sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Meus queridos... (sim, porque eu só tenho leitores queridos)

Entro em período de férias daqui a sensivelmente duas horas e como o computador não é programa de férias para mim, que estou farta de olhar para o ecrã todo o dia, todos os dias, venho por este meio informar que apesar de gostar muito de todos vocês, quem vai comigo para as férias são os meus amigos Gabriel Garcia Marques, António Lobo Antunes e Eça de Queiroz, é a bicicleta e a lareira, é a família e os doces de Natal, são as prendinhas e os abraços. Portanto quero desejar que todos vocês tenham um Feliz Natal e se eu não puser cá as teclas antes, também um fim de 2012 e um início de 2013 cheio de sonhos. Como dizia o poeta "...sempre que um Homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida, nas mãos de uma criança...". Até já...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Feliz Natal, para mim...

Em toda a minha vida a pessoa mais importante foi sempre o meu pai, não que goste mais dele do que da minha mãe, porque gosto dos meus de igual forma, de todo o coração, mas sempre tive uma estranha sensação de que tinha de proteger o meu pai. Desde muito nova que isso me acompanha, como por exemplo naquele dia em que um amigo do meu pai que já não o via há muito tempo ao chegar lhe deu uma palmada nas costas daquelas entusiasmadas à boa maneira portuguesa e eu comecei a empurrá-lo e a gritar "Deixa o meu pai, deixa o meu pai", escusado será dizer que foi a partir desse dia que o meu pai começou a pensar em dar-me para adopção. Com os anos isto foi melhorando, como naquele dia, aos meus doze anos, em que o meu pai teve um acidente de carro, quando cheguei ao hospital gritava tanto, berrava, chorava, ninguém sabia o que me fazer e eu só me calei quando me mostraram o meu pai, com a cabeça aberta, ainda a ser "cosida", mas estava ali o meu pai e lá os deixei trabalhar descansados. 
Nos últimos três anos o meu pai começou a ter alguns problemas de saúde que se agravaram no último ano e agora esta sensação de que tenho de o proteger aumentou e tornou-se bem real. Para o mês de Dezembro o meu pai tinha marcadas duas intervenções cirúrgicas, a primeira de recuperação mais rápida, mas a segunda de recuperação mais lenta e difícil. Acompanhei-o na primeira operação sempre forte por fora e esperava (ainda espero) acompanhá-lo na segunda de igual maneira. Com o agravante de o meu pai ter de passar o Natal no hospital, como ele é a pessoa que mais gosta desta quadra na família, não haveria Natal, simplesmente porque não nos faz sentido. Soube agora que a segunda operação foi adiada, depois de todas as correrias, de todos os medos, dos dias passados no hospital, daquele cheiro insuportável, daquele frio frente ao bloco operatório que nos gela a alma, da espera interminável por notícias, ainda que com a sombra de que tudo volta em breve, mas não haverá Natal melhor que este, todos juntos como sempre, em casa, no quente do lar, do amor e da família. Por tudo isto, Feliz Natal para mim e para os meus, porque finalmente é Natal.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Lá se foi a minha reputação de menina bem comportada...

Cenário: Local de trabalho, acompanhada pelo chefe na difícil tarefa de escolher os cabazes de Natal para oferecer aos clientes e funcionários da empresa.

Chefe: - Se não quiser o cabaz para si, já sabe, escolha outra coisa qualquer, o que quiser do catálogo escolha.
Loira: - Não, fico com um cabaz igual ao dos outros.
Chefe: - Veja lá, se quiser escolha um perfume ou outra coisa qualquer.
Loira: - O cabaz faz-me lembrar mais que é Natal, mas obrigado.
Chefe: - Sei lá, lembrei-me disso porque como não bebe e o cabaz traz algumas bebidas.
Loira (com um olhar inquiridor): - ???
Chefe: - Não bebe, pois não???
Loira: - Não... (pensativa) só um vinho verde branco de vez em quando ou um bom vinho maduro tinto, um licor Beirão, um Safari com cola de vez em quando, um Bacardi, às vezes uma Ginja, um bom vinho do Porto, uns shots de longe a longe, às vezes até umas cervejas...
Chefe: (Gargalhadas e mais gargalhadas)

E voilá... assim se perde a reputação de menina bonita e bem comportada. Que venha o cabaz de Natal...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Deixei passar uma data MUITO importante

No passado Domingo, dia 09 de Dezembro o Também quero um Blog fez 3 anos. 624 seguidores, 18.771 comentários, 846 posts, 151028 visualizações de páginas, 92110 visitas contadas no sitemeter (só instalado a meio do percurso). Obrigado a todos que de alguma forma partilharam estes 3 anos de Blog e da minha vida comigo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Das mudanças...

Não saberia viver sem as mudanças de rotina e de sonhos próprias das estações do ano. Adoro esta sensação de ver o tempo mudar e de mudar de hábitos, de roupa, de vida e de sonhos... outra e outra vez... Adoro ver as folhas coloridas ao vento, sentir o cheiro das castanhas assadas, o frio das manhãs no rosto e colocar mais um cobertor na cama, ficar tardes a ler à lareira e manhãs na cama a namorar enquanto a chuva cai lá fora e bate na janela, adoro calçar as botas e usar o chapéu de chuva, visitar a neve e ficar sem respiração nas subidas de bicicleta com as manhãs brancas, adoro preparar o chá bem quente e doce antes de ir dormir, adoro preparar o Natal e o meu aniversário e depois substituir o casaco quente por um mais fresco e ver os primeiros raios de sol quente, ouvir os pássaros a cantar de manhã e os grilos no monte, as flores e o cheiro da terra húmida misturado com os vários perfumes das manhãs e dos finais de tarde, adoro planear as idas à praia e as férias, e os dias enormes e as noites quentes e estreladas acompanhadas de gelados apetitosos, adoro as caminhadas sonhadoras e as pedaladas solitárias. E adoro recomeçar uma e outra vez e mudar uma e outra vez de hábitos e de sonhos. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Das / Nas Montanhas...

Para mim não há sítio melhor para estar do que lá em cima, no topo da montanha. Já subi algumas, muitas montanhas por aí e não há nada mais gratificante do que a sensação de dever cumprido, de que o esforço compensa e de que a liberdade é mesmo aquilo, ali, naquele momento, no topo. Algumas vezes subi a montanha a pé, a maior parte das vezes subi a montanha a pedalar, mas por vezes é inevitável um esforço acrescido, quando a força nos abandona, temos que desmontar e continuar o percurso a pé e a puxar a bicicleta connosco lá para cima, até ao topo. Por vezes aquilo que mais gostamos parece ter um peso que a nossa realidade não consegue suportar.
Neste momento tenho que subir algumas montanhas, daquelas mais difíceis, que vistas cá de baixo o topo nos parece quase impossível de alcançar, não são as montanhas a que já estou habituada, são as outras montanhas, as da vida. Parece-me que terei de as subir da forma mais difícil e lenta, a puxar lá para cima a bicicleta comigo, porque na vida também é assim, o topo mais difícil de alcançar é aquele em que carregamos um peso extra, o peso dos outros, o peso da responsabilidade, o peso do coração.
Por vezes aquilo que mais amamos parece ter um peso que a nossa realidade não consegue suportar, mas... 
"Uma viagem de 1000 Km começa com um simples passo pedalada" 
Lao Tsu

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Aparentemente sou uma gaja sobredotada...

Cenário: Aula de natação
No final da aula fui ter com um miúdo mais ou menos com a mesma idade mental que eu (e já aqui podem comprovar, em caso de dúvida que o título do post era uma piada) que se fazia acompanhar pela mãe e perguntei se ele já sabia dar cambalhotas (dentro de água, entenda-se, era mesmo um miúdo), ele diz-me que não e eu chamei-o dizendo que o ensinava. Depois do Pedro (perguntei-lhe o nome antes da primeira cambalhota) aprender, veio a mãe ter comigo:
Mãe do Pedro: - Já nada tão bem, como é que consegue respirar neste movimento (exemplificou), eu não consigo, só engulo água.
Loira: - Faça como a Cátia diz (não queria desrespeitar a professora), ao início também me acontecia, com o tempo é mais fácil.
Mãe do Pedro: - Ele (o Pedro) nada muito melhor que eu e só começou agora.
Loira: - Mas não desista, vai ver que consegue mais tarde ou mais cedo.
Mãe do Pedro: - E há quanto tempo anda aqui?
Loira: - Desde o início de Outubro, quase dois meses.
Mãe do Pedro: - Dois meses???
Loira: - Sim, aprende depressa, vai ver. (Com um grande sorriso alegre e motivador)
Mãe do Pedro (Agarrada à prancha flutuante) - Mas eu já ando aqui há três anos...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Árvore de Natal da Blogosfera

O prazo para se inscreverem na Árvore de Natal da Blogosfera termina dia 30-11-2012 por isso não percam mais tempo e inscrevam-se já. Esta Árvore de Natal tem centenas de presentes para embrulhar. Eu já me inscrevi.
Mais detalhes Aqui e Aqui.

