sábado, 22 de setembro de 2018

Os meus livros #52 - Anna e o Homem Andorinha (Gavriel Savit)






Sinopse



Uma história sobre a perda da inocência perante a tragédia. Ao longo da viagem, Anna e o Homem-Andorinha escaparão a bombas e a soldados e também farão amigos. Mas, num mundo louco, tudo pode ser um perigo. Também o Homem-Andorinha. «Este romance profundamente comovente une, de forma magistral, a doçura infantil com o fundo cruel e inumano da Segunda Guerra Mundial.» Publishers Weekly. 






Para quem é apaixonado por leitura o tema da Segunda Guerra Mundial é recorrente e de certa forma até apaixonante. Este é um livro que dentro do tema consegue ser completamente diferente.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A arte de arruinar as capas dos livros - Parte 1

Queridas editoras, sabendo vocês que as pessoas que gostam a sério de ler também gostam a sério de livros, sabendo vocês que a maior parte dessas pessoas tem por esses mesmos livros uma grande paixão, sabendo vocês que um livro é composto de cheiro, de imagem, de toque, de capa, de cor, de páginas, de letras, de capítulos, de frases, de amor, sabendo vocês que os livros fazem parte da vida dessas pessoas, sabendo vocês que cada pormenor conta, sabendo vocês que essas pessoas compram pelo autor, compram pelo título, compram pela capa, compram pela imagem, compram por instinto, compram porque sim, compram com carinho, compram por paixão, sabendo vocês que tudo isto é importante para nós e sabendo vocês que a capa do livro tem de dizer muito sobre ele PORQUE CARALHO CONTINUAM A ARRUINAR AS CAPAS DOS LIVROS sempre que sai um filme do mesmo? PORQUÊ? PORQUÊ?

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Adenda ao post anterior

Querido diário, acabo de descobrir que tenho um braço cheio de picos. Também sentia imenso a falta desta fantástica sensação.

Com Amor,
Da sempre tua,
Loira TT

Loira no seu território natural

Depois de um período a pedalar somente pelas estradas deste meu mundo, voltei finalmente aos trilhos, à terra, ao pó, às pedras para subir e descer, aos rios e riachos para passar, às descidas técnicas e às subidas a ritmo lento, ao mato e brevemente à lama. Estava cansada e sem forças, não tinha vontade nem energia, tinha dores e desistir a determinada altura pareceu-me até uma possibilidade, mas achei que como sempre, independentemente de tudo, tinha de cumprir o trajecto e chegar à meta. Foi isso que aconteceu, cheguei morta, mas feliz, tinha um sorriso e a cara suja, diverti-me como há muito não acontecia e percebi, mais uma vez, que sou uma Loira todo o terreno. Tinha saudades de tudo, mas o que mais me fazia falta era sem qualquer dúvida ficar com os braços e pernas cheios de nódoas negras e arranhões. Estou de volta ao meu território natural, é bom estar onde me sinto realmente em casa.

domingo, 16 de setembro de 2018

Os meus livros #51 - Um, Dó. Li, Tá (M. J. Arlidge)

Sinopse

Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante. As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto. À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer… Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw — Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

Críticas de imprensa

«M. J. Arlidge vai ser tão grande como Jo Nesbø.» Judy Finnigan, apresentadora britânica de televisão

«M. J. Arlidge criou uma heroína genuinamente nova não nos poupa a nenhum dos detalhes mais sombrios, tecendo-os numa teia que arrepia o leitor até aos ossos.» Daily Mail

«Com uma orquestração majestosa e uma tensão brutal e cinematográfica, o romance de estreia de M. J. Arlidge agarra o leitor da primeira à última página.» Crimetime 

«Esta estreia tensa de ritmo alucinante é verdadeiramente excelente.» The Sun

«Espantoso.» Richard Madeley, apresentador britânico de televisão




Para quem gosta de policiais este é um óptimo livro, não se consegue parar de ler e surpreende até ao fim, altura em que só apetece ler mais sobre as personagens.

sábado, 15 de setembro de 2018

Os meus livros #50 - O senhor das almas (Irène Némirovski)

Sinopse

A autora ressuscita com precisão o turbilhão mundano e intelectual da época.

Nice, 1920. Um jovem médico faminto, Dario, aceita praticar um aborto clandestino numa flamejante aventureira nova-iorquina para evitar a degradação de Clara, sua mulher, e do seu bebé. Uma solução que permite a este filho de vendedor, vagabundo e meteco de sangue grego e italiano, sobreviver apesar da indiferença da clientela chique da cidade. Multiplicando os expedientes durante os anos passados em Nice, Dario tem a ideia de génio que o ajudará a forçar o seu destino: pervertendo com uma intuição maquiavélica a teoria psicanalítica em voga, torna-se um charlatão da moda, estranho senhor das almas deslumbrado com a sua perigosa ascensão social...

