sexta-feira, 9 de março de 2012

Do coração...

Penso que é a isto que chamam de maturidade já que foram os anos e as experiências de vida que mudaram em mim o coração. Sempre me apeguei demais às pessoas, aos momentos. Achava que entravam na minha vida para nunca mais sair, o meu coração era uma espécie de hotel onde só era permitido fazer o ckeck-in, depois de entrar tinham que viver lá para sempre. E era enorme este hotel, poderia viver cá o mundo inteiro, sem nunca precisar de fazer o check-out. Por causa disso, o coração ficou-me destroçado tantas e tantas vezes e o hotel quase desmoronou.  Demorei alguns anos, mas consegui construir cá dentro do peito uma espécie de chalé aconchegante onde habitam pessoas realmente importantes. Há sempre lugar para mais um aqui, os hóspedes são sempre muito bem recebidos, mas a gerência (ou o coração) tem a plena consciência que uns querem cá viver, outros alugam o espaço por tempo indeterminado e há aqueles que só querem lá passar férias. Por vezes ainda há algumas lágrimas na despedida, mas o melhor é fazer uma limpeza, preparar o quarto para os que chegam a seguir e manter sempre as portas abertas, para os que querem realmente viver por lá (ou por cá) para sempre.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Esqueçam o post anterior, a blogosfera não é uma aldeia, é só uma rua. E muito pequena.

Olhei agora mesmo para a caixa de seguidores e está lá a minha prima. Ai... É mesmo a minha prima.

A blogosfera é uma aldeia...

Enquanto andava à procura de fotos de uma maratona em que participamos a minha amiga dos pedais (e do coração) encontrou um blog de BTT que fazia o rescaldo dessa mesma maratona. Não tinha fotos, mas falava de nós, chamavam-nos de abelhinhas, diziam que nunca tinham visto tal coisa e ainda comentavam "Eram bem boas as abelhinhas". Eu achava que a probabilidade de encontrar um blog que falasse de mim pessoa que pedala e não de mim também blogger era muito reduzida, mas depois disto começo a achar que a blogosfera é uma aldeia. (Ou isso, ou estamos a ficar famosas)

Já agora fico à espera que alguém da tal equipa encontre este post. Isso é que eu gostava.

Post para levar muito a sério, mas, por favor, não tentem fazer isto em casa.


E antes que perguntem. Não. Não sou eu ali na bicicleta.

quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Terapia...

O corpo cada vez mais cansado e a respiração cada vez mais ofegante. As gotas da água gelada no rosto cada vez mais frio, os olhos fecham-se e não resistem a deixar cair algumas lágrimas de chuva, já não se vê com nitidez tudo o que é necessário. Os braços completamente gelados, as pernas pesadas, molhadas, um vento frio que faz com que deixe de sentir os pés e as mãos. O sabor de terra molhada nos lábios, consequência dos salpicos de lama. O ritmo cardíaco cada vez mais acelerado, com a pressa de chegar a casa, com a ansiedade de um banho quente e do conforto da roupa limpa. Os trilhos cada vez mais difíceis. Desaba em mim uma tempestade, mas fica-me a alma lavada e brilha-me o sol no coração.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sessão esgotada...

O filme da minha vida está no intervalo, as luzes já se apagaram, a música já se silenciou, as pessoas já estão sentadas confortavelmente no seu lugar, mas o ecrã continua a negro, vazio. E eu ansiosa pela primeira cena da segunda parte.

O Gonçalo...

O Gonçalo foi sonhado. O Gonçalo foi desejado com todas as forças de vida. Criou expectativas mas também sorrisos que escondem tristeza e desilusão. Trouxe esperança. O Gonçalo demorou, muito tempo, para quem espera com tanta ansiedade. O Gonçalo foi tão amado, tão sonhado que chega em forma de benção. Hoje o sonho tornou-se realidade e nasceu o Gonçalo, agora os sorrisos são de felicidade e amor. Bem-vindo Gonçalo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Segura-me...

Enquanto sinto o teu tronco e os teus braços firmes, aperta-me a cintura e as costas com uma das mãos e oferece-me a outra para me guiares, entrelaça as tuas pernas com as minhas em movimentos sensuais e ritmados, faz girar o meu mundo, faz-me sentir a tua respiração perto da minha e o teu batimento cardíaco acelerado a compasso do meu, desperta-me todos os sentidos enquanto me continuas a segurar, bem firme. Guarda a tua última dança para mim...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ressaco de ti

Do momento em que te dou um beijo e mais outro e mais outro e de quando começas a reclamar que já são beijos a mais, que já chega. Do abraço apertado que me acalma o coração e a alma. Da tua desarrumação e do espaço sempre ocupado por ti. Da tua forma de caminhar e de sorrir como se ainda fosses um miúdo. Da tua irresponsabilidade, irremediável. Do cheiro da tua pele no momento que acabas de fazer a barba. Do teu rosto cada vez mais apetecível, consequência da idade. Da tua presença aqui, tão aguardada, desde a partida. Ressaco sempre de ti...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Coisas...

Os meus pensamentos fervilham tanto dentro de mim , que o bater das teclas não me consegue acompanhar nos delírios...

Dos 30...

Confesso que fiquei desiludida, sempre me achei a ver grandes mudanças aos 30, a crescer, a ficar mais madura, no mínimo a ter uma pequena depressão, a entrar em pânico ou a fazer uma grande retrospecção de toda a minha vida. Mas não, na passagem para os 30 fiquei somente com uma grande ressaca, festejei durante três dias, depois tirei dois dias de férias para descansar e agora tenho o triplo do trabalho, ou seja, continua tudo completamente igual, nada de diferente, nem uma pequena resolução de novo ano, de nova década, de nova etapa. Nada de nada,  a não ser o facto de que me resta um ano para me meter cá num 31...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Faz 30 anos que nasci...

Transpiro vida em toda a minha essência e a cada segundo que passo. Continuo a não conseguir imaginar-me no futuro. Vivo somente no presente, é hoje...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A cada partida tua...

A cada partida tua deixas-me um vazio na alma. A cada partida tua deixas-me um aperto no lugar do coração. A cada partida tua deixas-me uma sombra no olhar. A cada partida tua deixas-me perdida. Volta depressa meu amor, Pai.