Passo o momento publicitário *

Gosto de chuva, gosto mesmo. Adoro ficar em casa quando chove, no quentinho a ler um livro, mas não é só essa versão de um dia chuvoso que gosto, em tempos disse aqui que "pedalar à chuva lava a alma" e até hoje sou da mesma opinião. No passado Domingo chovia quando saí de casa, choveu durante toda a manhã enquanto pedalamos e eu lembrei-me e partilhei com os meus companheiros a publicidade que tinha visto da Specialized. Agora quero partilhá-la convosco porque me faz todo o sentido.


SUJAR-SE É UM PRAZER QUE SÓ ALGUNS ENTENDEM

* Ninguém me pagou, mas Specialized, querida, se quiseres enviar uma bike nova aqui para a loirinha eu não me importo mesmo nada.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Era "A" fim do mundo em cuecas...

Geralmente gosto daquilo que escrevo. Gosto porque escrevo com a alma e com o coração, gosto porque sinto. Mas há sentimentos que passado algum tempo já não nos fazem sentido e as frases que ficam deles consequentemente também não. É estranho por vezes ler o nosso passado, lembrar de uma ou outra situação e ver como se escreveu sobre ela, se fosse agora a escrita seria totalmente diferente ou então já nem seria suficientemente importante para tema de post. Por isso é que um blog não passa de um diário, que nos acompanha em diversas fases de vida e que muda connosco. 
Confesso que por vezes gosto tanto daquilo que escrevo que tenta-me a ideia de o mostrar ao mundo. Não ao mundo do Blog, mas ao meu mundo. Partilhar com aqueles que me conhecem realmente, que se cruzam comigo na rua, no café, no ginásio, nas maratonas ou na vida. Conheço algumas pessoas do mundo do Blog e daqui, da vida que o fazem e sinceramente admiro-lhe a coragem. Apesar de já me ter apresentado a algumas pessoas daqui (Blog) e de já ter apresentado o Blog a algumas pessoas daqui (Vida) partilhá-lo de facto com toda a gente, assumir-me como a autora para o meu mundo assusta-me. Assusta-me a ideia de o Blog deixar de me servir para escrever por toda a gente o ler, mas assusta-me ainda mais perder o mistério perante as pessoas e toda a gente pensar que me conhece verdadeiramente só porque lê aquilo que escrevo. Eu sei que não é assim, vocês sabem que não é assim, não basta ler-nos, há que compreender cada sentimento, cada entrelinha, há que interpretar da forma correcta, mas penso que só têm a capacidade de saber isso aqueles que escrevem. E perco a coragem da partilha quando imagino os olhares de "Eu li aquilo que escreveste". É o que vos digo era "A" fim do mundo em cuecas e além de tudo isso chego sempre à conclusão que ter uma espécie de vida dupla é muito mais divertido.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vale a pena pensar nisto...

No início do verão fiz o Caminho de Santiago em bicicleta, é a segunda vez que o faço e pedalar durante alguns dias para lá chegar é uma sensação que não vos consigo explicar. Quando regressei houve alguém aqui no blog que me pediu para falar mais sobre O Caminho, mas confesso que é difícil. Por um lado porque nos primeiros dias o sentimento ainda é estranho, ainda não conseguimos absorver tudo o que O Caminho nos transmite e por outro, quando começamos a perceber tudo o que vivemos, passar tudo isso para palavras é quase impossível. Todos esses sentimentos, todas essas lembranças me surgem agora (e sempre) em forma de saudade e por isso de tempos a tempos vou contando por aqui algumas coisas.
No segundo dia de viagem chovia. Chovia muito e nós pedalávamos cheios de frio, já desde manhãzinha, o vento batia nos rostos e puxava-nos para trás, era difícil cada pedalada, também tínhamos fome, o lugar onde podíamos almoçar estava ainda muito longe e cada vez chovia mais, cada vez tínhamos mais frio. É uma sensação estranha esta da autonomia, só ter a nossa resistência e a nossa coragem para chegar, há momentos em que nos parece que não vamos conseguir. Até que por fim encontramos um lugar para almoçar, deixamos as bicicletas cá fora e entramos rapidamente, desejosos do conforto de um abrigo. O que me marcou neste dia foi um Senhor que ao ver todas as nossas bicicletas paradas à porta do restaurante decidiu entrar e pedir só uma sobremesa, uma vez que já tinha almoçado. Sentou-se silencioso e observador perto de nós e sorria-nos, até que começamos a falar e ele nos contou a história dele. O Senhor tirou umas semanas da vida dele para fazer aquela viagem, vinha também de bicicleta mas ao contrário de nós estava sozinho, tinha saído da Polónia sete semanas antes do nosso encontro com muito menos bagagem que a que nós trazíamos para três dias, contou-nos que já tinha passado por Santiago de Compostela e em vez de regressar a casa decidiu que a viagem dele terminaria em Fátima. Depois continuou silencioso e observador, sempre a sorrir-nos, pegou num caderno de notas e escrevia, olhava para nós e escrevia, talvez exactamente igual ao que eu estou a escrever agora sobre ele.  É uma sensação estranha esta da autonomia, só ter a nossa resistência e a nossa coragem para chegar, há momentos em que um simples pormenor ou uma pessoa completamente desconhecida nos faz renascer uma força e uma coragem inexplicáveis. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Coisas de mãe...

A minha mãe consegue arranjar todos os dias uma boa desculpa para eu NÃO praticar BTT:
(...)
Mãe - Não gosto nada que vás andar de bicicleta sozinha.
Loira (Já com cara de quem está farta de ouvir a mesma coisa vezes sem conta) - Porque...
Mãe - Sei lá, podes ter um acidente.
Loira (Puxei o sentido de humor ao meu pai) - Mãe, quando vou sozinha só vou até à pista, está sempre gente a passar, se tiver um acidente achas que não vão socorrer uma gaja tão gira como eu?
Mãe (Com um ar dramático) - E se és assaltada?
Loira - Mami... eu levo comigo uma bicicleta cor-de-rosa, um telemóvel cor-de-rosa e um MP3 cor-de-rosa, quem é que se vai dar ao trabalho de me assaltar para ficar com umas merdas pirosas como estas?
(...)

Loira 1 - Mãe 0

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sigam a minha cadência...

Adoro aquela sensação de frio à chegada, o frio que já passa, o corpo que aquece demais, que ferve em cada poro. Adoro o ritmo da música que toca, é isso que me faz vibrar e que me faz voltar uma e outra vez, sempre. E cada músculo se movimenta nesse mesmo ritmo, tanta energia e o pensamento é só aqui e agora e cada bocadinho de pele já bem quente, cada vez mais quente, fecho os olhos e somos só nós, sempre em sintonia, sempre ritmados. O suor escorre-nos pelo corpo de prazer e é tão bom, damos tudo e queremos mais, sempre mais, perdemos as contas às pulsações, respiramos ofegantes. Dali vimos o dia a partir, o sol a dizer adeus e as luzes da cidade a aparecerem ao longe, valeu a pena ter vindo, vale sempre a pena terminar o dia assim, e vamos embora cansados, mas levamos no rosto um sorriso, no corpo e na alma o sabor de paixão...

Acabo de chegar de uma aula de Cycling. Pensavam o quê?

Tenho, nas próximas horas que tomar uma decisão muito, muito, muito difícil...

Tenho-os aos dois aqui comigo, esperei tanto por um, procurei tanto o outro e agora que chegam exactamente no mesmo dia não sei por onde começo, ajudem lá, só não me mandem viver os dois em simultâneo que eu só me consigo concentrar numa paixão de cada vez. A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera ou Cem anos de Solidão de Gabriel García Márquez? 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ligações perigosas...

Enquanto pedalávamos a caminho de Santiago de Compostela no início do verão, no final da tarde do primeiro dia de viagem uma cobra saltou do chão para o pneu da bicicleta de um dos nossos e por ali ficamos durante um bom bocado. Uns riam, outros ficaram assustados, uns tentavam tirar a cobra de lá, sem sucesso, o Marco gritava "Ai... mãezinha... Ai... mãezinha...", e os outros riam ainda mais. A cobra não queria sair dali por nada e confesso que foi um bom momento de diversão. Até que um senhor já idoso que vivia por ali perto ouviu o barulho (e os gritos e as gargalhadas) e como um verdadeiro Super-Homem cheio 
de coragem (ou com medo que de seguida a cobra fosse parar a casa dele) veio em nosso auxílio e matou a cobra. Nós ficamos muito tristes com o desfecho desta história, porque já pensávamos adoptar a pobrezinha da cobra como mascote da viagem. Seguimos caminho e tenho a dizer-vos que a cobra foi lembrada por nós muitas vezes e ri-mos muito com isto. O mais engraçado foi quando no final da viagem saiu uma notícia no jornal cá da terra (sim, porque uma ida a Santiago de Compostela de bicicleta por cá é um acontecimento muito importante) que frisava um ataque feroz de uma cobra aos viajantes. Conclusão da história, dezoito viajantes contra uma cobra e ganhou o senhor já idoso, ligações muito perigosas...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Coisas muito minhas...

