sexta-feira, 22 de março de 2019

Os meus Livros #19 - As Flores Perdidas de Alice Hart (Holly Ringland)

Sinopse 
Um romance sobre as histórias que deixamos por contar e sobre as que contamos a nós próprios para sobrevivermos.

Alice tem nove anos e vive num local isolado, idílico, entre o mar e os canaviais, onde as flores encantadas da mãe e as suas mensagens secretas a protegem dos monstros que vivem dentro do pai.

Quando uma enorme tragédia muda a sua vida irrevogavelmente, Alice vai viver com a avó numa quinta de cultivo de flores que é também um refúgio para mulheres sozinhas ou destroçadas pela vida. Ali, Alice passa a usar a linguagem das flores para dizer o que é demasiado difícil transmitir por palavras.

À medida que o tempo passa, os terríveis segredos da família, uma traição avassaladora e um homem que afinal não é quem parecia ser, fazem Alice perceber que algumas histórias são demasiado complexas para serem contadas através das flores. E para conquistar a liberdade que tanto deseja, Alice terá de encontrar coragem para ser a verdadeira e única dona da história mais poderosa de todas: a sua.



As Flores Perdidas de Alice Hart não foi o livro que eu estava à espera, mas foi o livro que eu precisava, para voltar às minhas leituras depois de uma pausa longa de mais para mim. 

Tempo de ver


quinta-feira, 21 de março de 2019

Haverá sempre montanhas para subir

Haverá dias em que o sol não brilha. Haverá dias em que o céu está cinzento e a neblina não me deixará olhar o horizonte. Haverá dias de calor infernal. Haverá dias em que chove, dias de vento, dias de frio, dias de tempestade. Haverá trilhos demasiado técnicos ou demasiado inclinados para eu subir, terei de desmontar e carregar a minha bicicleta às costas. Escorregarei muitas vezes nos trilhos de xisto molhado. Haverá pedras que me atirarão ao chão, cairei muitas vezes nas descidas. Haverá vegetação a rasgar-me a pele, haverá nódoas negras espalhadas pelo corpo, haverá sempre a marca de sol dos calções e das meias, espero sempre conseguir disfarçar a do jersey. Haverá sempre algo de negativo, mas haverá sempre montanhas para subir, e enquanto eu puder viver no mundo das montanhas estarei sempre em paz, serei sempre feliz.

terça-feira, 19 de março de 2019

Foi assim que aconteceu

Pedalar pela Serra da Estrela sempre foi um desejo e foi até lá que rumei este fim de semana. Sábado aproveitei cada subida, cada descida, cada recanto e cada paisagem para ser feliz. Depois de uma viagem de ida até à Guarda muito especial e uma visita ao ponto mais alto de Portugal continental foi precisamente da Guarda que parti para a grande pedalada do dia. Foi um dia de superação de desafios pessoais e cada um deles além de sucedido com sucesso me deixou muito feliz. Cheguei à meta de sorriso no rosto, alma leve e pernas queimadas pelo sol. Apaixonei-me pela Serra e já tenho planos para voltar em breve num registo diferente. Este foi mais um dia muito especial na história da Loira aos pedais.



segunda-feira, 18 de março de 2019

A Lista de Schindler

Há muitos anos que A Lista de Schindler estava na lista dos livros a comprar com urgência e um dia destes, quando o encontrei nos leilões, fui a mulher mais feliz do mundo durante uns minutos, enquanto achei que tinha conseguido o livro, depois percebi que afinal o livro não seria para mim e voltei a ser infeliz. Passaram longos e cinzentos dias desde então, até o rapaz dos leilões me enviar uma mensagem a dizer que a outra pessoa não tinha ficado com ele e que o livro era meu por direito e paixão. Voltei a ser a mulher mais feliz do mundo, tanto que enviei imediatamente mensagem à Susana, a minha cúmplice nas histórias que envolvem os livros. A Susana ficou ligeiramente irritada, quem sabe completamente louca, porque A Lista de Schindler era precisamente a minha prenda de aniversário, pela qual ela tinha lutado arduamente para conseguir. Depois de uma luta renhida para adquirir tão desejado livro chegam-me com uma diferença de 24 horas não 1, mas 2 livros. Fiquei com a edição oferecida pela Susana, primeiro porque foi uma prenda e depois porque a Susana é das poucas pessoas no meu mundo que percebe e partilha este meu amor às páginas. A outra edição ofereci a uma pessoa especial, não sem antes fotografar a dedicatória para ficar com ela para sempre, porque quando o rapaz me disse que o meu livro tinha dedicatória e se eu por acaso me importava com isso, a única coisa que lhe respondi é que ficava ainda mais feliz, o livro trazia-me história e amor, assim o ofereci, com história e amor, assim tenho a  dedicatória da Susana no livro que escolhi para ficar, com história e amor, a nossa história e o nosso amor à amizade e às tantas páginas de livros e de vida partilhadas. Sou a mulher mais feliz do mundo. 


