quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sobre esta cena da mudança de ano...

Não me apetece pensar no que correu bem e no que correu mal, não me apetece analisar nem entrar num período de introspecção, não me apetece fazer planos, nem pedir desejos, nem traçar caminhos, não me apetece pensar no que pode ou não ser mudado, não me apetece pensar no antes e no depois e no agora é que vai ser e a partir daqui é que vou fazer. Só me apetece é viver, intensamente, apressadamente, JÁ.
Por isso sugiro que se querem muito algo que depende de vós não esperem, façam já, liguem já, digam já, tomem a atitude já e tornem este final de ano memorável.

Da minha parte, espero partilhar o 2011 convosco.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Riam. Podem rir à vontade que eu deixo.

Gajas... é giro ser assim...

Por exemplo, quando tenho um furo no pneu na bicicleta aviso os rapazes dos pedais que tiveram a excelente ideia de ir comigo para o meio do monte e sento-me numa pedra a rir e a conversar enquanto eles fazem o trabalho. Eles já sabem como funciona, não posso estragar as unhas.

Hoje de manhã dei boleia ao meu pai:
Vera: - Pai, não achas que o carro está a fazer um barulho estranho?
Pai: - Sim, parece-me um rolamento.
Vera: - Porque só faz quando eu viro a direcção.
Pai: - Tens que ver isso.
Vera: - Mas ainda semana passada mandei o carro para a revisão.

Deixo o meu pai, vou pelo centro da cidade, deixo o carro em segunda fila para ir ao apartado, vou à pastelaria, estaciono, tomo o pequeno almoço, venho para o trabalho, estaciono e enquanto subo as escadas do escritório penso de mim para mim "Tenho que ligar ao Moreno, a porcaria do carro faz cada vez mais barulho e agora já nem consigo conduzir direito".

Agora mesmo, liga-me o meu colega do departamento comercial:
Colega: - Vieste de mini saia?
Vera: - Porquê?
Colega: - Vieste?
Vera: - Não... mas não estou a perceber...
Colega: - É que se tivesses vindo, eu ainda te dava uma ajudinha, como não vieste, não sei o que vais fazer.
Vera: - Ah???
Colega: - Já olhaste para o teu carro?
Vera: - Não...
Colega: - Tens um furo, o pneu está todo em baixo.
Vera: - Ah... por isso é que fazia um barulho, já vinha assim de casa.
Colega: - Mulheres...

Conclusão: Já fui ali espreitar à janela e ele está a mudar-me o pneu. Eu era gaja para andar com o carro assim até 2011 sem perceber o que estava a acontecer, mas a partir de agora quando vir um senhor a olhar para mim seriamente em frente à pastelaria vou sempre desconfiar que se passa algo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ah... pois é... (com um tom de miúda mimada que quer os outros a morrer de inveja, faxabori)

Vou sair do trabalho, entrar no carro, conduzir aí uns 45 minutos na auto-estrada, tentar encontrar a estação dos comboios e depois um restaurante que nunca fui (aviso já que sou gaja para me perder, se eu não aparecer façam o favor de me procurar) e jantar com uma pessoa que escreve por aí, num blog vizinho. Alguém adivinha com quem eu vou jantar?

A minha prima Mónica...

Dizem que a Mónica é a pessoa mais parecida comigo fisicamente que conhecem, embora eu não concorde muito, ao longo da minha infância e adolescência muitos nos perguntavam se éramos irmãs. A Mónica tem uma das histórias de amor mais bonitas e conturbadas que eu já assisti (talvez um dia destes vos conte) e por causa desse lindo amor está a viver nos Estados Unidos. Durante a sua permanência por lá falamos muitas menos vezes do que aquelas que gostaríamos, mas estou já habituada a ter de tratar dos assuntos da Mónica, por cá. A Mónica veio cá passar o Natal e desta vez não foi excepção: não contar a ninguém que ela vinha, não contar principalmente à mãe dela, ela chega num dia, afinal o voo foi cancelado, ela chega no outro dia, afinal é melhor contar à mãe, o desembarque agora é em Lisboa, a tia de Leiria vai buscá-la, vai embora na noite da passagem de ano, perderam as malas dela, as malas chegam no dia seguinte ao Porto, afinal não chegaram, o telemóvel dela ficou sem bateria, o carregador estava na mala, não sabe os números, precisa de um documento do Mike que não chega, liga-me aos gritos e em pânico quando afinal só queria um computador com internet e com impressora a cores, mando-a vir ter comigo ao meu trabalho, ela chega. Não me vê há dois anos e meio e quando entra na porta do escritório só pergunta quem é o homem que estava lá em baixo de olhos azuis que lhe disse onde me encontrar, era o chefe. Mas... ou aquilo foi do jet lag ou ela por lá anda a comer qualquer coisa com muitas hormonas, começo a ficar preocupada.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Alguém me ajuda a organizar isto???