Críticas de imprensa

«Publicado em folhetins no ano de 1939, O Senhor das Almas é o segundo romance "inédito" de Irène Némirovsky, depois de Suite Francesa (Prémio Renaudot 2004). Os saltos temporais na narrativa, a partir dos nos 20 do século passado, capítulo curtos, personagens bem fundadas, perfazem a história de um imigrante russo que tenta desesperadamente alimentar a família em Nice, França. O homem é médico, passa fome, quase não tem pacientes e os que tem pedem fiado. Acumula dívidas, faz abortos para pagar o pouco pão que consegue deixar em cima da mesa, enquanto, no hospital, a mulher dá à luz Daniel, o seu segundo filho. Por tudo o que é sagrado, fará o impossível para que ele não morra de fome como o primeiro. O percurso de Dário Asfar é o de alguém ambicioso, que usa o cinismo sem parcimónia e como rampa de lançamento pelas estruturas sociais. (...) Anos mais tarde, é um reconhecido praticante da hipnose, um curador. O valor moral da riqueza, os privilégios das elites endinheiradas, a ambição de quem ‘vem de baixo’, são temas que apimentam o clima deste enredo.» Ruben P. Ferreira 



Muito, muito bom, como tudo o que li de Irène Némirovsky.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Maria Alice

Um dia escreverei sobre o pai da Alice, mas ainda não será hoje. Maria Alice chegou a minha casa e à minha vida no Natal passado, chorava e estava abandonada e sozinha no mundo dela, entrou, completamente selvagem, independente, com vários traumas e sem confiança para dar ou receber mimos e carinhos. Maria Alice era minúscula, completamente preta e vivia como se o mundo inteiro a quisesse magoar, mas eu acredito que desde o primeiro minuto Maria Alice sabia que ali estava segura. Foi difícil conquistar Maria Alice, mas se eu, que sou feita de mimo, não conseguisse, ninguém conseguiria. Maria Alice foi, lentamente pedindo e retribuindo mimos, até que agora os exige diariamente, foi aprendendo a interagir com as pessoas, apesar de ainda desconfiar do primeiro contacto, Maria Alice foi reclamando cada vez menos do colo, foi pedindo cada vez mais atenção, foi dormindo cada vez mais perto, até que agora acordo algumas noites com ela a dormir literalmente em cima de mim. Maria Alice foi aprendendo cada vez mais sobre o carinho, até que agora, depois de uma ausência minha de quase duas semanas Maria Alice aprendeu até a dar abraços, enrosca e agarra-me com as patinhas, encosta o focinho e aperta com todas as suas forças. Maria Alice chegou selvagem e independente, até aprender mais sobre o amor.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Maria Julieta

Fará, daqui a uns dias, um ano que Maria Julieta chegou à minha vida e à minha casa. Pesava seiscentas gramas de amor e a partir daquele dia nunca mais eu consegui ficar sozinha porque Maria Julieta estava sempre atrás de mim, em cima de mim, ao meu lado, a observar-me, não me largando sequer um minuto. Uns meses depois chegaria Maria Alice para duplicar tudo isto, mas é de Maria Julieta que fala este post. Maria Julieta que cresceu ligeiramente, muito, imenso. Maria Julieta que engordou um pouquinho, bastante, verdadeiramente. Maria Julieta que está... como direi... gordita, larga de ossos, vasta... obesa mesmo. Maria Julieta que ocupa cada vez mais espaço. Maria Julieta que pesa agora mais de cinco quilos. Maria Julieta que durante a minha ausência nas férias foi engordada trezentas gramas, mais trezentas para a Maria Alice, porque a minha melhor amiga pensava, de certeza, que no regresso o destino delas seria o forno. Maria Julieta a quem compro patê light e que quando corre abana uma orgulhosa e imensa banha na barriga. Maria Julieta que eu tenho a certeza que quando deixei na clínica para esterilizar em vez disso foi violada e Maria Julieta que eu tenho a certeza, transporta no mínimo quinze gatinhos naquela pança. Maria Julieta, que me traz o rato quando o atiro, que me leva prendas à cama e que tem muitos quilos de amor para dar.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O carteiro toca sempre MUITAS vezes

Loira, ansiosamente à espera de: A vida em surdina de David Lodge, Nunca me deixes de Kazuo Ishiguro, A sociedade literária da tarde da casca de batata de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, As avenidas periféricas de Patrick Modiano, Pelos céus da china de C. Hope Flinchbaugh, A lei do amor de Laura Esquível, Como Deus manda de Niccolò Ammaniti, Um grito de amor desde o centro do mundo de Kyoichi Katayama e Os litigantes de John Grisham.

domingo, 9 de setembro de 2018

Os meus livros #49 - O meu nome é Lucy Barton (Elizabeth Strout)






Sinopse



Mais do que uma história de mãe e filha, este é um romance sobre as distâncias por vezes insuperáveis entre pessoas que deveriam estar próximas, sobre o peso dos não-ditos no seio das relações mais íntimas e sobre a solidão que todos sentimos alguma vez na vida. A entrelaçar esta narrativa está a voz da própria Lucy: tão observadora, sábia e profundamente humana como a da escritora que lhe dá forma. 