sexta-feira, 15 de março de 2019

Os meus Livros #18 - A Contadora de Filmes (Hernán Rivera Letelier)

 
Sinopse 
 
 
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

Esta é a história de María Margarita, uma rapariga que revela um dom especial para narrar as histórias dos filmes a que assiste. Sempre que estreia um novo filme na cidade, toda a população contribui para pagar um bilhete de cinema a Margarita. Depois do filme, a jovem conta o que viu, de uma forma apaixonada, encarnando as personagens e transmitindo as imagens, a música e toda a emoção do cinema. É então que passa a ser conhecida como a Contadora de Filmes. Hernán Rivera Letelier foi o vencedor do prémio Alfaguara 2010, com a obra El Arte de la Ressurección, um dos mais prestigiados galardões literários de língua castelhana. No Chile, o seu país de origem, é um dos escritores com maior êxito.




Porque volto sempre a ele, acalma-me, apaixona-me.

Tempo de ver


quinta-feira, 14 de março de 2019

Os meus Livros #17 - A Metamorfose (Franz Kafka)

 
 
Sinopse 
 
 
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Franz Kafka é um dos mais carismáticos autores do século XX. O corpo das suas obras - na sua maioria, publicadas postumamente - destaca-se entre as mais influentes da literatura deste século. Os seus temas por excelência centram-se em torno do absurdo, da alienação, da obsessão e da culpa que geram nas suas personagens um sentimento de estranhamento. As suas obras definem uma boa parte do que ainda hoje se considera como «literatura moderna» e é considerado um precursor do realismo mágico. A Metamorfose (1912) narra o estranho caso de um caixeiro-viajante que uma manhã acorda transformado num monstruoso insecto.



Porque de tempos a tempos preciso sentar-me no sofá a reler dois dos meus livros. Este é sempre o primeiro.

Os meus Livros #16 - Manual para mulheres de limpeza (Lucia Berlin)

Sinopse


Depois de décadas sem o justo reconhecimento, Lucia Berlin é uma verdadeira revelação, reverenciada por leitores e críticos em todo o mundo.
Um dos melhores livros do ano segundo os jornais The New York Times e The Guardian**, venceu o California Book Award para Melhor Livro de Ficção e o Prémio Llibreter, em Espanha.**
Manual para mulheres de limpeza reúne o melhor da obra da lendária escritora norte-americana Lucia Berlin, comparada a escritores como Raymond Carver, Richard Yates, Marcel Proust e Tchékhov. Com um estilo muito próprio, Lucia Berlin faz eco da sua própria experiência - tão rica quanto turbulenta - e cria verdadeiros milagres a partir da vida de todos os dias.
As suas histórias são pedaços de vidas convulsas. Histórias de mulheres como ela, que riem, choram, amam, bebem, vivem e sobrevivem. Histórias de mães e filhas, casamentos fracassados e gravidezes precoces. Histórias de emigração, riqueza e pobreza, solidão, amor e violência. Seja em salões de cabeleireiro, lavandarias, consultórios de dentistas ou colégios de freiras, nestas páginas acontece o inesperado. Testemunham-se os pequenos milagres e tragédias da vida, que Lucia Berlin trata por vezes com humor, por vezes com melancolia, mas sempre com comovente empatia e extraordinária vivacidade, como se as personagens e os lugares - extraordinariamente reais - saltassem da página.
Sobre Manual para mulheres de limpeza**:**
«Não há sentidos nem emoções em sossego quando se lê Lucia Berlin. (...) Tudo é acção, tumulto, respiração a todos os ritmos na escrita desta mulher nómada que morreu demasiado longe do lugar onde merecia estar quando se fala de literatura.» Isabel Lucas, Público
«Lucia Berlin ergueu-se com este livro ao Olimpo das letras americanas. (...) ParaLucia Berlin, a vida é como é, e ela conta-a com crueza e nitidez, com observações atentas, inusitadas, minúcias que não se inventam, e uma linguagem conversada, inesperada, natural.» Pedro Mexia, Expresso
«Ser comparada a escritores como Raymond Carver ou Tchékhov é um elogio e sinal do talento de Berlin, mas ela é única e, em alguns momentos, superior a qualquer um deles.» Helena Carneiro, Observador
«As histórias de Lucia Berlin fazem-nos ficar maravilhados perante as contingências da nossa existência.» The New York Times
«Uma força literária única e avassaladora.» Booklist
«Lucia Berlin pode ser a melhor escritora de sempre.» Publishers Weekly
«Quem ainda não teve a sorte de conhecer a escrita de Lucia Berlin que se prepare para um prazer extraordinário.» The Washington Post
«Uma colectânea de histórias que afirma a autora como um enorme talento.» Kirkus Reviews
«Parece que Berlin encontrou um espaço vazio na literatura e decidiu que seria ela a preenchê-lo, com tanta vida quanto fosse possível.» Chicago Tribune
«Isto é escrita ao mais alto nível.» London Review of Books
«Trata-se de um culto justificado... É um livro a que os leitores voltarão durante meses, anos, até décadas...» The Independent
«A última sensação literária dos Estados Unidos é uma autora com vida de filme. A crítica e o público rendem-se à sua obra. Chegou finalmente a hora de Lucia Berlin.» El País
«Um livro sumptuoso, recheado de maravilhas. Vale a pena tê-lo na mesinha-de-cabeceira e lê-lo lentamente, um conto de cada vez, apreciá-lo como uma coisa belíssima.» La Repubblica
«Tem todos os ingredientes para se converter num livro de culto.» La Vanguardia


