terça-feira, 14 de agosto de 2018

Os meus livros #46 - Louca por Compras (Sophie Kinsella)






Sinopse 



Quando as coisas se descontrolam - os descontrolados vão às compras. Rebecca Bloomwood é louca por compras, está enterrada de dívidas até aos ossos e passa o tempo a tentar escapar ao seu gerente de conta. A sua única esperança é tentar ganhar mais e gastar menos. O seu único consolo é comprar alguma coisa - só mais uma coisinha…







Alguns anos depois de ver o filme e depois da minha amiga tão louca por livros como eu me dizer vezes sem conta que era obrigatório ler este livro assim fiz e fartei-me de rir, além de achar surpreendente a análise sobre a mente humana que aqui, de forma leve e de fácil leitura, é feita.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

2 anos

Parti para O Caminho de mochila às costas e sem qualquer preparação física e psicológica para tudo aquilo que aquela caminhada me traria. Levei comigo a minha melhor amiga, irmã de alma e única pessoa no mundo a quem podia dizer em voz alta aquilo que descobri em cada recanto meu, tive todo o tempo do mundo para pensar e a fuga à vida fez-me vê-la como nunca. Regressei tranquila e em paz, O Caminho mostrou-me o caminho e eu só tive que fazer aquilo que O Caminho e o meu coração me mandaram. Dei à minha vida uma nova banda sonora e enchi-a de novas imagens, cheias de cor, cheias de horizonte para percorrer. Fui ter com as minhas miúdas para um fim-de-semana muito especial e percebo ao escrever isto que já se passou muito tempo e que é urgente repetir, trouxe comigo certezas. Voei como há muito tempo não fazia e senti a verdadeira sensação de liberdade. Sentei-me sozinha no topo da montanha e percebi que era lá que me sentia em casa. Descarrilei o comboio da minha vida, atirei-me de cabeça ao abismo sem pára-quedas capaz de suportar o peso da minha loucura. Fiz os primeiros de milhões de quilómetros e subi ao pódio da vida. Tive o meu primeiro grande bloqueio de leitora e tive de reaprender a  ser eu. Fiquei sozinha e foi assim que me despedi do ano que mudou a minha vida. Voltei a ler. Comecei a reler-me. Voltei a sentir-me em casa e a ter o meu lar, doce lar. Assumi o meu amor ao mundo. Comprei a minha segunda bicicleta, passei a ter dois objectos de paixão e criei mais um blog, escrito a quatro mãos mas ainda adormecido. Comprei um carro. Adoptei a Julieta, a gata mais linda do mundo que chegou a minha casa com seiscentas gramas e já pesa quase cinco quilos. Nunca mais consegui estar sozinha. Meti um aparelho dentário e comecei a colorir o meu sorriso. Fui, fomos, adoptadas pela Alice, a gata mais linda do mundo que nos escolheu, vivemos as três agora, muito felizes. Mudei de emprego. Pelo caminho perdi muitas pessoas, foi inevitável, se não nos aceitam tal como somos é porque não nos fazem falta. Ganhei muito mais do que aquilo que perdi. Passaram dois anos, setecentos e trinta dias, pedalei milhares de quilómetros, posei para milhares de fotos e li centenas de livros, reinventei a minha imagem ao pedal, fiz três grandes viagens e vivi incontáveis aventuras. Passaram dois anos e eu apaixonei-me a cada dia, todos os dias, setecentos e trinta dias.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Os meus livros #45 - A Carruagem dos Órfãos (Pam Jenoff)

Sinopse

Um romance poderoso sobre a amizade, tendo como pano de fundo um circo durante a Segunda Guerra Mundial. Duas mulheres extraordinárias e as suas histórias angustiantes, de sacrifício e sobrevivência. Noa, de 16 anos, fica grávida de um soldado do exército nazi e é forçada a desistir do seu bebé recém-nascido. Vive no piso superior de uma pequena estação ferroviária, a troco de limpezas... Quando descobre dezenas de crianças judias amontoadas num vagão cujo destino é um campo de concentração, ela não consegue deixar de pensar no filho que lhe foi retirado.