A minha tia Inês morreu em Setembro do ano passado, depois de três longos anos de luta contra um cancro no pulmão. O marido dela, meu tio, insistiu comigo desde o primeiro dia para que fosse lá a casa escolher algo dela que eu pudesse usar. Naqueles primeiros dias foi importante passar aquele fim de tarde no meio das coisas dela, a sentir-lhe ainda o cheiro, a relembrar-lhe o sorriso ainda tão recente enquanto falava do sofrimento causado pelos tratamentos e de como, de certeza, valeria muito a pena. Como a minha tia só teve dois filhos, homens, resolvi trazer um casaco que ela adorava e que não lhes faria falta. Confesso que  inicialmente fiquei apreensiva em usar uma coisa que era dela, principalmente uma peça de roupa e no ano passado guardei o casaco como algo precioso e intocável. Há uns dias atrás depois de fazer uma visita à minha tia resolvi levar o casaco de imediato para fazer os ajustes necessários e hoje, usei-o pela primeira vez. Senti-me tão confortável como se tivesse em mim uma segunda pele, senti-me sem dúvida em paz e o meu sorriso hoje é todo da minha tia Inês. Há pequenas coisas que nos podem fazer realmente felizes...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dizem que os olhos são o espelho da alma...

Não só concordo como acrescento que os meus conseguem motivar verdadeiras tentativas de interpretações de estados de alma. Como autênticos camaleões mudam de cor com as diferentes iluminações da alma e conseguem passar por vários tons de verde e de castanho, consoante o que me vai cá dentro. Estes dias brilham em cor de mel, o brilho próprio da esperança e da expectativa. Espero que brevemente os vejam a brilhar num tom de verde claro muito próprio da felicidade e da realização de sonhos.

"Sou uma idiota"

Em Cleveland, nos Estados Unidos, uma mulher resolveu conduzir pelo passeio para não ficar parada atrás de um autocarro escolar que deixava as crianças na paragem e o juiz condenou-a a ir durante dois dias, pelo menos uma hora por dia, para o local com um cartaz a dizer «sou uma idiota». 
Tenho cá para mim que se a justiça portuguesa seguisse o exemplo da condenação haveria cartazes espalhados por todas as esquinas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ou o Natal já passou e ninguém me avisou ou tenho uma doença terminal e andam todos a tentar agradar-me...

Na mesma semana, sem nenhuma razão aparente recebi de várias pessoas os seguintes presentes: Uma camisola, um casaco, umas pantufas, um pijama, um roupão (que quentinha que eu estou), licor de ginja caseiro acompanhado com copinhos de chocolate belga (nham... nham...), um telemóvel e um seguro Liberty Bike (para me proteger nas minhas aventuras loucuras). Juro que se me oferecem mais alguma coisa nos próximos tempos começo a ficar muito, mas muito desconfiada.

Paixão...


e posso ser para sempre criança...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Na minha ausência por aqui (blog) portei-me muito, muito, muito bem, por aqui (vida)...

Só caí uma vez a andar de bicicleta, por acaso foi no domingo passado e ainda dói (preciso de mimos), escorreguei num tronco por causa da humidade natural desta altura e esbardalhei-me no chão de joelhos, como vestia calções neste momento pareço os putos quando andam com os joelhos todos em ferida. Nada de grave, domingo há mais...
As aulas de natação estão a correr bem, tão bem que já me sinto um bocadinho prima do Michael Phelps, muito... muito... muito... afastada, mas ainda assim prima. Num mês fiz grandes progressos (palmas para mim).
E agora o mais importante, em Outubro cumpri um desejo antigo e tornei-me dadora de sangue. A coisa podia ter corrido melhor, a minha tensão baixou muito (coisinha a que já estou habituada) no final da colheita e quase desmaiei, deram-me logo um "shot" e eu estava tão mal que ainda tive tempo de perguntar se era de absinto. O importante é que já sou dadora de sangue, a partir de agora vou regularmente tentar ajudar alguém e isso deixa-me muito feliz.
Agora vão lá às vossas vidas que eu já vos conto mais novidades...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Não vos ligo nenhuma...

Sou uma desnaturada, de tempos a tempos perco a inspiração de escrever e a vontade de cá vir, (vá-se lá entender porquê aparece sempre uma mão cheia de seguidores nestas alturas) mas vocês sabem que volto sempre, não posso viver sem o meu querido blog que amo de paixão. Desta vez resolvi fazer uma campanha para os meus queridos leitores e seguidores não abandonarem o meu blog (coisinha para não resultar já que a primeira a abandoná-lo sou eu) e aqui vai:
Prometo trabalhar menos e escrever mais. Prometo dormir menos e comentar mais. Prometo ler menos livros e mais blogues (esta não conseguir cumprir, mas dá credibilidade à campanha). Prometo olhar menos para a televisão e mais para o computador. Prometo que vou pedalar menos e blogar mais (mentirooooosa...). E juro... juro que gosto de todos vocês exactamente como naquele primeiro dia em que nos cruzamos através de um ecrã poeirento (Tenho mesmo piada). Vive o Também quero um blog (E é agora que se vão todos embora para nunca mais voltar).

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sou uma gaja traumatizada...

Desde o dia em que nadava no rio, perto da praia em miúda e a corrente me puxou para o mar fiquei sempre com medo da água, nunca mais consegui nadar. Até hoje não sei como saí daquela onda que faz o mar puxar o rio, só me lembro de ver montes de sardinhas à minha volta e não ter força para sair dali (poderia ter sido uma grande perda para a humanidade).
Agora resolvi frequentar aulas de natação para perder este meu medo de uma vez por todas e a coisa tem corrido tãaaooooo... bem...
Já lá vão cinco aulas. Na primeira aula engoli meia piscina de água e só depois de fazer quatro piscinas com o primeiro exercício de respiração (convém fixar, quatro piscinas completas) é que me lembrei que já que tinha óculos podia abrir os olhos debaixo de água e não fazer aquela expressão  fantástica como se alguém me fosse matar. Na segunda e na terceira aulas a coisa correu melhor um bocado, já só engoli uns cinco a dez litros de água. Na quarta aula ao dar um mergulho raspei com o peito dos pés na parede da piscina e ficaram num lindo estado (os pés, a piscina ficou intacta). Na quinta aula o exercício era dar um mergulho e fazer o resto da piscina em golfinhos e não me perguntem como mas ao bater no chão para dar o impulso e voltar abaixo fiquei com o dedo do pé dobrado ao contrário (eu sei que não dá para perceber, nem eu percebo) e agora tenho um dedo que todo ele é uma nódoa negra, não o consigo dobrar e está tão inchado que mais parece um monstro (neste caso um monstro marinho). Hoje será a minha sexta aula (o dedo que se aguente se quiser, faltar à aula é que não falto) e o post é só para vos dizer que vou tentar sobreviver.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Bem sei que é uma grande falha da minha parte deixar de vos presentear durante tantos dias com os meus fantásticos post's (aqui ficaria lindamente um grande LOL, mas eu não escrevo LOL nos meus textos)

Não poderia deixar de vos dizer que sim, que afinal sou uma finisher, a muito, muito custo mas sim, sou mesmo uma finisher (e não, isto não quer dizer que vou terminar o blog). Inscrevi-me numa maratona de BTT que adivinhava pelo gráfico da altimetria muito dureza, tanta que os organizadores prometeram um prémio a quem não desistisse e chegasse ao fim. Eu lá fiz a maratona toda, metade com a bicicleta à mão, posso dizer-vos que o esforço foi tanto que considerei que fui fazer uma caminhada, mas não satisfeita em caminhar 40 Km no monte ainda levei a bicicleta para arrastar monte acima (e confesso que nunca passei tanto tempo no monte). A maratona foi no Gerês e o prémio para os finisher era uma cabra de madeira. A dada altura tinha a opção de me vir embora e fazer uns 4 km pela estrada ou de continuar e subir mais 10 Km ao sol com a bicicleta à mão, mas só me lembrei de 3 coisas. Primeiro, não poderia chegar aqui e dizer-vos que não era uma finisher porque tinha desistido (e o blog foi-me muito útil). Segundo, não poderia ir embora sem a p*** da cabra (que tem a partir de domingo à noite um lugar de destaque lá em casa). Terceiro, só pensava no Rui, um colega meu que todo entusiasmado no início da prova prometeu gravar o track no GPS para mais tarde voltarmos ao Gerês fazer o mesmo percurso em passeio (e o meu pensamento era: Rui, mete o track num sítio que eu cá sei). E tenho dito, sou uma finisher, com uma dor muscular que vai do calcanhar até ao pescoço, mas uma finisher.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012



"Há oito dias que não tinha tempo de ler atentamente um livro. E os meus momentos de depressão resultavam também deste facto"

A Trela - Françoise Sagan

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Estava mesmo para tirar uma foto às minhas pernas para fazer a continuação do post anterior (Borrada de pó versus Borrada de lama) mas não conseguia pensar em nada a não ser num banho quente, que teve mesmo de ser frio.