Este livro é sobre amor, é sobre a falta de amor, é sobre a necessidade de ser amada quando se ama toda a gente. Surpreende pela positiva.

sábado, 8 de setembro de 2018

Os meus livros #48 - Sonata a Gustav (Rose Tremain)

Sinopse


«E, a toda aquela gente assustada, Gustav sussurrava ocasionalmente: "Têm de dominar as emoções."»

Gustav Perle nasce e cresce numa pequena cidade da Suíça, onde os horrores da Segunda Guerra Mundial são apenas ecos de um mundo distante, que parece não perturbar a paz neutra que abraça esse país. No entanto, a infância de Gustav, marcada pela traumática morte do seu pai, é também acompanhada por uma constante e inexplicável severidade da mãe, especialmente no que toca a sua amizade com Anton Zwiebel, um menino judeu da sua escola, pianista excecional atormentado pelo pânico e pressão de tocar em público, um menino que só na companhia de Gustav consegue encontrar segurança para poder sonhar e enfrentar o pânico de tocar perante o público.

Os anos passam e Anton está prestes a tornar-se um compositor famoso, enquanto Gustav finalmente decide apurar a verdade sobre a morte do seu pai, descobrindo um mundo familiar que até aí desconhecia.


Críticas de imprensa

«Tremain tem o traço de um Grande Mestre e consegue usá-lo de forma brilhante. Glorioso.»
The Times




Completamente surpreendente e encantador. Este livro deveria ser de leitura obrigatória.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Sobreviver aos tempos modernos

Passaram três meses desde que o meu telemóvel deu um triplo salto mortal encarpado e o ecrã se finou, estava eu de partida para uma viagem e o raio do telemóvel faz um bocado de falta nessas alturas, dois cliques de um amigo que sabe o que faz e o ecrã ficou a funcionar em miniatura, num cantinho do enorme telemóvel, o que é muito prático, como podem imaginar. Resolveria o problema no regresso, parti em viagem e não voltei sem antes mandar o meu telemóvel a um abismo, voltou a cair de tão alto que quase morreu de fome antes de se estatelar no chão. Pensei que tivesse partido deste mundo, mas afinal curou-se, o ecrã ficou a funcionar perfeitamente e eu estive quase para registar a patente. Quer curar o seu ecrã de uma queda? Pague-me cem euros que eu atiro-o ao chão e resolvo o problema.
Curou-se, portanto, o meu querido ecrã, até à semana passada, altura em que deixou de funcionar em determinadas zonas e por vezes piscava tanto que mais parecia uma árvore de Natal, voltei ao meu amigo que sabe o que faz e deixei-lhe o telemóvel para obter um diagnóstico ou trazer a certidão de óbito. Ainda tem salvação, em breve terá um ecrã novinho e pronto para dar mais meia dúzia de cambalhotas até ficar alcatroado novamente. Loira, a assassina de telemóveis. Como estava a dizer, deixei-lhe o telemóvel e fui às compras, dois supermercados, buscar a minha bicicleta à oficina e deixar a mesma em casa, ainda tive tempo de ligar a máquina da roupa e dar mimos às gatas. Fui buscar o telemóvel duas horas depois e SOLTEM OS FOGUETES, RUFEM OS TAMBORES, sobrevivi todo este tempo sem chamadas nem sms, sem câmara fotográfica, sem internet no geral e facebook, mail, instagram, messenger, whatapp, blogger, strava, garmin connect, meteorologia, netbank em particular, sobrevivi todo este tempo sem agenda, sem calendário, sem calculadora e não fosse o cardiofrequencímetro entretanto já ter braceletes de muitas e variadas cores até sem horas eu teria sobrevivido.
Sobrevivi portanto a duas horas sem redes sociais, sozinha no mundo, sem forma de seja quem for me contactar ou de eu contactar alguém, sem forma de obter ou dar notícias, em autonomia e liberdade total, não sofri de palpitações, nem de tremores, não tive suores frios e ainda concordei, de livre e espontânea vontade voltar a ficar sem o meu telemóvel novamente, por um período de tempo superior e sem entrar em pânico nem sequer pensar em suicídio.
Acreditemos então que ainda é possível salvar a humanidade, que ainda é possível sobreviver aos tempos modernos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018