- De manhã, depois de acordar, preparar-me para sair de casa - 1 hora
- Sair de casa, passar no apartado e na pastelaria para tomar o pequeno almoço - 30 minutos
- No trabalho, para fazer tudo o que tenho para fazer - 10 horas
- Pausa para o almoço - 1 hora e 30 minutos
- Pausa para o lanche da manhã e da tarde - 30 minutos
- Atender chamadas, responder sms's e email's pessoais - 30 minutos
- Ginásio - 2 horas
- Tomar banho, desustar-me de creme, secar o cabelo - 1 hora
- Preparar jantar, jantar, arrumar as coisas - 1 hora
- Preparar roupa e o saco do ginásio para o dia seguinte - 30 minutos
- Escrever tudo o que quero no blog, responder a todos os comentários - 1 hora
- Ler os vossos blogues e comentar (se a net estiver rápida e vocês, que são muitos não tiverem escrito muito) - 3 horas
- Ficar na loja das bicicletas a olhar e a babar para a minha menina que ainda não está completamente pronta - 30 minutos
- Dormir (sou uma gaja que não me contento com pouco) - 10 horas
- Tentar acordar, desde que o despertador começa a tocar até conseguir de facto acordar - 1 hora
- Namorar - 2 horas
- Tempo para uma conversinha com a uma amiga ou um caféfinho - 1 hora


Isto, se não tiver que pintar as unhas, fazer a depilação, aspirar, limpar o pó, visitar algum familiar, lavar o carro, andar de bicicleta, comprar alguma coisa, uma reunião no trabalho, ou qualquer coisa mais que já não me consigo lembrar.
Se não me enganei já vou nas 37 horas necessárias diariamente, portanto, agradeço mesmo a quem conseguir ajudar-me a organizar isto. Agora, o meu único objectivo é mesmo conseguir desligar o computador antes de adormecer, porque isto de andar para cá e para lá desde quinta feira passada mexeu com o meu organismo, por isso, prometo actualizar-me nos vossos espaços amanhã (Até lá penso ter uma ideia luminosa, ou eu, ou vocês)
Boa noite, sim?

Sou pior que os putos...

Com esta cena das prendas, não de receber, mas de dar. Quando era miúda sentava-me na cama à espera que fosse meia noite do dia de aniversário da minha mãe e ía acordá-la para lhe dar a prenda, porque não aguentava nem mais um segundo. Agora é exactamente a mesma coisa, quando tenho alguma prenda para oferecer ou trato logo de a despachar porque não aguento muito tempo sem a entregar ou falo tantas vezes na porcaria da prenda que as pessoas sabem logo o que é.
Conclusão: No Natal, quando chega a hora de trocar as prendas já não tenho quase nenhuma para oferecer porque já estão todas entregues.
Este Natal: A minha mãe já tinha visto a prenda dela, com a desculpa que teria de a trocar se ela não gostasse. O meu pai já tinha ouvido tantas vezes que ía ficar lindo de morrer com a minha prenda que era difícil não saber já o que era. O Moreno já tinha recebido as prendas dele no dia da compra das mesmas. As minhas primas e amigas receberam as prendas ao longo da semana passada. O meu sobrinho adivinhou logo o que era a prenda antes de a abrir com tanto que eu tinha falado. O meu afilhado recebeu as prendas mal o vi, desconfio que se fosse eu a buscá-los ao aeroporto era gaja para o fazer abrir as prendas lá porque não aguentava até casa.
No próximo Natal vou tentar comprar as prendas no dia 24, duas horas antes de jantar, talvez resulte e assim eu consiga dar as prendas na devida altura.
É muito triste...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Make a wish...

