segunda-feira, 22 de julho de 2013

Amantes de cinema cheguem-se aqui à Loira

Este é um dos filmes da minha vida, penso que brevemente se tornará ainda mais especial. É um filme sobre O CAMINHO que vou fazer daqui a três semanas. Este é um filme especial porque não nos mostra O Caminho como um roteiro, não nos fala da história do Caminho, das dificuldades, das altimetrias ou simplesmente das recomendações para fazê-lo em segurança. É um filme que nos mostra a outra parte, o que leva as pessoas a fazer o Caminho, essa parte sobre a qual ainda não vos consigo escrever, talvez um dia consiga, talvez nunca chegue a conseguir. Há sentimentos indescritíveis.
Se puderem vejam "The Way", não por eu ir fazer O Caminho, mas porque é um óptimo filme. Se por acaso o virem lembrem-se de mim, afinal é naquele comboio que vou chegar a Saint Jean Pied de Port, é aquela ponte que tenho de atravessar para partir no primeiro dia, são aquelas montanhas que tenho de subir, é aquele chão que vou percorrer.






Um filme fantástico, não só para os amantes de cinema como para os amantes da vida.

Loira e as novas tecnologias...

Alguem me explica como raio se coloca acentuacao no teclado do meu tablet novo? Agradecida.

sábado, 20 de julho de 2013

Estou aqui a ver os últimos km da etapa de hoje na Volta à França e lembrei-me de uma coisa.

Esta semana Carlos Sá participou e venceu aquela que muitos consideram a prova mais extrema do mundo, percorreu 217 Km em cerca de 24 horas e levou muito longe o nome do nosso país. Também Rui Costa, vencedor da volta à Suiça tem elevado as nossas cores e a nossa garra na volta à França, vencendo duas etapas nesta última semana. Estes são só dois exemplos entre muitos no nosso país. Eu gostava que por cá os apoios, os patrocínios, a importância e os destaques na imprensa nacional se dirigissem menos aos meninos que jogam com uma bola e muito mais aos Homens que jogam com as duas.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sinto-me como que a perder a identidade...

Sempre que ando de bicicleta visto umas meias até ao joelho, no Inverno ajudam-me a não ter tanto frio e no Verão protegem-me dos arranhões do mato, além de que são giras que se fartam. Tenho meias de todas as cores e feitios e são uma espécie de imagem de marca uma vez que algumas pessoas me conhecem ou me reconhecem por causa delas, todos comentam as cores e os feitios das meias, dão muito que falar e já me fizeram passar por cenas dignas de uma novela. Agora, durante O CAMINHO vou ter que as deixar. Primeiro, porque segundo me consta o calor em certos sítios vai ser quase insuportável e as minhas queridas meias vão tornar-se desconfortáveis. Segundo, porque como são grandes ocupam muito espaço na bagagem e como vos disse num dos posts anteriores a autonomia total obriga-me a escolher o que é essencial para levar. Terceiro, e não menos importante, porque o meu querido Moreno, lindo que só ele, ofereceu-se para carregar o alforge (bagagem) mais pesado (não é que tenha outra opção) e como durante O Caminho há vários pontos míticos onde os peregrinos costumam deixar alguns bens pessoais ou uma pequena pedra que transportam com eles durante todo O Caminho, ele já me avisou que se eu pensasse sequer em levar a merda das meias as minhas queridas meias deixava uma em cada um desses pontos. Resta-me deixá-las por terra, dar-lhe um pouco de destaque e dizer: Queridas meias, vou ter saudades vossas.

Sou a coisa mais doce... mais apetitosa... mais deliciosa... que há por aqui...

Pelo menos é só assim que consigo explicar o facto de todos os bichos com que me cruzo no monte resolverem provar-me. Já estou habituada a algumas picadas de insectos, a engolir uns mosquitos de vez em quando enquanto pedalo a alta velocidade, isso e a alguns animais voadores não identificados a baterem-me com uma força tremenda no capacete, ou na testa, ou no pescoço, já me costumo cruzar com uns cavalos selvagens aqui, uma vacas ali e uns coelhos bravos acolá, uns esquilos, umas cabras, uns ouriços, mas sinceramente nos últimos dias todos resolveram atacar-me, tenho picadas por todo o corpo e só no mesmo dia, logo a começar o treino tive um encontro imediato de 3.º grau com uma abelha que me espetou o ferrão na minha linda barriga, a seguir vou toda contente e piso uma cobra, quase morri do coração quando me apercebi que era uma cobra, pisei-a mesmo ao meio, era enorme e gorda (protectores dos animais não se preocupem que a cobra não morreu) e quando finalmente já vinha embora para casa ainda me cruzo com uma raposa, ela bem podia ter fugido, afinal não é todos os dias que se encontra uma Loira meio maluca a pedalar, mas não, ficou ali parada a olhar-me, a desafiar-me com um ar desconfiado. Se por acaso eu voltar a desaparecer da blogosfera e não vos avisar é melhor começarem a procurar-me não vá dar-se o caso de o Lobo Mau me comer.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Autonomia total...