Toda a gente sabe (vocês 2 ou 3 que andam por aí) que participo regularmente em maratonas de BTT. Já fiz bons tempos e boas classificações em algumas e maus tempos e más classificações noutras. Não temos dias iguais, há dias em que parece que temos toda a energia do mundo e tudo nos corre bem como há dias em que perdemos todas as forças, em que tudo nos corre mal, em que só pensamos o que caralho estamos ali a fazer no meio do monte e que só apetece deixar a bicicleta lá ficar e vir embora a pé para casa (esta última parte só durante umas centésimas de segundo até nos lembrarmos de quanto custou a porcaria da bicicleta). Em qualquer dos casos, seja o melhor ou o pior cenário acabo sempre com a mesma sensação, que fiz pouco, que não me esforcei o suficiente, que podia sempre mais e melhor. Depois passa-me porque na realidade não ligo nenhuma aos tempos e só vou para me divertir. Ontem foi diferente, ando em baixo de forma porque fiz férias dos treinos e ainda não recuperei, fiz um tempo e uma classificação péssimos mas apesar de tudo e pela primeira vez acabei com a sensação que dei o meu máximo, o meu melhor, que não desisti nem por um segundo e acreditem que essa sensação compensa tudo, até a chuva, o vento, 52 km de lama e no fim, um banho frio. É o que costumo dizer, isto não é mesmo para meninas...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Invejosa pá...

E é isto minha gente, a gaja tem a mania que é diferente, tem a mania que é engraçada, de vez em quando pára-lhe o cérebro e a gaja até acha que escreve razoavelmente bem. Já vos disse que a gaja tem a mania que é diferente? Pois tem. Mas depois é isto, as outras publicam as fotos do último modelito e a gaja publica a foto do último modelito dela, as outras publicam as fotos dos sapatos e gaja, invejosa pá, publica a foto dos sapatos dela, as outras publicam as fotos do fim-de-semana, com o pezinho à beira-mar e a bela da paisagem azul brilhante e o que é que a gaja faz? Publica a foto do pezinho para mostrar às outras o que faz ao fim-de-semana.


É o que eu vos digo. Invejosa...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comprei o livro de sonetos, texto integral e estudo da obra de Florbela Espanca

E por estes dias, os meus dias são feitos de saudades, de alma, de sonhos, de poesia. E se ao ler os outros livros tenho um desejo e uma sede insaciáveis do final, ao ler este só me apetece saborear, guardar, reflectir cada palavra, cada frase, cada pensamento, cada rima, cada tristeza. E por estes dias, os meus dias são feitos de emoção...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Hoje sinto-me realmente importante na blogosfera...

Para mim o blog serve para escrever, aquilo que pensamos, aquilo que sentimos, coisas muito nossas, histórias de vida, seja um post enorme ou uma ideia, é nossa, somos nós. Quando publico um texto que não é meu dou o devido crédito a quem o escreveu, não seria capaz de roubar ideias, sentimentos, histórias. Somos nós. Quando estou sem inspiração não escrevo, espero que ela me volte, nunca conseguiria copiar a vida de ninguém, plagiar os textos, os sentimentos, os momentos. Hoje descobri a Soraia Mendes, que provavelmente tem muito tempo livre para procurar textos nos blogs dos outros, ou pelo menos no meu e muita lata para os publicar como se fossem dela. Em meia hora descobri isto:
O meu post. O post da Soraia Mendes. (Uma ideia parva, é certo, mas minha)
O meu post. O post da Soraia Mendes. (O post de feliz aniversário da minha mãe)
O meu post. O post da Soraia Mendes. (Momentos, mas meus)
O meu post. O post da Soraia Mendes. (Uma história minha, com alterações muito mal escritas)

Não sei se vou lá e peço um pedido de desculpas público ou se não aviso a Soraia Mendes e fico por aqui a ver até onde vai a lata dela. O que acham?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Acho que vou deixar de colocar títulos nos posts, nunca sei que porcaria escrever aqui

Se há dia que eu gosto é o de ir à consulta de medicina no trabalho. Juro-vos que por mais que tente não consigo perceber como nos conseguem fazer um diagnóstico baseado essencialmente nas nossas respostas a um questionário. E lá fui eu mais uma vez, portei-me lindamente, respondi a tudo, sou super saudável e estou apta para o trabalho. A minha visão está óptima, uma vez que consegui ler na folha onde a médica apontava as minhas respostas, que se encontrava a uns 50 cm, a palavra "RESULTADO", assim, em letras maiúsculas e ainda por cima a negrito. Que alívio, estou apta para o trabalho, principalmente se quiser trabalhar no circo. A carrinha estava sempre a abanar com o enfermeiro no compartimento da frente sempre a mexer-se, eu com uns saltos de 15 cm e imagine-se, mesmo assim consegui equilibrar-me num 4 (Sim, aquilo que se manda fazer aos amigos quando desconfiamos que já beberam uns copos a mais), só mesmo para profissionais. De qualquer forma fico bem mais descansada, de desequilíbrio pelo menos eu não sofro, sei lá, uma das minhas grandes preocupações era um dia destes em pleno horário laboral desequilibrar-me, bater com a cabeça no teclado e quem sabe, até desfigurar este meu rostinho de anjo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 de Setembro - parte 2

Abraço de Mãe deveria ter a capacidade de nos proteger para sempre de todos os males do mundo. Parabéns Mãe...

11 de Setembro - parte 1

Hoje ninguém publica a música dos Azeitonas. Hoje ninguém quer ir ver os aviões...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Eu sei... eu sei... aumentou o número de depressões em Portugal... Tudo culpa da minha ausência pela blogosfera...

É uma canseira esta minha vida, é o que é... Passei uns dias super atarefada entre tentar decidir se me alapava ao sol com a toalha mais perto ou mais longe do mar, se ia correr à beira-mar de manhã ou mais à tardinha, se lia o livro sentada na cadeira para bronzear o decote ou deitada de rabo a tostar. É que parecendo que não é uma chatice decidir entre a bola de gelado de pistácio e a de chocolate com menta. O regresso, bem... esse é doloroso, com tanto trabalho acumulado só vos digo uma coisa, estou mesmo a precisar de férias, no mínimo mais um mês.

quarta-feira, 25 de julho de 2012




Post que fala sobre o meu cabelo (essa fantástica temática que não vos interessa para nada, mas sobre a qual me apeteceu escrever)

Há mais de dois anos que optei por penteados de cabelo curto, decidi-me e pronto, cortei 30 cm de cabelo de uma vez que aquilo já me andava a enervar, mas eu explico:

     O cabelo curto faz mais o meu estilo, não vos sei explicar, mas tem tudo a ver comigo, fico mais gira.

     Nunca consegui tomar banho sem lavar o cabelo, tipo às prestações, e lavar um cabelo comprido todos os dias não é propriamente fácil.

     Como pratico desporto diariamente é muito mais prático assim. (Apesar de existirem pessoas que vão ao ginásio suar até não poder mais e depois não lavam o cabelo no fim, eu não acreditava, mas que as há, isso há, quase fiquei traumatizada quando cheguei a essa conclusão)

Mas passemos ao que interessa, aqui há uns tempos deu-me a louca e cortei o cabelo mais curto de um lado e mais comprido de outro, por acaso acho que fiquei muito gira, mas não é penteado para se andar muito tempo, agora começa a crescer e parece mais o pêlo da minha Fofinha quando ela rebolava depois do banho no jardim. Como já não sabia o que lhe fazer coloquei-me em frente ao espelho durante uns 30 segundos e cheguei à brilhante conclusão que bastava virar o cabelo superior do lado direito para o lado esquerdo para ficar com um novo penteado, ainda mais curto de um lado mas muito mais apresentável, super moderno e tudo sem gastar tusto na cabeleireira.


E este post enorme para quê? Só para vos provar que sou uma criativa, caso ainda não tenham reparado pelos fantásticos posts que vou escrevendo por aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ai... como eu sofro...

Se há coisa que me deixa feliz é quando recebo a notícia da multiplicação de amor num casal amigo, uma gravidez, uma esperança de felicidade, de futuro e de sonhos. Se há coisa que me deixa radiante é a notícia no dia do nascimento, a sms com a fotografia, a chamada cheia de emoção, sinto-me parte da felicidade pela partilha, sinto-me importante e amiga, sinto-me de coração cheio.
O Nelson é uma excepção, é a segunda vez que me faz isto, que me avisa a caminho do hospital que vai acontecer, que é hoje, que depois me dá novidades, é a segunda vez que me deixa um dia inteiro num misto de ansiedade e de aflição. Primeiro foi com o Tomás e hoje foi com o Lourenço.
É um prazer conhecer-te Lourenço. Um dia destes vou estar a falar de um assunto importante com o teu pai e vou fazer-me desmaiada, só acordo umas três horas depois a ver se lhe prego um valente susto. Sejas bem-vindo.

Bicicleta, Comboio, Praia e Rock and Roll...

Meti-me cá numa aventura... Saímos de casa bem cedo de bicicleta e pedalamos até à estação de comboios mais próxima, que por acaso fica na cidade vizinha, viajamos de comboio, nós e as bicicletas (E pode-se? Pode sim senhores) até ao Porto, descemos a Ribeira, passamos a ponte D. Luís até Gaia, e pedalamos pela marginal até Espinho. Trocamos a roupa de ciclista pela de praia e alapamos o cu na areia até chegar a hora de fazer o caminho inverso. Chegamos a casa já de noite com 95 Km no contador e um sorriso nos lábios.

Vocês: - Tchiii... ca grande aventura Loira!!!
Loira: - Ah... pois é...
Vocês: - Mas Loira, percebemos a parte da bicicleta, percebemos a parte do comboio, percebemos a parte da praia, mas e o Rock and Roll???
Loira: - Não houve Rock and Roll, mas hão-de convir que o título ficou muito mais chamativo assim.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Como anda esta minha vida...

