segunda-feira, 30 de junho de 2014

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Tento sempre escapar aos "temas do dia" quando os mesmos são feitos de dores. Recuso-me a escrever sobre as dores dos outros. Recuso-me a tomá-las como minhas. Recuso imaginar-me eu mesma a sentir aquilo ou em determinada situação. Recuso-me, por vezes, até a falar do assunto, "Nem quero pensar" é a expressão que costumo usar. Cada pessoa vive as suas próprias dores de forma diferente, cada pessoa encara o futuro e as ausências à sua maneira, mas penso que em caso de dor extrema todos temos algum em comum, não há nada que alguém nos possa dizer ou escrever que atenue o que estamos a sentir, não é por uma pessoa ou um milhão delas estarem solidárias connosco que nos vai doer menos ou que vamos superar aquilo que é impensável superar. O silêncio de um abraço é o que posso dar aos meus que precisam. O silêncio é o que posso dar a quem sei doer e precisa de respeito.

Vida de Blogger é muito difícil...

Imaginem-me na passada sexta-feira de manhã a lembrar-me da fotografia que publiquei no post abaixo. Imaginem-me com o texto que queria escrever a chegar-me à velocidade da luz em pequenas fracções. Imaginem o frenesim de não ter a fotografia comigo, de ter de a procurar, de a ter na casa dos meus pais. Calhou de já ter combinado o almoço na casa deles, caso contrário teria que me deslocar lá propositadamente. Mas entre ter a ideia e a hora de almoço parecia demasiado tempo. Imaginem-me a procurar a fotografia entre muitos álbuns com centenas de fotografias cada, que a minha mãe guarda religiosamente. Imaginem-me a ter que disfarçar o que estava a procurar porque se dissesse à minha mãe que queria aquela fotografia específica teria que explicar-lhe de seguida que o fim da busca seria para colocar a fotografia na internet com o objectivo de ridicularizar não só a mim como a uma roupa que ela escolheu com todo o amor, carinho e vaidade há 30 anos atrás. Imaginem-me a vir para o escritório rapidamente para fazer o scanner da fotografia e finalmente publicar o post. Imaginem-me a rir às gargalhadas com a minha própria fotografia e com a situação em si de cada vez que me lembrava de maximizar a página do blog. A sério, vida de blogger é mesmo muito difícil.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Plagiaram o meu outfit. E agora?

Hoje é um dia triste, muito triste, plagiarem-me assim o macacão? Como é possível? Como é que estas pessoas são capazes? Verem-me com uma peça única, linda, delicada e comprarem uma imitação barata? Não posso. Não admito. Nunca, em toda a minha blogo carreira fui tão ofendida. Quero justiça. Deixo aqui a prova que esta conjugação de cores fui eu que inventei e que este macacão já é meu pelo menos desde 1984.

Cúmulo da distracção

Em vez de reencaminhar, responder a um e-mail que eu própria enviei. Enviar um e-mail para mim própria. Pedir relatório de entrega. Receber o e-mail que eu própria enviei. Confirmar que sim, que o recebi. Receber a confirmação que eu própria recebi o e-mail que enviei a mim mesma. 

Socorro!!! Estou a precisar de férias...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ambições

Viver do blog nunca seria uma ambição para mim, jamais seria capaz de escrever aquilo que os outros querem ler em vez de escrever aquilo que sinto ou penso, não seria capaz de me associar a marcas ou fazer publicidades. Ambição para mim seria viver de ler e pedalar. Por isso deixava os números e os papéis, dos quais ando demasiado cansada. Passar os meus dias a ler livros e a andar de bicicleta (nunca a competir) faria de mim completamente livre.

Estou com um súbito problema de produtividade


Não sei o que me está a passar pela cabeça, mas não deve ser normal...