Já fiz algumas viagens de bicicleta e já fiz algumas vezes O Caminho, como já vos disse, mas sempre com uma organização envolvida, temos que pedalar muitos Km, é certo, mas somos só nós, a bicicleta e uma mochila com algumas coisas essenciais para passar o dia. Quando chegamos ao hotel onde vamos pernoitar temos uma carrinha à nossa espera com a nossa mala com tudo o que precisamos lá dentro, tudo o que precisamos e mais alguma coisa, temos a roupa para os dias seguintes, casacos e impermeáveis, caso a temperatura mude, comida para meter na mochila para o dia seguinte e o outro, medicação, roupa para jantar à noite, cremes, maquilhagem, e admirem-se, no meu caso até uns saltos altos que dão sempre algum estilo à coisa. Quando partir, daqui a pouco menos de um mês para fazer O Caminho Francês de Santiago, tenho que levar comigo tudo aquilo de que posso precisar para todos os dias em que vou pedalar e tenho que transportar todo esse peso comigo durante todos os dias, todos os Km dO Caminho. Acho que O Caminho vai ensinar-me muitas coisas, a primeira será a escolher o que é de facto essencial para sobreviver.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais um post sobre O Caminho, ficam já avisados que isto vai continuar: Preparação física.

Quero fazer O Caminho já há alguns anos, é um sonho antigo, daqueles que nos parecem quase inalcançáveis, mas no fundo só temos que nos propor a realizá-lo, planear e ir. Um dos receios maiores é a preparação física, por muito bem preparados que estejamos na minha opinião nunca estamos realmente preparados, são muitos dias seguidos a pedalar. No início deste ano, por motivos de força maior, tive que parar de andar de bicicleta praticamente três meses, o que me deixou em baixo de forma e ainda com mais receio de avançar com isto. Mas desistir de um sonho é mais difícil do que continuar com ele, conheci entretanto um profissional, uma lenda do ciclismo nacional que me fez planos de treino rigorosos que eu cumpri e estou a cumprir à risca. Desde o dia em que me decidi a fazer O Caminho já pedalei centenas de Km a controlar o ritmo cardíaco, os minutos, as cadências e essas merdas todas que os profissionais fazem e que é uma grande seca porque o que eu gosto mesmo é de passear de bicicleta. Tive calor, tive frio, doeram-me as pernas, tive sono, tive fome, tive sede, fiquei cansada, abdiquei de fazer outras coisas, muitas coisas mas fui treinar sempre, pensei sempre que fazer O Caminho, cumprir o meu sonho era mais importante. Se valeu a pena? Não sei. Se estou preparada fisicamente para fazer O Caminho? Acho que não. Como vos disse são muitos dias, muitos km em cima da bicicleta, a certeza que tenho é que estou mais confiante, mas também sei que vou passar dias difíceis, que vai doer, um dia vai doer uma coisa, no dia seguinte vai doer outra e vai haver dias em que vai doer tudo. Nunca estamos totalmente preparados, mas tenho planos para acabar de me preparar enquanto pedalo nO Caminho. A preparação física é importante, mas sempre achei que a força psicológica e a coragem de avançar é ainda mais importante.

terça-feira, 16 de julho de 2013

O(s) Caminho(s)...

Há caminhos de Santiago traçados por toda a Europa, com certeza todos vocês já passaram por as setas amarelas, pela estrela de Santiago ou por placas indicativas do Caminho. Eu já fui a Santiago três vezes, sempre por caminhos diferentes mas relativamente perto, comparado com a viagem que vou fazer agora. Em 2010 parti de Chaves para apanhar a Via de la Plata que tem origem em Sevilha, depois de passar a primeira noite em Ourense e a segunda em Silleda cheguei a Santiago de Compostela ao terceiro dia. Em 2011 parti da minha cidade rumo a Braga e depois a Vila Praia de Âncora, onde passei a primeira noite, na segunda fiquei em Pontevedra e mais uma vez cheguei a Santiago de Compostela ao terceiro dia, estava feito O Caminho da Costa. Em Junho de 2013, há relativamente pouco tempo, parti novamente da minha cidade rumo a Braga e ao final do primeiro dia estava em Ponte de Lima, no segundo dia cheguei a Pontevedra e no terceiro a Santiago de Compostela, este é o caminho Português mais tradicional. Cada um destes caminhos tem cerca de 250 Km, o Caminho da Costa tem cerca de 350 Km. O Caminho Francês, que vou fazer daqui a mais ou menos um mês tem cerca de 800 Km, quem vai fazê-lo a pé tem de tirar no mínimo 31 dias e quem vai fazê-lo a pedalar, como é o meu caso, tem de tirar no mínimo 13 dias, há quem faça O Caminho em menos dias, mas para aproveitar a viagem, dizem os especialistas estes são os dias necessários. Vou sem planos de quantos dias e de quantos Km fazer por dia, vou ao sabor da viagem.


