quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Capítulo 61, Página 373.

Há horas para tudo. Para acordar, trabalhar, orar, divertir, descansar... Tudo é cronometrado até ao mais ínfimo milésimo, desde a entrada no local de emprego até ao início da sessão de cinema, da exposição, das refeições, ao horário dos transportes que não esperam por quem não está e partem sempre no horário certo, nem que estejam vazios. O tempo comanda quem dele depende. O tempo dá-o Deus, dirão uns, porém, na realidade, Ele não pode dar aquilo que não criou. O tempo dá-o o Homem.

Luís Miguel Rocha
A Filha do Papa

Capítulo 60, Página 371.

Nada era mais poderoso que o medo. Com certeza haveria quem discordasse. Uns diriam que nada era mais poderoso que a esperança, outros ainda defenderiam que nada superava o perdão. Ignoravam essas pessoas que estariam todas mortas, mais cedo ou mais tarde. Censurados pela vida que não poupava ninguém, muito menos os fracos e os bondosos.

Luís Miguel Rocha
A Filha do Papa

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Post de auto-ajuda (Sim, mais ou menos como aqueles livros manhosos)

Antes de partir para fazer O meu Caminho alguém que já O tinha feito falou-me, entre outras coisas, de Portomarín. Disse-me que chegada à entrada da cidade as setas dO Caminho mandavam entrar em Portomarín por umas escadas, imensas escadas, frisou. Como eu ia a pedalar podia optar por ir pela alternativa mais fácil que seria virar à direita pela estrada ou seguir pelO Caminho original, mais difícil, onde teria de carregar com a bicicleta às costas até lá em cima. Escusado será dizer-vos que fiz parte dO Caminho a pensar em Portomarín como um tormento, imaginava-me a subir uma escadaria parecida com a de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, imaginava-me a passar lá horas e horas de calor e desespero, imaginava-me sentada nos degraus a comer tudo o que tivesse nos alforges para ter força para continuar a subir, a capacidade da nossa imaginação não tem limites. Chegada a Portomarín afinal as escadas eras pouquíssimas em relação aquilo que eu tinha pensado, subi-as com tanta facilidade que quando cheguei lá em cima só me conseguia rir. A nossa mente pode, em algumas circunstâncias, ser o nosso pior inimigo, mas pode também ser aquilo que temos de mais forte, porque apesar de todas as dificuldades que imaginei, apercebi-me depois que nunca me passou pela cabeça virar à direita, pela alternativa mais fácil.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013


Abraçou-me e ofereceu-me o ombro como aconchego, deu-me um beijo terno e prometeu que vai correr tudo bem, eu fiquei ali, inebriada pelo cheiro e a lembrar-me que já há uns anos quando me puxou para dançar pela primeira vez não consegui fixar a música, nem o local exacto onde estávamos, nem tão pouco o que me disse, fixei-lhe somente o cheiro e pensei que cheirava tão bem, que não queria sair nunca mais de lá. Prometeu-me que vai correr tudo bem e cheirou-me tão bem que eu acreditei, como tenho acreditado sempre e como tem sempre valido a pena acreditar e como me tem cheirado sempre tão bem naquele ombro, naquele aconchego. Se me prometeu que vai correr tudo bem eu acredito.

Não tenho espírito competitivo...