E, num momento que mudará a sua vida para sempre, agarra numa das crianças e foge com ela pela noite fora sob um forte nevão. Acaba por encontrar refúgio num circo alemão, mas vai ter de aprender números de trapézio para poder passar despercebida, não obstante o azedume de Astrid, a trapezista principal. a princípio rivais, Noa e Astrid em breve criam poderosos laços de afecto entre si.

Mas como a fachada que as protege se torna cada vez mais ténue, elas têm de decidir se a amizade entre ambas é suficiente para se salvarem uma à outra - ou se os segredos que guardam deitarão tudo por terra. 


Para quem gosta de ler o assunto Segunda Guerra Mundial nunca se esgota e é sempre capaz de surpreender e chocar. Mais um grande livro.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Os meus livros #44 - É assim que a perdes (Junot Díaz)

Sinopse
«O novo livro de Junot Díaz, É Assim que a Perdes, é um conjunto de narrativas ligadas entre si sobre o amor — amor apaixonado, amor ilícito, amor em extinção, amor maternal — e contadas através da vida dos habitantes de New Jersey oriundos da República Dominicana e da sua luta para encontrar um ponto de encontro entre os seus dois mundos.»

Críticas de imprensa
«De certa maneira, é como se fosse uma longa aula de escrita criativa em que por uma vez a criatividade servisse um propósito: a narração que se desdobra entre um inglês ponderado e um espanhol dominicano, quase de rua: o uso recorrente da segunda pessoa; as interligações entre as histórias […]; os exercícios meta-literários sobre a escrita. Só que Junot Díaz não deita a mão a estes recursos por destreza técnica, antes para nos dar os mais variados ângulos sobre a incapacidade do seu protagonista para encontrar a sua intimidade, para deixar a sua primeira pele.»
João Bonifácio, Público

«[…]nunca relatos sobre as ruínas da paixão amorosa foram tão honestos, tão brutais, tão no osso, tão na pele.»
José Mário Silva, Expresso


Muito, muito bom. É assim que A Perdes é um daqueles tesouros que me veio ter às mãos quase por acaso, foi um daqueles livros que encontrei em segunda mão e que pela capa, pelo título, sem nunca ter ouvido nada sobre ele e sem pesquisar, acabei por comprar, É assim que A Perdes é um relato sobre a vida que é necessário ler.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Os meus livros #43 - Casa de férias com piscina (Herman Koch)




Sinopse



Uma narrativa em que o mistério e a intriga concorrem para denunciar a hipocrisia e fragilidade da vida contemporânea.


Marcado por uma ironia desarmante, o enredo negro e fortemente psicológico de Casa de férias com piscina proporciona uma leitura ávida, controversa e intrigante que confirma o incrível talento literário de Herman Koch no dissecar da farsa amoral de uma sociedade à deriva.






Óptimo para ler nas férias e surpreender-se com uma história e uma escrita fantásticas e leves, apesar do tema pesado e grave que aborda.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Aqui... estou aqui...

O carteiro já me encontrou nesta minha nova paragem, trouxe-me ontem, pela primeira vez, um livro embrulhado, com o meu nome no local do destinatário. Tocará hoje novamente, espero, com mais um livro para me fazer feliz, porque o carteiro toca sempre duas vezes, que é mais ou menos como quem diz, um livro por dia nem sabe o bem que lhe fazia. O carteiro já me encontrou, neste meu novo canto, nesta minha nova morada de recepção de livros.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Home is where your heart is

Virei costas e fui-me embora sem olhar para trás, lá passei muitos e longos anos, lá fui muito feliz e muito infeliz, lá aprendi muito daquilo que sei e lá tornei-me muito daquilo que sou. Lá deixei muito de mim e de lá trouxe a estrutura que me manteve. Esperei o momento de partir com alguma apreensão, imaginei-me sempre triste e desiludida, mas quando chegou a hora virei costas e fui-me embora sem olhar para trás. A nossa casa, o nosso lar, o sítio que nos acolhe, é onde o nosso coração está, o meu coração já estava longe, o meu coração já vive na esperança do futuro. 