Cada história merece um tempo para reflectir. Muito bom. 

quarta-feira, 13 de março de 2019

A felicidade está nas pequenas coisas

Chegou finalmente à minha caixa de correio o prémio ganho a pedalar mais de 500 km nos últimos dias do longínquo 2018. O Festive 500 é um desafio a nível mundial promovido pela Rapha através do Strava e que consiste em pedalar 500 km em 8 dias, entre o Natal e o Ano Novo. Os aventureiros que o conseguem realizar ganham um fantástico... selo (???). Eu pedalei 626 km em dias muito felizes. O Festive 500 foi para mim não só um desafio físico como também psicológico, foi aquilo que eu precisava para encerrar capítulos, quebrar barreiras e assumir aquilo que sou e aquilo que quero da minha vida e que quis para o meu novo ano, o Festive 500 não foram só km, foi liberdade, felicidade e independência, o Festive 500 fez-me apaixonar por mim novamente e abriu-me horizontes.
Chegou finalmente à minha caixa de correio o prémio ganho a pedalar 626 km nos últimos dias do longínquo 2018, estou tão feliz por isto que nem consigo descrever como uma porcaria de um selo que para os outros não vale merda nenhuma a mim é capaz de trazer tanta felicidade. 
A felicidade está nas pequenas coisas, dizem, está neste pequeno selo, digo eu. A felicidade está naquilo que fazemos dos quilómetros que vivemos.

terça-feira, 12 de março de 2019

Foi assim que aconteceu

Desta vez fui até Vila Nova de Foz Côa fazer turismo ao pedal, conheci pessoas fantásticas, almocei uma refeição deliciosa, vi as amendoeiras em flor, os intermináveis campos de oliveiras e as vinhas a perder de vista, a linda estação do Pocinho, o centro de alto rendimento de remo e canoagem e o fantástico museu de Foz Côa, onde além da exposição permanente de figuras rupestres pude visitar a exposição de comemoração de 20 anos da classificação das gravuras como Património Mundial pela UNESCO. A sessão fotográfica desta minha aventura é longa, mas esta foi considerada pelos participantes no passeio como a melhor fotografia do dia e como a melhor fotografia de arquitectura dos últimos tempos. Sou eu na foto e posso assegurar que há luz ao fundo do túnel. Este foi um dia muito feliz.

segunda-feira, 11 de março de 2019

A Loira acrescenta


A Loira diz que a vida pode perfeitamente ser feita da mesma matéria de que são feitos os livros. Ler um livro é como ter um sonho. Contar um livro é como contar esse mesmo sonho. Ler um livro é como viver uma vida, outra vida. Contar um livro é como contar uma vida, um novo olhar sobre o mundo. Todos os livros nos mudam um bocadinho a vida, todos nos ensinam, todos nos mostram, todos nos abrem horizontes. Contar um livro é partilhar uma paixão e mostrar uma visão diferente da vida. Só se conta um livro a pessoas muito especiais, a pessoas que partilham a vida connosco. Contar uma vida é como contar um sonho, é como contar um livro. Só se conta uma vida, a nossa vida, a quem nos ouve com amor.

Loira, a inspirada

As ideias nascem dentro de mim à velocidade da luz, como se fosse inevitável segurar cá dentro tanta inspiração, tanta paixão. Ando sempre com a cabeça no mundo da lua e sorrio para o mundo, porque a vida é bela. Sonho acordada e luto para realizar as minhas inspirações, para concretizar cada pequena grande ideia, cada sonho. Crio. Acredito. Sinto-me inspirada e sinto que quanto mais inspirada me sinto, mais feliz sou. Já volto, acabo de ter outra ideia...