Já fui convidada por uma equipa de competição para me juntar a eles, convidou-me o líder da equipa, campeão nacional da categoria dele na modalidade de maratonas BTT. A minha primeira reacção foi aceitar, posso agora confessar que por pura vaidade, vestir o mesmo equipamento deles, partir nas maratonas na linha da frente, competir para o campeonato e a taça nacionais ao lado de grandes atletas. Por vaidade aceitaria, sem dúvida, só tinha de cumprir os planos de treino e de suplementação à risca e aparecer linda e loira como sempre para pedalar e competir ao lado deles, nos primeiros tempos nem sequer me exigiriam resultados porque teria, obviamente, de me habituar e de aprender a competir como eles. A minha segunda reacção foi pensar e tomar a decisão acertada, dizer-lhes que era um orgulho ser convidada mas a minha resposta era não. O que gosto mesmo nisto do BTT é de me divertir, é de conhecer pessoas, é de ir quando me apetece e não por obrigação, o que gosto mesmo é do convívio com os amigos, de dizer piadas aos desconhecidos e de falar com toda a gente, o que gosto mesmo é de passear de bicicleta. Um destes dias uns rapazes passaram por mim a descer e quase me fizeram cair, coisa difícil posso dizer-vos, porque eu adoro descer, desço muito bem e é muito difícil algum conseguir passar-me, fiquei fula, tive de desmontar por culpa deles, logo na subida seguinte estavam todos a subir com as bicicletas à mão, eu lá fui subindo, sempre montada, passando as pedras e os rapazes, sempre calada porque, verdade seja dita, a subida era muito difícil e falar era coisa que não conseguia. Quando cheguei cá em cima tinha duas opções, continuava até ao final sem sequer lhes ligar, se tivesse o tal espírito competitivo ou esperava por eles para lhes dizer que a descer todos os santos ajudam, mas para subir era preciso saber andar de bicicleta, depois ficava por lá a falar um bom bocado, a conversar e a mandar umas bocas como fiz e lá arranjei mais uns amigos que quase foram inimigos. Continuei a pedalar e enquanto acabava a maratona pensei em todas as vezes que ele continua a insistir comigo para me levar para a tal equipa e que continuo a estar certa de cada vez que lhe digo que não porque para competir é necessário ter esse tal espírito competitivo e eu sou, garantidamente, o oposto.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Sucesso, a quanto obrigas... são sapatos pessoas, SAPATOS...

Não pensem vocês que me esqueci daquela ideia de tornar este blog num sucesso. É... às vezes também tenho ideias parvas. Mas vamos ao que interessa, toda a gente sabe que o que faz sucesso na blogosfera são os sapatos, os que se compraram, os que queria comprar mas não se pode porque não se ganha o suficiente para esses gastos (estes ficam muito giros com o título "Sonho com isto"), os da nova colecção, os da colecção anterior, sapatos de salto, sandálias, botas, chinelos, e até aquelas coisas que no meu tempo só serviam a quem quisesse dançar ballet. Sapatos... sapatos... sapatos... de todos os modelos e cores possíveis, sapatos para todos os estilos. Pensavam vocês que eu poderia passar ao lado desta tendência? Estavam muito enganados, fui procurar uma foto dos meus sapatinhos de domingo (que por acaso já tinha sido publicada, mas isso agora não interessa nada).


Sou, ou não sou uma gaja cheia de estilo?

Um dos vários posts que ainda me faltam escrever sobre O Caminho.

Há alturas na nossa vida em que nos sentimos de alguma forma especiais, eu senti-me assim quando fiz O Caminho. Por aqui os meus amigos e conhecidos olharam-me de forma diferente, fizeram-me perguntas, quiseram saber tudo, interessaram-se realmente por aquilo que eu estava a fazer, admiraram-me, deram-me os parabéns umas centenas de vezes já depois de eu ter regressado, elogiaram-me e falaram comigo como se eu fosse uma espécie de Super Mulher que tinha muito para lhes contar e ensinar, a nossa viagem teve direito até a uma notícia com algum destaque no jornal, como se tivéssemos feito algo de verdadeiramente extraordinário, mas não foi nada disso que me fez sentir especial, com tanta atenção por parte das pessoas não consegui sentir que tinha feito nada mais que uma viagem normal. Especial mesmo senti-me enquanto andava por lá, enquanto percorremos O Caminho conhecemos pessoas com histórias de vida fantásticas, pessoas com uma visão do mundo completamente diferente daquilo a que estamos habituados, pessoas que seguem O seu Caminho com uma coragem e uma convicção indescritíveis. Por lá somos simplesmente mais um no meio de tantos, mas só por estarmos rodeados de pessoas que consideramos tão especiais sentimos que somos como elas, estamos a percorrer o mesmo chão, temos oportunidade de as conhecer e de as trazer como recordação para a vida, temos oportunidade de nos sentir com tanta coragem como elas, só por estarmos ali. Por lá as pessoas olham-se nos olhos com compreensão, admiração e amizade e só por poder trocar olhares assim com pessoas que não falavam a mesma língua nem sabiam nada a nosso respeito, mas que só por estarmos ali como elas nos admiravam, só por isso fui, de facto, muito especial.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Tenho um sentido de humor "do" Caralho...