Passei ao lado de uma grande blogo carreira como fashionista

Um destes dias recebi um relógio de presente e lembrei-me de vários que tenho parados há anos, ao final do dia fiz uma selecção daqueles que queria voltar a usar e coloquei-os num local de destaque, junto do relógio novo. Já nem me lembrava de andar com um relógio mas ontem já usei um e hoje estou a usar outro, só não me perguntem é as horas porque depois de tanto tempo parados as pilhas já se lhes acabaram há muito e seria um bocado chato eu, com um relógio no pulso, ter de ir ver as horas ao telemóvel para vos responder. De resto, ando ainda mais estilosa estes dias, só não se atrevam a perguntar que horas são.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Blog meu... blog meu... Há em toda a blogosfera alguém mais fashion do que eu? (Perdoem, mas hoje deu-me para isto)


E acessórios (só) para ir pedalar? Aposto que mais ninguém tem...

Coisas muito minhas

Não foi a primeira vez que cheguei triste a Santiago, é a quinta vez que lá chego vinda dOs Caminhos e para dizer a verdade já cheguei lá triste mais vezes do que as que deveria. Obviamente que as anteriores foram tristezas que me fizeram aprender muito e que me fizeram perceber que há pessoas que não podemos manter na nossa vida, pelo menos da maneira como queríamos, foram (portanto) tristezas passageiras. Desta vez foi diferente, estava mesmo muito feliz a alguns km de Santiago mas encontramos (inesperadamente) a ponte onde aconteceu o acidente de comboio o ano passado, paramos todos em silêncio e observamos o local e as homenagens que por lá vivem, fiquei triste, muito triste. Todas as tragédias são penosas, mas esta marcou-me particularmente, talvez pela ligação que tenho a Santiago, talvez porque poucos dias depois também eu ia viajar de comboio até Saint Jean Pied de Port para fazer O meu Caminho vinda de lá. O certo é que ao passar no local me senti triste e assim permaneci até chegar à catedral, depois passou-me, decidi que um dia volto a fazer este mesmo Caminho e que quando acontecer levo comigo desde casa um objecto meu, para também eu deixar por lá a minha homenagem.

A minha mãe não é loira, o meu pai também não é loiro, herdei estas madeixas da avó Joana (só para que conste)

Mãe da Loira: - Já sabes o que vais usar no baptizado do João Pedro?
Loira: - Talvez compre um macacão, se vir um giro. (As fashion devem ter outro nome para isto, mas para mim é um macacão).
Mãe da Loira: - Um macacão? Porque não compras antes um vestido? Ou levas um dos que tens?
Loira: - Por causa das minhas pernas.
Mãe da Loira: - Por ainda não estarem bronzeadas?
Loira: (Olha para o céu e abana a cabeça negativamente como que a pedir ajuda divina)
Pai da Loira: (Encolhe os ombros e faz um cara de quem tem de explicar sempre tudo) - Porque tem as pernas todas fodidas de andar no meio do mato!?!?
Mãe da Loira: - Ah...

Ser fashion é tão complicado...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Antes que seja amanhã

Houve um tempo em que sonhei pintar o céu de rosa choque só para te poder oferecer todo o azul que ele possui. 

Estes dias são só mimos. Depois da gatinha gaitinha recebo isto:

Não há coisa melhor do que receber uma encomenda cheia de detalhes pensados em nós, cheia de mimo, de amizade, de cumplicidade e de paixões em comum. Só conheço uma pessoa com essa capacidade, cada encomenda que me chega vinda dela é tão linda e com tantos detalhes que guardo tudo numa gaveta cá de casa, não tenho coragem de me desfazer das caixas, dos papéis de embrulho, dos envelopes, de nenhum pormenor. Mas comecei mal o post, há sem dúvida coisa melhor do que receber uma prenda assim, é um dia, por uma simples casualidade do destino ter conhecido pessoas que estão longe, mas que têm tanto em comum que do longe se faz perto e com as quais é tão bom partilhar.


Como disse ainda ontem, as pessoas são sem dúvida o mais importante. E como disse um destes dias, a distância não pode separar aquilo que os pedais uniram. Hoje estou particularmente feliz.

E o cheiro? Adoro o cheiro dos livros.

Uma das minhas grandes paixões é a leitura, adoro livros e adoro ler. Os dias terminam melhor se acompanhados daquelas páginas que nos fazem sonhar, viver histórias e conhecer locais e pessoas na nossa imaginação e no nosso coração. Acontece-me às vezes de andar numa correria de um lado para o outro, de ter tanta coisa para fazer e de não conseguir ler nada naquele dia, às vezes acontece-me isso sucessivamente e quando dou por mim já passou uma semana ou duas, ou um mês. Chegam as saudades que me fazem organizar e arranjar tempo para voltar a ler e com isso voltar a sonhar, aconteceu-me isso estes dias, voltei a pegar num livro e percebi que com eles sou muito mais feliz.