Gostaria de vos desejar isto individualmente, mas a falta de tempo não me permite. Já lhe dei os trilhos para a vossa casa, para vos entregar um grande beijo meu e a melhor prenda que podiam ter, muito amor. Sejam felizes e Bom Natal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Era só isto:

Seguidor meu... seguidor meu... alguém tem mais prendas do que eu???

A Pink encontrou-me do detergente de lavar a roupa e disse: "Toma lá esta pérola, seu coração derretido". E sou mesmo...
A Pink no seu melhor, aqui e aqui.

(clicar para ampliar imagem)

Quem quer ver a pilinha do Pai Natal???

Seus tarados...

Eu já sabia que com este título vinham cá todos parar.

Não há condições...

A querer ver a pilinha do pobre velhinho.

Ide mas é trabalhar.

Risos...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Aiquenãopossodetantaalegriadetantaemoçãovoutentarcontarsemdargritosepuloshistéricosesemsairacorrertodanuaparaarua

Com umas alterações à maneira e mais umas cenas cor de rosa ali pelo meio para ficar mais a minha cara, este é o meu novo brinquedo (quando as alterações e os acessórios estiverem como eu quero prometo tirar milhões de fotos, para vocês veram a minha e não o modelo original)


Ai... (suspiro)
Estou tão apaixonada.
Acho que vou ficar a dormir com ela logo à noite.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Já vos tinha dito que os melhores seguidores da blogosfera são os meus, não já?

Pessoas que só me conhecem pelo que vão lendo por aqui, pessoas que me enchem de comentários que me emocionam, pessoas que me fazem acreditar que vale a pena ter um blog, pessoas que me enchem de carinho, pessoas capazes de gestos como este:


Obrigado Paula, por isto e por tudo.

É oficial, não sei se é do Natal, mas estou uma lamechas do pior.

E... aqueceram-me o coração...

Ele, que me deixa o coração apertado em cada ausência. Ele, que faz com que o simples acto de respirar não seja igual. Ele, que me deixa saudades a cada dia. Ele, que me deixa a preocupação. Ele, que faz com que até hoje, cada vez que o olhe agradeça pela presença dele. Ele, que chegou depois de três semanas num outro país. Ele, a verdadeira prenda de Natal. O meu Pai.

Partiram-me o coração...

Partiu-me o coração a pessoa que teve a ideia. Partiu-me o coração a pessoa que se dispôs a colocar a ideia em prática. Partiu-me o coração ver tantas pessoas a aderir. Partiu-me o coração quando soube dos resultados conseguidos. Partiu-me o coração saber que conseguimos ajudar algumas famílias mais carenciadas a ter um Natal melhor. Mas partiu-me principalmente o coração chegar a uma casa que funciona como lar para idosos, que tem 14 crianças a viver como internas e que funciona como centro de dia para outras crianças que chegam lá muitas vezes sem tomar o pequeno almoço porque os pais não têm condições, uma casa onde os idosos que não foram aceites nos outros lares por não terem dinheiro podem viver com dignidade, uma casa onde os miúdos podem estudar, onde os miúdos podem comer, onde os miúdos têm cuidados de saúde, uma casa que não tem qualquer apoio do estado. Uma casa para a qual conseguimos angariar só em bens alimentares mais de 1.000 Euros, com pequenas ajudas que vão fazer toda a diferença.
Há coisas que fazemos na vida, pequenas atitudes, mas grandes gestos que mudam a nossa maneira de olhar o mundo, a tarde de sábado fez-me recordar a minha infância, não pelas crianças, porque essas, com toda a alegria característica da idade mantêm o brilho da esperança no olhar, mas principalmente pelos idosos, que de esperança já nada lhes resta.
Na minha infância, certo dia o meu pai levou-me ao lar de idosos ver uma tia afastada que estava sozinha e já sem familiares próximos para a visitarem, depois desse dia passei bastante tempo naquele lar. Nunca disse nada ao meu pai, mas continuei a visitar aquela velhinha sentada numa cadeira de rodas regularmente, por vezes passava no lar quando as aulas acabavam, mas por vezes chegava a faltar a uma ou outra aula para estar com ela, por isso, nunca lhe contei nada, ao meu pai. Ele, como achava que eu me tinha esquecido daquela tarde, quando me levou a conhecê-la não me contou quando ela faleceu, contaram-me as pessoas do lar quando eu cheguei na próxima visita. Naquela tarde, sentei-me nas escadas de casa a chorar até o meu pai chegar e aquelas faltas às aulas nunca me foram cobradas.
No sábado, ao chegar perto daquelas pessoas, ao conversar com elas senti-me tão bem que decidi visitá-las muitas mais vezes.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aviso à navegação...