Acho que já nasci assim, desde miúda que me lembro de fazer piadas sobre tudo e sobre todos, as pessoas diziam-me que era exactamente igual ao meu pai e a pobre da minha mãe reclamava porque não nos conseguia aturar aos dois juntos, em abono da verdade, continua a reclamar. Aceito que algumas pessoas, principalmente quando as minhas piadas são sobre elas não me achem piadinha nenhuma, mas penso que no geral até me acham graça. Lembro-me de um amigo me dizer, enquanto ria às gargalhadas com alguma parvoíce das minhas que sinceramente não entende onde vou buscar algumas coisas, eu também não entendo, saem-me do nada e por isso, isto de ter um sentido de humor do caralho pode ser um problema, porque primeiro digo a piada e só depois é que penso no que disse, é um sentido de humor instantâneo que pode atacar os outros, algumas situações mais felizes ou mesmo infelizes e até a mim, porque isto de ter um sentido de humor do caralho ensinou-me desde sempre a saber rir-me de tudo, mas principalmente de mim, quer seja eu a dizer a piada, quer sejam os outros. Isto de ter um sentido de humor do caralho até pode ser giro, mas ter um sentido de humor do caralho exige que tenhamos também um poder de encaixe do caralho, caso contrário não chega a ser sentido de humor, é só uma mania de que se é engraçado, mas no fundo não se tem piada nenhuma.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pessoas... pessoas...

Estou tão emocionada, acabei de fazer uma página de Facebook para o Também quero um Blog, quem é que nos quer fazer um like, quem é? O link está ali ao lado.

Homens chamados à recepção...

Só têm de aprender a distinguir os momentos em que elas precisam de ser protegidas e de sentir-se seguras que aconteça o que acontecer vocês vão lá estar dos momentos em que é extremamente necessário que se sintam livres de sozinhas tomar decisões capazes de mudar o mundo. Só têm que saber distinguir os momentos em que se sentem sozinhas apesar de estarem rodeadas de pessoas dos momentos em que só precisam de um pouco de solidão e silêncio. Só precisam saber quais são os dias em que têm de dizer-lhes que são lindas e os dias em que não vale a pena dizer-lhes nada porque elas sabem que são a mais bonita. Só precisam de saber quando um abraço ou um beijo são capazes de resolver todos os problemas delas e quando elas simplesmente não têm problemas ou resolvem tudo sozinhas porque são capazes de dominar o mundo. Só têm que saber distinguir um sorriso sincero de um sorriso forçado e cansado, só têm que procurar um brilho ou uma sombra no olhar e fazê-las acreditar que são os únicos capazes disso. Só precisam saber distinguir os dias em que a maior necessidade delas é um simples chocolate dos dias em que precisam desesperadamente de uma dieta. Só precisam saber os dias exactos em que elas são capazes de ver um filme de acção ou os outros, aqueles em que têm de escolher uma comédia romântica. Só precisam saber os dias em que é necessário ir com elas comprar uns sapatos, ou correr, ou andar de bicicleta ou levar-lhe flores e um livro, preparar-lhe o jantar ou levá-las a jantar fora. Só precisam distinguir os dias em que elas querem fazer amor dos outros, em que o que elas precisam mesmo é de fazer sexo. Depois disso, meus senhores, vão ver que afinal é muito simples compreendê-las. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Socorro!!! Tenho um Blog...

O meu Blog já foi descoberto por alguém muito importante na minha vida, que não sabia da sua existência. Depois disso um belo dia abri a página inicial e vi na caixa de seguidores a minha prima. Já fui reconhecida e abordada na rua (mais precisamente no meio do monte) por alguém que lia o meu Blog. Um dia destes recebi comentários de alguém que me viu e reconheceu numa maratona de BTT. Como podem imaginar, estou capaz de sofrer de um ligeiro trauma, portanto, se lêem o meu blog e me reconhecerem por aí, se já me conhecem e descobriram as porcarias que escrevo, se descobriram que temos conhecidos em comum ou se apesar de eu não fazer a mais pequena ideia de quem possam ser mas me conhecem de vista de algum lado qualquer e não fazem ideia que tenho um Blog mas se querem dirigir a mim pelo nome próprio ou simplesmente por Loira, por favor, façam-no lentamente, preparem terreno, não sejam brutos nem me apareçam de surpresa, sou muito nova para morrer do coração. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O que uma pessoa é obrigada a fazer só para se tornar uma blogger de sucesso... eu sofro por vossa causa

Uma pessoa quer tornar o blog num sucesso e ninguém lhe liga nenhuma? Não aumentam as visitas. Não aumentam os seguidores. Mas não pensem que eu desisto assim tão facilmente. Não querem saber dos hotéis de luxo que frequento? Então agora aguentem-me com o meu plano de treino para amanhã.