Também tenho aquela coisa do "objecto de desejo"

Não é que lhe fosse dar muito uso, confesso que tenho imenso medo de pedalar na estrada, passa por mim um carro com mais velocidade ou um camião e eu até tremo, se buzinam fico para morrer, basta vir um bocado de vento que eu fico logo em pânico e se me aparece um cão furioso fico logo a imaginar que me vai bater na roda e que me vai mandar para a outra faixa de rodagem e que se por acaso está a passar um carro nessa altura me passa por cima da cabeça. Eu sei, estou a ser dramática mas já apanhei tantos sustos na estrada com a minha bicicleta de montanha que tem pneus largos, logo muito mais estabilidade e segurança, que tenho sérias dúvidas de que conseguiria pedalar numa roda fina destinada ao alcatrão. Obviamente que isto é uma pancada que me deu, talvez numa das quedas tenha batido com a cabeça numa pedra e tenha ficado assim porque eu nunca posso andar só no monte, para me deslocar até lá e para fazer treinos ou viagens de longa distância preciso sempre de utilizar a estrada, por isso, se um camião tiver de me passar a ferro tanto o poderá fazer numa bicicleta de estrada como na minha BTT. Mas além disso não gosto de pedalar na estrada por outro motivo, não me divirto, não conseguimos conversar ou trocar impressões com os que nos acompanham, não há o "subi aquela pedra", "desci pelo buraco", o "vou voltar lá atrás para tentar subir outra vez", o "ia dar um tralho que não queiras saber", não há a emoção e a alegria que há nas montanhas e só se consegue respirar o fumo dos carros. Talvez por tudo isto eu seja um bicho do mato e quando alguém me diz que pedalar no monte é muito mais perigoso e que por isso mesmo anda na estrada eu rio e digo que prefiro dar 3 pinotes no monte do que lamber o alcatrão. Ainda assim e porque gaja que é gaja, ou blogger que se digne tem de ter um objecto de desejo o meu é este, vão ser produzidas apenas 21 em todo o mundo e custam a módica quantia de 8.999,00 €.


A sério, ficava linda na minha garagem. Quer dizer, encostada na parede da cozinha, junto às outras.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Eu tenho uma gatinha que também é uma gaitinha, ai pois é... ai pois é...

Junto com a dedicatória "Uma prenda para a chefa que além de competente é uma gata" veio o presente dos meus rapazes, os quatro que me acompanharam no último Caminho de Santiago. A partir de agora se ouvirem uma buzina vinda de uma bicicleta cor-de-rosa comandada por uma loira desviem-se que sou eu. E depois disto posso dizer que pedalar é óptimo para o corpo e para a mente, é óptimo para conhecer novos locais, é óptimo para passear e fazer turismo, é óptimo para nos divertir e para mais um milhão de coisas que poderia enumerar aqui e agora, mas as pessoas são sem dúvida o mais importante, as pessoas que pedalar trouxe para a minha vida e que de outra forma provavelmente nunca chegaria a conhecer.


A minha gatinha que também é uma gaitinha é tão linda que só me apetece dar-lhe beijinhos.

Fim-de-semana desportivo:

O Rui Costa venceu a volta à Suiça. O Tiago Machado venceu a volta à Eslovénia. Aposto que não ouviram falar de nenhum deles nas notícias. E aposto que até sabem a que horas o Cristiano Ronaldo fez xixi. 

sábado, 21 de junho de 2014

Capítulo XI, página 64

"Nunca, como nessa ocasião, vi tão claramente que cem manuais sobre a arte do amor não equivalem a um único beijo, nem cem discursos sobre o amor a um único gesto de carinho."

O regresso do Jovem Príncipe
A. G. Roemmers

Capítulo IX, página 56

"Porque preferimos muitas vezes a pessoa que nos desilude àquela que nos dá uma ilusão?"

O regresso do Jovem Príncipe
A. G. Roemmers