi um mês de Jazz, das minhas pessoas e de chuva. Choveu tanto que me afogou o telemóvel e o relógio, porque sou louca. Gerês, Gondomar, Guimarães, Calcedónia, Arco de Baúlhe.
Em Novembro aconteceu o Motorally e, com muito orgulho, fiz parte da grande organização do GPS EPIC de Fafe, foi um desafio do caralho. Novembro foi tempo de colocar as ideias em prática. Fafe.
Dezembro é sempre o mês de Maria Julieta e Maria Alice, as gatas cá de casa, foderem o Natal e também de pedalar 500 quilómetros na semana festiva. o #festive500 de 2019 foi muito especial, tal como todo o ano, feito de amor, feito de paz, feito de novos horizontes e de mãos dadas. Guimarães, Gandarela, Gralheira, Gerês, Esposende, Póvoa de Lanhoso, S. Torcato, Vila Nova de Famalicão.
Escolho ano após ano uma palavra que me descreve o ano e o estado de alma. 2019 foi o ano da palavra mudança. Depois de tanto amor a minha vida nunca mais será a mesma. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Os meus Livros #6 - Nem minha casa é já minha casa (Eva Guimarães)



SINOPSE



Uma mulher que deixa as suas origens e que parte por amor. Longe, percebe que tudo aquilo com que tinha sonhado se torna num pesadelo. Um relato surpreendente que retrata a vida de uma mulher que, apesar de maltratada e humilhada, nunca perdeu a dignidade, e não deixou nunca de lutar para ser livre novamente.





Duro, cruel, verdadeiro.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Os meus Livros #5 - Os Assaltos à Padaria (Haruki Murakami)

SINOPSE


Conto 1:
Munidos de facas de cozinha, dois amigos põem-se a caminho da padaria. A cena faz lembrar vagamente O Comboio Apitou Três Vezes. À medida que avançam, o odor do pão a cozer no forno torna-se mais forte. Quanto mais intenso o cheiro, mais se acentuava a vontade deles para praticar o mal.


Conto 2:
A meio da noite, um homem e uma mulher casados de fresco acordam com um ataque de fome de que não há memória. Levados pela imaginação, e por dores que se manifestam com a violência semelhante à do tornado em O Feiticeiro de Oz, trocam a cama pelas ruas desertas de Tóquio e passam ao ataque, perpetrando o mais absurdo e delicioso assalto de que há memória.



Haruki Murakami é sempre uma boa companhia. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Classic Porto Tours

É um link senhores, é um link: https://www.instagram.com/classicportotours/

Tive a oportunidade de fazer um passeio com a Classic Porto Tours e só vos consigo dizer: vão, é simplesmente magnífico. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Do Pedal para o Blog - Foi assim que aconteceu a Rota das Sombras

Partimos das termas de Lóbios, em Espanha, no Gerês, para aproveitar um lindo e frio dia de sol, uns trilhos fantásticos e umas paisagens magníficas. 









segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Os meus Livros #4 - De Bagdade, com amor... (Tenente-coronel Jay Kopelman com Melinda Roth)

SINOPSE

Ao entrarem numa casa abandonada em Fallujah, no Iraque, alguns fuzileiros ouvem ruídos suspeitos, empunham as armas, contornam uma parede e preparam-se para abrir fogo. O que encontram durante o ataque americano à "cidade mais perigosa do mundo," contudo, não é um rebelde apostado em vingar-se, mas um cachorrinho, abandonado durante a fuga da maior parte da população civil antes de começar o bombardeamento. Apesar da lei militar que os proíbe de ter animais de estimação, os fuzileiros tiram as pulgas ao cachorro com querosene, desparasitam-no com tabaco de mascar e empanturram-no com refeições de consumo imediato (RCI). Inicia-se assim a dramática tentativa de resgatar um cão chamado Lava, que por sua vez irá salvar das feridas emocionais da guerra pelo menos um fuzileiro, o tenente-coronel Jay Kopelman.




Um livro cheio de amor.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Do Pedal para o Blog - Foi assim que aconteceram os 4 Picos

Santa Marinha, Santo Antonino, Penha e São Bento das Pêras. Que grande dia, que grandes subidas e que saudades que eu tinha disto.