Esta foto foi tirada na última viagem a Santiago, aqui estamos a subir a Labruja, a serra depois de Ponte de Lima, eu diria que é o maior obstáculo deste Caminho, se conseguirem ver uns calções azuis e uma meias rosa sou eu. Esta é a seta que nos guia durante todo o Caminho, em todos os Caminhos.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Durante os próximos tempos isto é bem capaz de tornar-se num blog dedicado a uma certa viagem que vou fazer.

Queria contar-vos sobre isto mais perto da data, queria falar-vos dos pormenores, das dificuldades e da importância da viagem mesmo antes de partir, mas não consigo, há coisas demais para dizer, quero documentar tudo isto detalhadamente, esta vai ser A viagem da minha vida, pelo menos até agora que eu ainda espero ter uma vida muito longa, cheia de aventuras. Mas, como dizia, comprei o bilhete de ida com um mês de antecedência e ainda bem que não decidi comprá-lo antes, porque desde que o tenho em mãos a ansiedade é tanta que não consigo pensar em muito mais, por isso esta minha necessidade de escrever, de contar-vos tudo.
Dentro de um mês vou partir com destino a Saint Jean Pied de Port nos Pirenéus, eu, mais três pessoas e quatro bicicletas, o bilhete, como vos tinha dito é só de ida, o regresso será a pedalar, depois de atravessar os Pirenéus vou percorrer toda a Espanha a pedalar até Santiago de Compostela, é O Caminho Francês de Santiago, um dos meus grandes sonhos, a rota que está traçada em azul no mapa que se segue e nos próximos tempos vou falar-vos muito sobre isto.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Confessem lá, além de estarem a morrer de saudades minhas também estavam a morrer de saudades da minha bicicleta...


Nós tínhamos mesmo muitas saudades vossas...

Vou realizar um sonho...

Primeiro desejei um dia vir a fazê-lo, mas um dia é longínquo demais e parece sempre que não é certo. Depois dispus-me a fazê-lo, por vezes não temos só que desejar, é preciso pensar nos sacrifícios, é preciso ter vontade de avançar apesar de tudo, oiço muitas vezes pessoas a dizerem "gostava tanto de fazer..." mas gostar ou querer não chega, é preciso avançar. Planeei cada pormenor, pensei em tudo, ficou para este ano, mas ainda assim parecia tão longe, parecia que demorava ainda tempo suficiente para poder não acontecer. Marquei uma data, caramba, tinha uma data, já não era só a vontade, estava decidida em concretizá-la. Hoje fui comprar o bilhete, é uma viagem, já tenho o bilhete, agora é palpável, caramba, tenho ali o sonho guardado na agenda, mesmo ao meu lado, é só esperar mais um bocadinho. É palpável, tenho um frio na barriga e o coração aos pulos. O bilhete é só de ida, um dia destes conto-vos tudo.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Hoje não consegui segurar nas palavras...

Vão ser as primeiras férias de que me consigo lembrar que vou passar sem livros. Normalmente levo mais do que aqueles que consigo carregar e trago sempre mais alguns. Este ano não posso levar nem um livro, isto está a deixar-me louca. Leio quase como se fosse toxicodependente e soubesse que este é o último dia em que posso consumir, leio como se amanhã me fossem levar para uma clínica de recuperação, leio como se já estivesse de ressaca. Consumo cada palavra, embriago-me com as histórias, aproveito cada segundo do meu tempo, diariamente leio até os meus olhos se fecharem sem eu perceber, de tão cansados...

Ler, entre outras coisas, rouba-me algum tempo que tinha para escrever, mas por outro lado, inspira-me. Resolvi regressar. Hoje não consegui segurar nas palavras... Nisto, do blog, ao contrário de na vida sou inconstante. Resolvi regressar, pelo menos por hoje, não consegui segurar nas palavras...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mãe, estive aqui...


"Nunca avalie o tamanho de uma montanha até ter atingido o topo. Então verá quanto pequena ela era."

quarta-feira, 15 de maio de 2013

É uma emoção esta minha vida, é o que é...