Brevemente este blog volta à normalidade em relação à moderação de comentários, ou seja, aqui volta a não haver censura, por dois motivos:
1 - Porque isto dá uma trabalheira e eu não gosto da moderação, nunca quis fazê-lo, e se o fiz foi somente por motivos de força maior, isto dá uma ideia que estou a impor um limite, o que não acontece, porque para dizer a verdade nestes dias não apaguei um único comentário, quer dizer, apaguei somente um que dizia no início "vera, não publiques isto...", (curiosos).
2 - Porque está a ser feita justiça em relação ao motivo de força maior que eu tive, quando a história acabar talvez vos conte tudo, porque no que depender de mim, ainda vai ser feito muito mais.


Então é assim:
Na próxima segunda feira pela manhã acaba aqui a moderação de comentários, o que vos quero propor é que até lá me digam coisas que eu vou precisar de muito coragem para publicar. Com o vosso perfil, como anónimos, o que vos apetecer. Estou a pensar usar a imaginação para compensar as pessoas que consigam que eu rejeite os comentários. Surpreendam-me.

E... anónimos perdidos pela blogosfera, insultem-me que eu gosto.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vera, a Fera

Digam lá que este meu novo nick não um espectáculo.

Eu também arredondo, mas a saia, como dizia a canção

É que isto do espírito natalício é muito lindo e tal e arredonde aqui um bocadinho e compre uma CD da Popota e mais não sei o quê da Leopoldina, no final as grandes empresas têm muito dinheiro para doar que vai ser abatido nos impostos das próprias. Ou seja, nós ficamos sem o dinheiro, mas eles é que fazem a doação. Por isso mesmo, quando quero doar, faço-o directamente.
E a propósito do tema, é já no próximo sábado que vou fazer o que vos contei aqui. Estou feliz.

Dos traumas...

Olhando assim para a página do meu blog, acho que já superei, por exemplo o trauma que tinha da neve. Trauma esse que nasceu há dois anos atrás quando nevou verdadeiramente na minha cidade. Neve, até aquele dia, era muito fixe, porque eu é que ía ter com ela, um fim de semana de vez em quando, com a desculpa de fazer sku, mas na verdade, ficava no quarto, sempre a fazer algo mais quentinho e agradável. Há dois anos atrás quando olhei pela parede vidrada do escritório estava tudo completamente branco, eu já nem conseguia saber muito bem qual era o meu carro no parque de estacionamento. Decidi ir embora, para casa, antes que o cenário pudesse ficar ainda pior, só tinha que passar no banco, para tratar de um assunto urgente da firma e podia ir de fim de semana. E aqui, começa a aventura e o trauma... consegui meter toneladas de neve dentro do meu próprio carro, caminhar na neve de sapatinhos stiletto, ficar numa subida e o carro ter de ser empurrado por uns senhores queridos que me devem ter achado ainda mais querida, não conseguir chegar a casa, apanhar boleia de uma pessoa que me fez sentir que estava a andar no kanguru do amor, aconteceu de tudo e mais um pouco naquele dia, nunca mais consegui ouvir falar em neve. Actualmente, de cada vez que entro no blog acho que isto funciona como uma espécie de terapia regressiva. Acho que estou a ficar curada...