Sou uma gaja muito radical.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estou decidida, é desta que vou fazer disto um blog de sucesso.

Queridos leitores, vocês sabem que blog de sucesso que se preze tem pelo menos uma meia dúzia de posts com fotos fantásticas de lugares paradisíacos onde as autoras passam fins-de-semana perfeitos e férias de sonho. Decidi-me agora mesmo a tornar isto um blog de sucesso e não posso deixar escapar a oportunidade de publicar as fotos dos hotéis de luxo onde fiquei hospedada durante as minhas férias, eu sei que pode ser chato para vocês, mas vejam, aposto que vão querer passar por lá um dias destes.

Os sapatos ficam na entrada, como podem imaginar, ao final do dia não cheiramos lá muito bem. Quanto às botas dos caminhantes, nem vos consigo explicar, uma experiência de luxo que todos desviam experimentar.

Neste albergue hotel de luxo os sapatos têm mesmo de ficar cá fora. Por aqui dormi muito bem, só é pena que os caminhantes comecem a partir por volta das 5 da manhã e por muito que tentem não fazer barulho é impossível não acordar os outros.

Como podem ver os interiores são super luxuosos, tenho imensa pena de não ter tirado fotos às casas de banho comuns, é uma experiência fantástica conseguir tomar banho sem molhar a roupa, limpar-se e vestir-se antes de sair para fora do chuveiro.

Como podem ver as camas são super confortáveis, por causa das minhas vertigens o Moreno ficava por cima e de cada vez que se mexia dava-me a sensação que me ia cair em cima um camião, é mais uma experiência fantástica e conseguimos mesmo colocar em prática a expressão, sono de beleza.

Estas instalações também são espectaculares, por aqui não fiquei, mas é um albergue hotel de luxo tão falado que quisemos ir visitá-lo, esta separação entre as camas é fantástica, só é pena que quando os colegas do lado se levantam eu não os possa ver em cuecas, como nos outros, mas enfim, pelo menos não perdemos a oportunidade de os ouvir ressonar. Acreditem que foi uma das coisas que mais gostei, tentar adormecer com umas dezenas de pessoas todas a ressonar no mesmo espaço, depois disto acho que se me deitar na facha da esquerda da auto-estrada consigo adormecer profundamente, é mesmo muito gratificante.

Este hotel estava, como podem ver muito bem preparado para nos receber, gosto principalmente do estendal da roupa, agradeço o facto de não ter caído nenhuma peça à rua, pelo menos por aqui não tivemos de abrir os sacos-cama.

Por aqui tivemos direito a tratamento VIP, este é um albergue hotel de luxo de freiras, eram tão queridas que vieram aconchegar-nos antes de dormirmos. Como podem ver, o mobiliário é sempre de luxo, isto não é para qualquer um.

Mais um hotel de luxo, deixaram-nos entrar com as bicicletas pela porta da frente. Parece-me que os outros clientes nos olharam um bocado de lado, mas gente importante é assim e mal souberam que estavam a hospedar uma blogger prestes a tornar o seu blog num sucesso trataram-nos melhor do que se fossemos a família real.

Foram-nos proporcionadas experiências fantásticas, tais como depois de fazer cerca de 100 km de bicicleta durante vários dias consecutivos mal chegamos às instalações lavamos nós próprios as nossas bicicletas e a nossa roupa.

As fachadas, os jardins, as piscinas, a vista para o mar são espectaculares, mas o mais interessante mesmo é as luzes apagarem-se ás 22 horas, depois disso quem ainda não está pronto anda com uma lanterna, é mais uma experiência fantástica, quando levamos com a luz de alguma directamente nos olhos.

Por último podem observar mais uma piscina de luxo e o local onde podíamos estender a nossa roupa depois de a lavar à mão, é um método super inovador que os hotéis de luxo começam a introduzir no mercado para distrair os hóspedes com mais energia, para os quais descansar é completamente desnecessário e chega mesmo a ser uma autêntica seca.