domingo, 22 de julho de 2018

Os meus livros #42 - Domingos de Agosto (Patrick Modiano)



Sinopse


Em Domingos de Agosto entramos num encantador labirinto de mistérios.
Por que motivo o narrador fugiu das margens do Marne com Sylvia para se esconderem num obscuro quarto em Nice? Qual a origem do diamante Cruz do Sul, que Sylvia arrasta consigo como uma promessa e uma maldição? De que morreu o popular ator Aimos? Quem é Villecourt? Quem são os Neal, esse estranho casal cujo carro ostenta uma matrícula diplomática? E porque estão tão interessados em Sylvia, no narrador e no Cruzeiro do Sul?
 Ao longo das páginas deste misterioso e envolvente romance, onde se cruzam todos estes enigmas, nasce uma história de amor que exala um fascínio que irá domina o leitor por muito tempo. 





Este foi o primeiro livro que li de Patrick Modiano e terminei com vontade de ler muito mais, simples, fácil, surpreendente.

sábado, 21 de julho de 2018

Os meus livros #41 - Intimidade (Hanif Kureishi)





Sinopse



 «Esta é a noite mais triste, porque me vou embora e não volto mais.»


Esta é a primeira frase de Jay, personagem da fascinante história de Hanif Kureishi sobre o final de um relacionamento.



«O melhor livro de Kureishi até ao momento.» [The Times]




Tão bom que assim que acaba dá vontade de começar a ler de novo.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Quinze euros e vinte e dois cêntimos, quinze por cento de desconto do valor recomendado para venda

A menos de cem páginas de terminar o livro que me tem acompanhado vou à estante dos ainda não lidos para escolher o próximo, vejo cada pormenor da capa e da contra-capa, abro-o e cheiro-lhe as páginas, é assim que me apresento, em breve faremos parte um do outro, vejo uma etiqueta com o preço mesmo debaixo da Sinopse, este livro não é meu, foi emprestado por alguém, os meus livros nunca têm preço, é a primeira coisa que faço quando chego com eles a casa, liberto-o do valor material que lhe atribuem, os livros só me fazem sentido sem o valor de custo, os livros não deviam ter preço. Os livros são mais importantes que isso.

terça-feira, 17 de julho de 2018

De Bragança a Lisboa são 9 horas de distância

Bragança recebeu-me para uma grande aventura ao pedal e de lá eu trouxe um trajecto espectacular, mais de 100 quilómetros de paixão, subidas duras e intermináveis, descidas que souberam tão bem, caretos e música popular que animavam a malta do pedal nos topos das subidas, boa comida, boas fotos, uma visita a Espanha e a subida da linda Sanabria, paisagens de tirar o fôlego e locais lindíssimos, trouxe ainda uma organização como nunca vi, experiência e recordações. De Bragança trouxe um grande empeno, um jersey para a colecção, enchidos, felicidade e um grande sentimento de superação pessoal. De Bragança a Lisboa, são 9 horas de distância, queria ter um avião, para lá ir mais amiúde.

domingo, 15 de julho de 2018

Os meus livros #40 - a máquina de fazer espanhóis (Valter Hugo Mãe)



Sinopse 


Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Formação de Adultos como sugestão de leitura.

a máquina de fazer espanhóis é um dos mais importantes romances contemporâneos. Surpreendente retrato da vida dos velhos, este livro fala intimamente dos fantasmas da portugalidade e da candura que, afinal, existe mesmo nos momentos mais tristes.

A vida de um barbeiro reformado é o modo de ilustrar os conceitos de família e solidão, amizade e compromisso.

Este é um livro delicadíssimo, corajoso e inesquecível.





Este é o livro que me esqueci que já tinha lido, mas que é tão bom que era quase familiar. A máquina de fazer espanhóis é mesmo muito bom.