Como vocês sabem (dois ou três mais atentos) eu participo muitas vezes em maratonas de BTT. Hoje venho escrever-vos daquilo que mais gosto. Não é da adrenalina da partida, com centenas de participantes na manga à espera do toque para começar, não é de travar conhecimentos com outros participantes, não é do olhar de admiração de algumas pessoas por simplesmente participar (ser mulher ajuda), não é do reforço alimentar que normalmente só tem coisinhas boas para comer no meio do monte, não é de conhecer novos trilhos longe de casa que de outra forma me seria difícil lá ir, não é das paisagens magnificas com que somos contemplados, não é os tempos e as classificações no final da prova, não é das fotos fantásticas que nos tiram durante o percurso, não é de ter os bombeiros no final das descidas sempre prontos para mim caso me lembre de partir a cabeça, não é do jersey que normalmente temos direito com o valor pago na inscrição, não é de, por vezes, ter público simpático a aplaudir, não é do banho no final que é quase sempre de água fria, não é dos relatos entusiasmados no final com os amigos sobre aquela subida ou aquela descida perigosa ou sobre o rio que tivemos de atravessar, nem sequer é do almoço com os amigos no fim de tanto esforço. O que eu gosto mesmo é de ter a GNR nos cruzamentos a mandar parar o trânsito só para eu passar, sinto-me importante e mesmo quando já estou muito cansada aquele cenário dá-me uma energia suplementar para passar lá como se fosse a primeira atleta na linha da meta. Pára tudo para a Loira passar, isto sim, é o que eu gosto mesmo, é uma emoção esta minha vida, é o que é.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Ganhei um Post...

Estou tão emocionada, não estava a contar com isto quando saí de casa hoje de manhã, um post, nunca pensei que poderia ganhar um assim, inesperadamente. Isto compensou todo o meu trabalho e as horas que dediquei a esta causa que é o blog. Queria agradecer em primeiro lugar ao Google, ao meu pai e à minha mãe, sem eles isto nunca seria possível. Queria agradecer também ao Moreno e a todos os meus amigos pela paciência e por algumas ausências minhas durante esta jornada. Queria aqui também pedir desculpa à minha bicicleta e aos meus livros, se não fosse esta causa poderia ter passado mais algum tempo com eles. Estou tão emocionada, deveria ter preparado um discurso, mas não estava mesmo à espera deste post. Tenho de agradecer também ao meu colega de trabalho por lhe ter adiado tantas vezes as urgências e ao meu patrão pelo patrocínio de horas que dá, sem saber. Falta-me ainda agradecer a todas as pessoas que por aqui passaram, as que decidiram ficar seguindo o blog, as que voltaram uma e outra vez, as que comentaram uma vez, uma dezena ou uma centena de vezes, queria agradecer por cada visita. Queria pedir desculpa à minha consciência, por vezes perdi algumas horas de sono com isto, hoje vejo todo este esforço compensado. Queria agradecer às pessoas da minha vida que de alguma forma estiveram comigo nesta causa, ou tomando conhecimento da mesma, ou inspirando-me sem saber. Queria agradecer também a todas as pessoas que fui conhecendo por aqui e que de alguma forma levei para a minha vida, ainda que não fisicamente. Obrigado por tudo, obrigado por este post. Falta-me agradecer aos pacientes que leram este post até ao fim.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Este Blog retoma a sua emissão normal em: 3... 2... 1...

No início criamos o blog sem saber muito bem porquê, uns já têm uma ideia, no meu caso, nem sabia o que era um blog. Escrevemos durante uns tempos de nós para nós, sem que mais ninguém nos leia, no meu caso, estava convencida que seria assim até chegar o dia em já não me apeteceria escrever mais. Depois começam a aparecer os primeiros comentários e caramba... seguidores, é uma emoção abrir a página do blog e encontrar comentários, alguém, algures por aí me leu e deu-se ao trabalho de me comentar e caramba... de me seguir. Ter um blog começa a ser cada vez melhor, escrever começa a ser um vício, partilhar é essencial, é bom ler os outros blogues, tentar saber mais sobre as pessoas, conhecer outras formas de vida e um mundo que pode muitas vezes ser completamente diferente do nosso, ou então, ter tanto em comum. Já aprendi muito com outros blogues. Em alguns casos gostamos dos autores, não lhes sabemos o rosto, mas sabemos do que gostam, as expressões que usam e imaginamos-lhe o sorriso e o brilho no olhar. Depois queremos escrever cada vez mais e ler cada vez mais e nem sempre há tempo para tudo, tem dias que perde um bocadinho a piada, em que perdemos a vontade de escrever e de ler, quando isso me acontece desapareço uns dias, é-me essencial fazer algumas pausas. Os dias começam a passar e cada vez apetece menos escrever, até parece que nos acabou a inspiração, começamos a imaginar a nossa vida sem o blog, era exactamente igual, mas com um gostinho a menos, depois dá uma saudade, de escrever um post, de receber um comentário, de partilhar, de imaginar o tal sorriso e o tal brilho no olhar dos outros. E depois há a vaidade, caramba, sou uma blogger e volto, volto sempre, porque afinal escrever é uma prioridade e ter um blog é tão bom...