Vocês podem usufruir destas fantásticas experiências pagando cerca de 5 a 10 € por noite, desde que estejam dispostos a caminhar ou a pedalar um dia inteiro durante vários dias, quanto a mim, agora que estou prestes a tornar-me uma blogger de sucesso, acham que ligue para cada um deles e lhes exija um pagamento pela publicidade, ou que lhes exija apenas hospedagem gratuita da próxima vez que for fazer O Caminho? Segundo as minhas previsões será daqui a uns 10 anos. Peço que me ajudem com esta decisão porque se não conseguir fazer do meu blog um sucesso com isto vou ter que fazer como as outras e entrar numa dieta rigorosa até conseguir pesar 40 Kg.

Qual seria o interesse de viver num mundo sem traições, apunhalamentos, enganos e roubos? Quem, no seu perfeito juízo, gostaria de viver numa casa em que pudesse dormir tranquilo de porta aberta?

Luís Miguel Rocha
A Filha do Papa

quarta-feira, 2 de outubro de 2013


Sentou-se e esperou. Não sabe se esperou horas, se foram dias ou se passaram anos. A espera matou-lhe a esperança, matou-lhe a vontade, matou-lhe os sonhos e matou-lhe os sorrisos. Agora já só espera que esta espera não lhe mate o amor.

Apetece-me beijar-vos na boca. Sim... a vocês todos... fujam...

Sentei-me confortavelmente, trazia comigo o livro que ando a ler e o tablet, desta vez optei pelo tablet, apesar de normalmente não gostar de reler aquilo que escrevi lá atrás sentia que precisava fazê-lo, nos primeiros dias faltou-me o tempo e a vontade, depois a vontade foi aumentando a cada dia e o tempo tornou-se insignificante. Reli cada post que fui escrevendo enquanto fazia O Meu Caminho, senti novamente as emoções de cada um deles, de cada dia, de cada local de onde vos escrevi. Agradeci o facto de não ter criado um novo blog, só para escrever sobre O Caminho, isto faz-me muito mais sentido por aqui. Reli cada comentário vosso e fiquei com esta sensação estranha, apetece-me beijar-vos na boca, a todos, sem excepção. Muitos podem dizer que têm os melhores leitores, mas a mim parece-me que os melhores leitores do blogomundo são mesmo os meus. Se me virem na rua e forem capazes de me reconhecer fujam, duvido que esta vontade que tenho me passe tão cedo, é que, não sei se já vos disse isto, mas apetece-me mesmo beijar-vos na boca.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vida de blogger...

As ideias surgem-me por vezes como se fossem um turbilhão, são tantas que não consigo agarrá-las a todas, deixo sempre escapar alguma. Falta-me tempo para desenvolver em texto todos os temas sobre os quais me apetece escrever. Inicialmente apontava-as aqui e ali, na agenda do trabalho, num rascunho qualquer no escritório, num post-it amarelo colado na carteira ou num livro qualquer. Tinha sempre duas ou três palavras escritas algures, uma frase, ou um texto completo, por vezes a ideia surge-me e o meu cérebro começa logo a desenvolver o tema e quase que o vejo a desenhar as letras à velocidade da luz. Depois comprei um bloco de notas e comecei a andar com ele para todo o lado, assim que acende a lâmpada das ideias no meu cérebro aponto logo aquilo que quero escrever no tal bloco, giro que se farta. E as ideias estão todas lá, em palavras soltas, em frases, em textos completos, em citações, e vão ficando por lá uns dias, umas semanas, meses, e são só isso, ideias, porque surgem sempre outras, mais urgentes para escrever, mais actuais na minha vida, que me fazem mais sentido naquele dia, naquela hora em que abro a caixa de "nova mensagem". E nos dias em que me falta a inspiração, em que quero escrever mas não surge nada de novo quando abro a tal caixa de "nova mensagem" e ela fica ali em branco, minimizada por tempo indeterminado, nesses dias, por vezes abro o tal bloco de notas e começo a ler o que escrevo quando tenho o cérebro a mil à hora, mas nesses dias, em que me falta a inspiração nada daquilo me faz sentido e mais vale não escrever, porque para conseguir desenvolver um texto e clicar ali em cima, no "publicar" não é necessário somente ter ideias, é preciso muito mais, é preciso estar inspirada.