- Semana passada fui pedalar para a pista e "piquei-me" com dois gajos, não chegava um, queriam os dois ficar à minha frente. Queriam...

- Tenho imensos dias de férias acumulados, por isso até ir de férias (daquelas mesmo e a sério) todos os fins-de-semana são prolongados (há loiras com sorte).

- Ofereceram-me o livro "A Estrela do Diabo" de Jo Nesbo e nunca pensei prender-me tanto a um policial.

- Quando gosto muito de um livro, depois de acabar de o ler chego a ter saudades das personagens e estes dias tenho sentido falta de Elizabeth Bennet.

- Já me inscrevi nas duas grandes maratonas de Outono do norte.

- Não há nada que me faça pedalar tanto como um gajo do qual levo dois km de avanço, em sentido oposto me diga com cara de parvo "Eu já te apanho", esperei por ele sentada no banco de descanso do local de partida.

- Faltam três semanas de trabalho e depois vou de férias, a certa altura da minha vida deixei de marcar e planear as férias, sabem-me melhor assim, decididas nos últimos dias, ou mesmo no dia da partida.

- Tinha imenso trabalho atrasado mas empenhei-me tanto no que tinha de fazer (estar uns dias afónica ajudou a que ninguém me interrompesse) que pelo menos até ao final do mês estou a pensar em deitar-me no jardim da firma a apanhar banhos de sol, com o telefone numa mão e um callipo de limão na outra.

- Pela segunda vez consecutiva nas minhas pedaladas solitárias ao final do dia o meu MP3 ficou sem bateria, agora percebo exactamente o porquê de no ciclismo profissional considerarem a música uma espécie de estimulante.

- Este fim-de-semana promete, depois sou capaz de vos contar.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Avó...

Pensei em escrever-te quando partiste, fiquei imóvel a olhar o ecrã durante um bom tempo e não consegui, depois disso já me aconteceu o mesmo algumas, indeterminadas vezes. De cada vez que penso em escrever-te não consigo transformar este meu sentimento em palavras, talvez por ser demasido recente. Deixa-me triste não te fazer um post de despedida, mas tu sabes que não é fácil dizer Adeus sem me fazeres um carinho e dizeres que sou tão linda repetidas vezes, felizmente continuaste a fazer o mesmo até ao último dia. Hoje é o dia do teu aniversário e confesso que cheguei a pensar que poderia ser o último, mas nunca que já não estarias comigo. Poderia ser também o dia para escrever o tal post de despedida, mas decidi deixar isso para depois, Adeus ainda não se soa bem, hoje, até já...

Depois do último post e para quem tiver dúvidas sobre o porquê de eu estar apaixonada (Credo... nunca pensei escrever uma coisa assim)

Cenário: Depois de um jantar onde eu tinha bebido vinho a mais (era tão bom), no carro a caminho de um bar onde nos esperavam os nossos amigos:

Moreno: - Bebeste demais, estou sempre a dizer-te a mesma coisa, quando bebes muito depois não te calas (Com cara de mau) e eu fico sempre envergonhado.
Loira: - A sério? Mas estou calada agora.
Moreno: - Quando chegares ao bar vais beber um café.
Loira: (Caladinha, já que não tinha alternativa e a fazer beicinho)

No bar: O Moreno vai ao balcão e volta com uma cerveja para a Loira, dançam, divertem-se e a Loira só não fala mais porque a música está muito alta, mas canta, oh... se canta...

Dia Seguinte:
Loira: - Ontem vinhas a reclamar que tinha bebido demais, que tinha que tomar um café e quando vais pedir trazes-me mais cerveja, não percebi...
Moreno: - Estava a ver se entravas em coma alcoólico e te calavas de vez.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Post para gente apaixonada.

Há um lugar no mundo onde é mais quente no frio do inverno e onde compreendes o verdadeiro sentido da palavra conforto, onde o teu corpo encaixa na perfeição e te sentes segura, o teu abrigo, aquele colo, aquele abraço de corpo e alma que te faz sentir mais confiante que vai correr tudo bem, e que te apoia quando afinal correr tudo mal, nunca estás sozinha. Aquela mão que agarra firme a tua e te mostra o caminho certo a seguir, ou te segura quando caminhas com saltos de 15 cm numa calçada com buracos. Aqueles lábios que te beijam a face e te limpam as lágrimas quando elas teimam em cair ou que te beijam entre gargalhadas comuns. Há alguém que se cola na tua roda nas subidas mais difíceis e sobe ao teu ritmo para que fiques bem e depois te oferece a roda e te abre caminho nas descidas mais complicadas. Há alguém que está sempre lá, que te conhece todos os sorrisos, todas as sombras no olhar e pensa em ti em primeiro lugar. Há um lugar no mundo, onde é bom seres tu, aquele colo...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Agora que já falo tenho muito que explicar...

Adoro aquelas pessoas que quando lhe faço um gesto e digo um pequeno zumbido a informar que estou afónica fazem um ar super admirado seguindo-se com "A sério? Ai... coitada, mas como é que ficaste assim?", se pudesse falar faria um ar irónico e diria "Hello... estou afónica, queres que te explique agora porque é que não consigo falar?", como não posso faço um ar de enjoada e venho embora. Mas passemos ao que realmente interessa, vocês perguntam : Afinal Loira, como é que ficaste assim? E eu respondo:
Na sexta feira passada já tinha a garganta um pouco inflamada, tinha um jantar vínico e fui de boleia com um colega que levava o ar condicionado do carro ligado. Há quem diga que ter andado até de madrugada ao frio com um top sem costas e ter acabado a noite a dançar descalça com uma garrafa de cerveja numa mão e os sapatos vermelhos na outra aos berros a cantar ao tom música pode não ter ajudado, mas eu, vá-se lá entender porquê, continuo a achar que foi do ar condicionado.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Juro-vos que segui isto à risca:

No dia em que estás completamente afónica e não consegues dizer uma única palavra o teu horóscopo diário é "procure ser mais condescendente e evite impor o seu ponto de vista", e eu que estava a pensar fazer um belo de um desenho...

Sempre me disseram para olhar o lado positivo das coisas

E tudo na vida tem um lado positivo, pelo menos para quem tem sentido de humor. Isto de estar afónica, por exemplo tem imensas coisas positivas: No trabalho não preciso de atender as pessoas chatas do costume nem atender o telefone, o meu colega trata de tudo; como me sobra tempo já tenho quase o trabalho todo em dia; os assuntos afinal deixam de ser assim tão urgentes e podem ser tratados depois, quando a Senhora Dona Loira já puder falar. Na vida pessoal não preciso ter conversas da treta só para passar o tempo, faço um gesto a informar que estou afónica e já ninguém me pergunta como estou, nem comenta do tempo; fico muito sexy a sussurar, sim, porque não falo, mas consigo fazer um pequeno zumbido que os mais atentos vão concerteza perceber; mas o melhor de tudo mesmo é perceber que as pessoas mais importantes me olham atentamente e tentam mesmo entender aquilo que quero dizer e que há pessoas com as quais me faz imensa falta uma boa conversa. É o que vos digo, tudo na vida tem um lado positivo, por exemplo, a comunicação com vocês não sofreu qualquer tipo de alteração. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dos sorrisos...

Quando se passa tanto tempo sem sorrir, a partir do momento em que ele regressa, esse sorriso verdadeiro e espontâneo passa a ser o nosso bem mais precioso, tanto que devemos lutar diariamente para o manter. Para isso não o coloques nas mãos dos outros, torna-se muito frágil. Guarda-o no teu próprio coração, contempla os outros e o mundo com ele, mas ele é só teu, nas mãos dos outros é muito mais fácil perdê-lo. Guarda-o no teu coração e nunca mais deixes de sorrir, ficas linda a sorrir assim. Acredita em mim...

Vocês podem até nem acreditar em mim, mas digo-vos que sou A Mulher ideal

Em vez de perder horas e horas na Mango ou na Zara demoro-me por lá entre dois a quatro minutos e prefiro ir para a Sport Zone ou para a Decathlon ver as últimas novidades. De tanta convivência com o género masculino consigo manter uma conversa com eles sobre qualquer assunto, mesmo que o tema sejam mulheres. Em vez de trazer para casa a Caras ou a Happy Woman compro a Bike Magazine. De tempos a tempos apanho uma inflamação na garganta e fico afónica durante uns dias.
Perante isto resta-me reafirmar o título, sou mesmo A Mulher ideal, qualquer Homem que se preze sonha com uma companheira assim, principalmente com esta parte de ficar uns dias sem poder dar opinião sobre nada.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Muéstrame tus ojos...

Enquanto pedalava a Caminho de Santiago de Compostela fui visitar uma fonte que inexplicavelmente nos dá durante todo o ano água quente (mesmo muito quente, acreditem), por baixo tem uma espécie de tanque e reza a história que desde os tempos mais primitivos os peregrinos que viajavam a pé depois de lavar lá os pés melhoravam bastante e conseguiam fazer o restante caminho sem as terríveis dores provocadas por tantos km de caminhada (estive quase para testar a história enfiando lá a parte que mais me doía por causa do maldito selim mas tive receio de ser repatriada). A maior parte dos meus companheiros de viagem não quis parar na fonte, então ficaram à nossa espera num café um pouco mais à frente. Quando cheguei já estavam todos a comer e a beber cá fora e o café estava vazio, tirei só as luvas para conseguir pegar nas coisas e pagar, entrei completamente equipada, cumprimentei o senhor que estava ao balcão e perguntei-lhe se podia pegar num sumo da arca que estava do lado de fora, ele assentiu com um ligeiro gesto, eu peguei no sumo, perguntei quanto lhe devia e ele ficou parado a olhar para mim durante uns segundos  dizendo somente  "No me engañan, muéstrame tus ojos", espantada tirei os óculos e sorri, ele continuou a olhar-me fixamente nos olhos, voltei a perguntar quanto lhe devia, ele sorriu-me, respondeu-me, paguei-lhe, voltou a sorrir-me e tocou-me no braço, saí sem mais uma palavra. Não sei o que viu o tal senhor mas despiu-me mesmo ali, porque vim embora com a sede da curiosidade e a alma desnuda.


A imagem que o espelho nos reflecte pode mostrar a beleza da alma ou o peso da consciência.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

E por falar em Vacas...


Blog meu... blog meu... há na blogosfera gaja mais corajosa do que eu???

We'll Always Have... Blogosfera...

Por vezes adormecem-nos as paixões. Fica o livro durante dias e dias, por vezes meses, pousado como quem espera pacientemente, pela hora em que alguém lhe vai ler aqueles últimos capítulos de uma história já esquecida no meio de tantas outras bem mais reais que nos ocupam os dias. Fica o blog ao abandono sem ninguém para lhe preencher as "páginas" e para lhe dar vida, porque há tantas outras páginas para preencher. Confesso que várias vezes, por falta de tempo, por falta de inspiração pensei abandonar o meu blog definitivamente, apagar tudo e seguir com a vida sem esta minha parte, nunca tive coragem de o fazer. Confesso que por me ter apresentado a algumas pessoas do blog e por ter apresentado o blog a algumas das minhas pessoas há dias em que o blog não me serve para nada porque não posso escrever exactamente aquilo que quero, dá-se um jeito e escreve-se com duplo sentido, ninguém percebe a volta que quis dar ao texto e no fim escrevo exactamente aquilo que sinto. Por mais dias que passem, sejam semanas, sejam meses com esta minha paixão adormecida chega o dia em que a vontade de dar letras aos sentimentos e de descrever estados de alma através das teclas fala sempre mais alto. Por mais dias que passem sem pegar no tal livro chega o dia em que fico até de madrugada e não consigo adormecer sem terminar a última linha do último capítulo, sem saber o destino das personagens e imaginar-lhes um sorriso de despedida. Por vezes adormecem-nos as paixões, felizmente vocês estão sempre cá para mim, agradeço por isso, imagino-vos o sorriso.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Diário de uma Loira (ao pedal)

Ontem telefonou-me um amigo meu a combinar para umas pedaladas hoje, ao final do dia. Ando cheia de energia acumulada, tinha acabado de fazer 3 horas seguidas de aulas no ginásio e mesmo assim fiquei toda entusiasmada. Hoje voltou a ligar-me, eu perguntei se o encontro podia ser no ponto de partida mas ele diz que não, para o ir buscar ao café (devo ser uma gaja mesmo moderna para atravessar todo o centro da cidade só para buscar um gajo para pedalar). Acabadinho de montar na bicicleta e diz-me logo que quem manda é ele e que tenho de fazer o que ele quer (mau...já te estou a ver mal...), deixou-me aquecer, mandou-me para a roda dele (assim, uma ordem) e impôs um ritmo tão forte que morri logo na primeira subida (foda-se lá o gajo...), eu com a língua de fora e armada em forte não lhe larguei a roda (até chegar ao ponto de já nem conseguir falar para o avisar que não conseguia respirar), ele deixou-me recuperar e matou-me mais 4 ou 5 vezes num treino de séries que segundo ele é muito importante (credo...). Na volta exigiu-me que pedalasse acima dos 38 Km por hora durante 10 km seguidos, depois deixou-me descansar 2 km e voltou a impôr-me o ritmo dele até ao final (portei-me muito bem). Pelo caminho ainda me cruzei com a minha rival (gaja que sonha ficar à minha frente) no BTT, ela picou-se comigo (coisinha que me dá imenso prazer) e voltou a ficar para trás (temos pena, querida). Quando já sonhava com o banho quente e o merecido descanso ainda me obriga a fazer a última subida para ir com ele pelo café (outra vez...), como recompensa (???) por me ter portado à altura dele foi buscar um fino para cada um (como se eu fosse UM deles), bebeu o dele, bebeu o meu, veio acompanhar-me quase até casa e depois foi embora com a promessa de voltar a ligar-me brevemente (por favor, não faças isso). Eu, mal me consigo mexer, tive de comer um chocolate e tomar um café para conseguir escrever o post até ao fim e depois daquela despedida acho que vou trocar o número de telemóvel, ou isso, ou alguém que me ensine a ressuscitar.


Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas...

Clarice Lispector

segunda-feira, 18 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012



"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

Antoine de Saint-Exupéry



Hoje nasceu-me mais uma estrela...

terça-feira, 12 de junho de 2012

A Compostela

Mais que o certificado de peregrino, um sonho realizado, uma amizade reforçada, um agradecimento, um orgulho, um amor para sempre, uma lágrima, muitos sorrisos.

Palavra-chave:

DETERMINAÇÃO (e vou espetar com isto aqui a ver se não me esqueço), DETERMINAÇÃO, DETERMINAÇÃO, DETERMINAÇÃO...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Adivinhem quem voltou...

Ontem cheguei ao conforto de casa já tarde e gostava de vos ter escrito logo um post a contar como foi a viagem e O Caminho, depois de 3 dias inteiros a pedalar entre a minha cidade e Santiago de Compostela e 312 Km depois o que mais me custa em escrever não é cansaço nem o excesso de trabalho acumulado. Não vos escrevi ontem e não vos escrevi hoje pela manhã apesar de ter a página de Nova Mensagem aberta durante um bom tempo. O que não consigo é passar para palavras todo este sentimento que O Caminho nos provoca, todas as explicações parecem tão pouco. Durante o percurso são vários os contratempos que vão surgindo, um calor excessivo no primeiro dia, um sol demasiado quente no nosso corpo em esforço, algumas avarias nas bicicletas, a fome e a sede, a chuva no segundo dia, o frio, a falta de mais roupa confortável para seguir viagem, ficamos perdidos no meio do monte, ficamos perdidos no meio de uma grande cidade, ficamos cansados fisica e psicologicamente, o desconforto de tantas horas em cima da bicicleta com o peso daquilo que necessitamos nas costas, a dor no rabo de tanto tempo sentados no selim. O que não vos sei explicar é que vamos buscar apoio e forças não sei bem onde e naqueles 5 ou 6 Km que faltam o corpo deixa de doer, como que por milagre e o sentimento da chegada invade-nos a alma como um milagre ainda maior. A boa notícia é que ao contrário da minha última viagem os meus joelhos portaram-se lindamente (vou enchê-los de beijinhos mal consiga alongar como deve de ser) e as pernas pedalavam tão bem que chegava a parecer que era aquele o movimento natural delas e que faziam parte da bicicleta, agora sem medo um dia destes já posso cumprir o meu sonho maior e atravessar toda a Espanha no Caminho Francês de Santiago.


 Dia 01/06/2012, a saída
 Dia 01/06/2012, a chegada a Vila Praia de Âncora
 Dia 02/06/2012, depois do conta Km a 0 pela manhã, a chegada a Pontevedra.
Dia 03/06/2012, depois de mais uma vez, o conta Km a 0, a chegada a Santiago de Compostela.

Agradeço todo o Vosso apoio, pode parecer estranho, mas ajuda muito.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cheguem-se aqui à Loira que eu preciso de muita força e energias positivas

Há quem vá por desporto, para testar capacidades físicas, pelo espírito, pela mente, por fé, por convicção, pelo companheirismo, pela diversão, pela amizade, pela Equipa, por amor... Eu vou pela junção de todos os motivos possíveis e imaginários, simplesmente vou e estou muito feliz por isso.
É a segunda vez que faço O Caminho, só quem já o fez percebe tudo o que se sente, não vai ser fácil, mas eu acredito que mesmo com algum (muito) sacrifício eu consigo, a Equipa consegue.
Amanhã, a esta hora estarei a pedalar a caminho de Santiago de Compostela pela costa (e pelo monte, obviamente), espero chegar lá 3 dias e mais de 300 Km depois. 



Fiquem comigo...

terça-feira, 29 de maio de 2012



"Amanhã fico triste,
Amanhã.
Hoje não.
Hoje fico alegre.
E todos os dias,
por mais amargos que sejam,
Eu digo:
Amanhã fico triste,
Hoje não.
Para Hoje e todos os outros dias!!"


Encontrado na parede de um dormitório de crianças do campo de extermínio nazista de Auschwitz.

A Loira e os outros - 2

Não sei se já vos disse mas cortei o cabelo, a primeira coisa que faço quando saio da cabeleireira é pegar no telemóvel e ligar ao Moreno:
Loira: - Coração, é só para avisar que fiz um corte radical, quando chegares não te assustes.
Moreno: - Radical como?
Loira: - Vais adorar (com uma gargalhada).
Moreno: - Acho que só apareço amanhã.
Loira: - Ah???
Moreno: - Como vamos andar de bicicleta já te vejo com o capacete.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Loira e os outros - 1

Tenho um amigo que me diz algumas vezes que a primeira impressão que teve acerca de mim, quando me viu e depois quando me conheceu foi que eu era uma grande maluca. Este fim de semana deu-me a louca e cortei o cabelo curto de um lado e mais comprido de outro (por acaso fiquei muito gira), quando o Zé me viu:
Zé: - Tchiii... que penteado maluco...
Loira: - Então não és tu que dizes que sempre me achaste uma grande maluca?
Zé (coloca-me a mão no ombro, olha-me muito sério nos olhos): - Vera, deixa que te diga, ainda não me desiludiste.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

E porque hoje é sexta-feira...


Quanto mais depressa se passar pelos obstáculos, menos probabilidade há de cair.

Que o blog ajude a mudar algumas mentalidades

Orgulho-me de viver numa cidade que incentiva os cidadãos à prática e ao gosto pelo desporto, gosto que aqui se acolham eventos conhecidos a nível nacional, é bom ver como as pessoas vivem estes momentos e apoiam os atletas. Mas o que me deixa mais feliz é saber que não preciso de me enfiar todos os dias no ginásio, tenho mesmo ali uma pista de cicloturismo fantástica que completa mais de 30 Km e da qual sou adepta. Para quem está todo o dia fechada no escritório não há nada melhor para o corpo e para a alma do que pegar na bicicleta, levar com o vento na cara e respirar a natureza. Gosto do ambiente da pista, pessoas a pedalar, a correr e a caminhar ao ar livre.
O lado negativo são algumas pessoas que além de mentalidades retrogradas não têm civismo nem respeito pelos outros e aqui não estou a falar só da pista, mas em termos gerais. Para começar, na estrada são poucos os automobilistas que cumprem as regras de trânsito quando se trata de uma bicicleta. Eu acho que tenho tanto direito de passar ali de manhã, quando vou trabalhar de carro, como ao final do dia, quando vou para a pista ou como em qualquer outro dia e circunstância, mas as pessoas acham que não e esquecem que a nossa vida neste veículo fica muito frágil. Todos os dias temos notícias, via facebook de colegas que sofrem acidentes muito graves. Já na pista, deparo-me diariamente com pessoas em grupo, que não querem saber de interromper a conversa para evitar uma possível queda, com pessoas que vão passear os seus cães, mas se esquecem da trela em casa e até com pais e mães que deixam os filhos correr livres e sozinhos como se eles próprios não corressem um grande risco.
Perante isto e já que tenho um espaço público onde é possível que alguém, algures, algum dia me possa ler, aproveito para pedir que se lembrem de mim e que respeitem os ciclistas, eu sei que em tudo na vida há excepções, mas eles normalmente cumprem as regras de trânsito, já que isso lhes pode custar a vida (ou na pior das hipóteses, a bicicleta).

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os senhores das duas rodas adoram-nos


Aqui a vossa Loira e a amiga Morena além de brilharem pelas montanhas ao pedal, brilharam também no Paddock do Enduro como a melhor claque de sempre em provas a nível nacional (e quem sabe, de todo o norte). No final todos nos queriam oferecer a camisola, é o que vos digo, os senhores das duas rodas adoram-nos, mas provavelmente são todos feios e as camisolas estavam mesmo muito sujas. O mais importante é que fizemos um grande amigo muito feliz.

Contrato de vida a termo incerto

PRIMEIRA OUTORGANTE: Vera, a Loira.
SEGUNDO OUTORGANTE: Vida
PRESSUPOSTOS DA CELEBRAÇÃO DESTE CONTRATO:
1 - A Primeira Outorgante, tem como objectivo a continuação do projecto inicial que consiste basicamente em ser feliz.
2 - No exercício da sua actividade e devido a um considerável aumento de contratempos há necessidade de organizar alguns tópicos para a continuação de uma boa convivência entre as partes.
CLÁUSULAS:
1 - O presente contrato é celebrado a termo incerto e até que a primeira outorgante veja necessidade na sua alteração.
2 - A primeira outorgante compromete-se a desempenhar as suas funções para o bom funcionamento da actividade inicial, conforme mencionado supra.
3 - A segunda outorgante compromete-se a cumprir todas as cláusulas acordadas no presente contrato.
4 - A segunda outorgante jamais poderá opor-se ao propósito inicial da primeira outorgante ficando desde já obrigada ao cumprimento de todas as exigências designadas pela primeira outorgante.
5 - A segunda outorgante poderá enviar alguns problemas para a primeira outorgante resolver, mas comprome-te desde já a enviar só um de cada vez.
6 - A primeira outorgante fará tudo para os resolver o mais depressa possível, mas pede um período de férias até ao próximo, cuja fixação e duração são reguladas por a mesma.
7 - A primeira outorgante tem também direito a dois dias de descanso semanal.
8 - A segunda outorgante contribuirá para a felicidade de todos os que a primeira outorgante o exigir, nomeadamente família, amigos e leitores do blog.
9 - A segunda outorgante compromete-se também em proporcionar condições para a primeira outorgante poder ajudar todos os que lhe solicitem ou que ela ache necessário.
10 - A segunda outorgante promete jamais deixar que roubem à primeira outorgante a capacidade de sonhar e a inspiração.
11 - Em tudo o que for omisso neste contrato aplicar-se-ão as normas da imaginação da primeira outorgante.

Por ambos os outorgantes o acharem conforme publica-se assim este contrato / post.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Testado e comprovado:

"Só saberás o quanto és forte, quando ser forte, se torna a tua única opção."

sexta-feira, 18 de maio de 2012

E porque hoje é sexta-feira...


Por mais difícil que seja a subida, não desistam antes de chegar ao topo.

Coisas minhas...

Parece-me que há entre nós uma espécie de cortina de tecido fino, transparente e colorido. Consigo olhar-te daqui, do outro lado da janela, mas não consigo ver-te com a mesma nitidez de quando não havia janela nem cortinas. E o tecido de que foi feito a cortina parece tornar-se cada vez menos fino, cada vez menos transparente, mais opaco. E nenhum de nós se dá ao trabalho de abrir as cortinas e deixar o sol entrar no mundo do outro. Quero ver daqui o azul do teu céu.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Braço de Bttista:


Como eu sofro...

Vera, a Loira: A traumatizar criancinhas desde 1752 e mães desde o mês passado

O Álvaro é filho de uma das minhas primas e vivem na minha rua, no tempo em que estava na moda a famosa vuvuzela ele infernizou a vida a toda a vizinhança com aquele barulho horrível a qualquer hora do dia ou da noite. Várias vezes o tentei convencer que aquilo não tinha piada nenhuma, mas ele achava que tinha e eu já estava a ficar maluca. Há uns tempos atrás comecei a ouvir diariamente o mesmo barulho e confesso que fiquei assustada, o caos ia começar novamente. Quando o vi a brincar com os gatos lá em baixo fui logo ter com ele e tentar convencê-lo de que a vuvuzela estava ultrapassada e que eu precisava de um bocadinho de silêncio quando estou em casa, ao que ele me responde "Mas Vera, eu nunca mais tive uma vuvuzela, ando é a aprender a tocar saxofone". Confesso-vos que a pobre criança tem muito que aprender, eu bem lhe tentei pedir desculpa, mas ele fez um beiço enorme e não me passou mais confiança.
Agora lembrei-me que enviei no mês passado uma viola para o meu afilhado, com esperança de que um dia ele toque para mim, mas assim de repente, começo a ficar com pena da mãe dele, o puto só tem cinco anos, acho que o destino da viola não vai ser exactamente ele aprender a tocar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Do pedal para o blog - 5 (As coisas que me vão acontecendo por aí e que vale a pena partilhar convosco)

Hoje ninguém trabalhou de tarde e fomos dar uma volta de bicicleta, não correu muito bem, demasiado calor, um furo, duas quedas e meia e um casal a acabar o "serviço" no meio do monte. Apanhamos o homem literalmente de calças na mão. Provavelmente estão muito apaixonados, mas digo-vos uma coisa, não há paixão que resista a um slip daqueles, se um homem se despisse à minha frente com uma roupa interior daquelas eu fugia a correr e aos gritos com as mãos agarradas à cabeça. Pelo menos tinham uma vista fantástica, estavam no cimo da montanha e podiam ver a barragem rodeada de verde. Um dia destes também vou lá em cima, mas com um slip como deve de ser, claro está.

sábado, 12 de maio de 2012

Não sei como me escapou isto mas ainda não fiz nenhum post sobre o sol (título com tom irónico mas post muito sério)

Finalmente chegou o sol. Adoro, adoro, adoro. Adoro o sol, adoro o calor, adoro os dias grandes e adoro o Verão (A explicação aqui)
- Fico com o cabelo mais loiro, mais brilhante e com os olhos mais verdes (só não vos falo nas sardas senão tenho de ir ali cortar os pulsos e isso era uma chatice porque já não conseguia acabar de escrever o post).
- Fico linda de morrer bronzeada, juro que fico mesmo gira (principalmente lá para o final de Setembro, altura em que normalmente consigo um bronzeado mais ou menos uniforme, até lá ando com as pernas morenas dos calções até á meia e com os braços desde a manga curta até á luva, enquanto o resto do corpo, as mãos e os pés continuam brancos. Isto é verdade, o Verão passado fiquei mesmo assim. BTTista sofre...).
- Posso pedalar as vezes e os km que me apetecer sem ter que pensar no mau tempo e na chuva (a minha única e verdadeira preocupação em voltar para casa é uma marca branca á volta dos olhos e do meio da testa para cima. Culpa do bronze, dos óculos e do capacete. Isto também é mesmo verdade, o Verão passado também fiquei assim. BTTista sofre muito...).
- Não preciso pensar em fazer uma dieta porque com o calor perco completamente o apetite, só me apetece comer praticamente fruta, salada (e uns 5 a 6 gelados por dia).
- As minhas mamas ficam maiores (sem lado negativo, obviamente).

sexta-feira, 11 de maio de 2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Diz-me como escreves, digo-te quem és (ainda sobre a "tal" gente que escreve)

Cenário: O dia nasce com um sol luminoso e quente depois de muitos dias de chuva. A blogosfera acorda para a vida.


- "Hoje está finalmente um dia lindo de sol, esperemos que tenha vindo para ficar" - Escrevem os que não têm nenhum post planeado e não fizeram nada de intereressante desde o dia/s anterior/es.

- "Está um dia lindo de sol, aproveitem porque já fui confirmar e parece que é mesmo sol de pouca dura" - Escrevem os que gostam de dar as notícias em primeira mão.

- "O sol quando nasce é para todos." (Acompanhado de uma bela fotografia do sol) - Escrevem os fotógrafos.

- "Está muito calor para andar de gravata" - Escrevem os empresários.

- "Finalmente chegou o sol, posso ir treinar para a rua" - Escrevem os desportistas.

- "Queridos seguidores, finalmente chegou o sol, preparem-se para ver todas as peças que comprei nos últimos dias e ainda não tive oportunidade de vestir" (Acompanhado de uma fotografia com o look do dia, último grito na moda) - Escrevem as Fashion Bloggers.

- "O sol nasce brilhante / Veio só para te ver / Pelo mesmo motivo nasci eu / Só para te conhecer" - Escrevem os poetas.

- "Com este sol tão quente vou dar uma boa pinocada com a vizinha do 2.º Esquerdo" - Escrevem os Sexo Bloggers (não sei se é o termo certo).

- "Finalmente chegou o sol, posso ir passear com a minha princesa para o parque" - Escrevem as mamãs.

- "Com este calor fantástico vou publicar várias saladas e pratos leves para vos mostrar" - Escrevem as cozinheiras.

- "Ai... credo, com tanto calor ainda vou ter um colapso, não aguento mais, já me dói a cabeça, nem consigo trabalhar" - Escrevem as deprimidas.

- "Queridos seguidores, agora que finalmente o sol resolveu aparecer tenho montes de planos para o fim-de-semana, nem sei por onde começar, por favor, deixem-me sugestões" - Escrevem as indecisas.

- "Hello Sunshine!!!" (Acompanhado de uma bela fotografia de pés descalços na areia) - Escrevem as inspiradas.

- "Eu gosto é do verão, de passear de prancha na mão... (Acompanhado do video clip da respectiva música)" - Escrevem os musicais.

- "Finalmente chegou o calor, já posso ir para a praia passear com o D. e comer um gelado" - Escrevem as românticas.

- "A quinta-feira começou com sol, a norte ainda aparecem algumas nuvens pela manhã, mas ao longo do dia o sol vai brilhar por todo Portugal continental, as mínimas são de 17ºC e as máximas de 29ºC. Na madeira o sol também brilha, mas nos Açores continua a chover torrencialmente." - Escrevem os cientistas.

- "Só me faltam dois dias para acabar os exames e depois posso aproveitar este sol durante três longos meses" - Escrevem os estudantes.

- "Com um sol destes lá fora já não aguento estar aqui fechada dentro do escritório" - Escrevem as admnistrativas.

- "A minha pele arde quando me tocas, os meus olhos não param de brilhar quando te observo, quero sentir-te em cada poro do meu corpo. Sol..." - Escrevem as sonhadoras.

- "Protejam a natureza se querem que o sol volte a nascer. Perceberam?" - Escrevem os activistas.

- "Finalmente vou perder um pouco de apetite, com este calor" - Escrevem as que estão a fazer dieta.

- "Por favor, com este tempo fantástico se decidirem passar uns dias na praia não abandonem os vossos melhores amigos" - Escrevem os protectores dos animais.

- "O sol demorou a aparecer, acho que a culpa é do governo e do aumento nos impostos, acreditem que este facto se vai reflectir na economia" - Escrevem os preocupados com a nação.

- "Está um dia lindo por Lisboa, mas estou a entrar no avião para Londres, nem acredito que lá está um tempo horrível, ainda na semana passada quase morri de frio por lá, mas depois vou para Paris, espero que o tempo por lá esteja perfeito para pelo menos poder tirar umas fotos para vos mostrar" - Escrevem as viajadas.

- "Obrigado blogosfera, se não fossem vocês nem reparava que estava sol" - Escrevem os humoristas.

- "Foda-se para isto, já não posso ler post's sobre a merda do sol e da vidinha delas" - Escrevem os rabujentos.

- "Ai... Não querem ler sobre o sol não venham cá, o blog é meu e eu escrevo sobre o sol durante uma semana seguida se me apetecer, não gostam não venham cá, é melhor do que estar aí a criticar seus anónimos inúteis e imbecis" - Sem comentários.

- Nenhum post sobre o sol (Blogger com uma vida super interessante e ocupada que passou imenso tempo a fazer qualquer coisa de útil pelo país, tipo, pensar numa folga para aproveitar o sol)

- Post sobre as várias perspectivas de um simples dia de sol - Escreve A DESOCUPADA.

Gosto de gente que escreve...

Gosto cada vez mais de gente que escreve, acho que têm uma forma de vida diferente, uma outra perspectiva do mundo. Gente que olha em volta e consegue transformar emoções e pensamentos em palavras que nos transmitem sentimentos. Gosto de gente que escreve, independentemente se coloca o ponto final, a vírgula e a acentuação sempre correctamente. Gosto de gente que comunica, que descreve, que sonha através das palavras. Gosto de gente que cede os seus pensamentos mais banais ou os seus assuntos mais complexos. Gosto de gente inspirada, que dá de si e do seu mundo. Gosto cada vez mais de gente que escreve...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Próxima Meta...

Estico-me assim nas pontas dos pés e de cabeça erguida no alto da minha segurança para alcançar no horizonte os caminhos que já percorri um dia e que me fizeram atingir a meta mais difícil e esperada de sempre. É hora de tentar alcançar o mesmo destino, tento recordar-me daqueles trilhos de solo e de vida e fico com dúvidas porque não sei se foi lá que me encontrei ou se foi lá que me perdi...

Definição...

Dói e arde cá dentro, como se nunca fosse parar de doer, como se fosse impossível de se extinguir este fogo, esta ânsia. Torna-se uma prioridade, muda-nos o mundo, muda-nos a vida, deixa-nos dependentes, viciados, por vezes atrofiados. É estranho, é forte, não tem explicação, não tem definição, aumenta de dia para dia, torna-nos loucos, de uma insanidade indecifrável. Fazemos tudo e tudo é tão pouco porque queremos muito mais. Dói, continua a arder, é assustador para uns, mas para outros assusta mais quando já não dói, porque um dia acordamos de manhã e a chama já se apagou. E afinal tanto era tão pouco e caem por terra as expectativas de que dói para sempre, porque é isso que dizem os livros, que é para sempre. Afinal já não dói, a vida continua e já não precisa de definição, porque são só memórias.

domingo, 6 de maio de 2012

Para as mães...

Para as mães que foram as melhores amigas numas situações, e as piores inimigas noutras. Para as mães que nos deram tudo e que nos tramaram naquele sábado á noite. Para as mães que nos conhecem, que nos compreendem e que são inflexíveis em certos momentos, deixam de nos conhecer e de nos compreender. Para as mães que são tão chatas, mas que nos oferecem todo o coração e o melhor abraço do mundo. Para as mães que nos obrigaram a comer aquilo que não queriamos, a ir para a cama cedo e a desligar a televisão ou o computador sempre no momento errado. Para as mães que dão sermões, que dão puxões de orelhas, que se preocupam demasiado, mas sempre do tamanho do seu amor. Para as mães que disseram não com toda a convicção do mundo mas que ficaram com o coração bem mais triste que o nosso. Para as mães que têm a capacidade de fazer a mesma recomendação um milhão de vezes. Para as mães que querem o melhor para nós, mesmo quando não têm a capacidade de perceber aquilo que realmente queremos. Para as mães que passaram exactamente pelo mesmo que nós mas nem sempre nos podem apoiar. Para as mães que nos tratam como crianças para sempre. Para as mães que compreendem tão bem aquilo que sentimos pelos nossos filhos. Para as mães que deveriam ser eternas, porque a vida sem elas é muito mais pobre. Para as mães que não são perfeitas, mas são sempre as melhores porque são as nossas, para sempre... E... Mãe, compreendo-te cada vez melhor e agora sei que deveria ter-te ouvido mais vezes.