quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Vou contar uma história

Cheguei a casa e ganhei coragem, contei tudo às gatas. Disse que era preciso cortar as unhas e que não tínhamos ajuda de ninguém, que a partir de agora somos as três sozinhas no mundo, por isso que tivessem paciência, que não me decapitassem, por favor, que não obrigassem os vizinhos a ligar para a APAV e que tudo o que menos precisamos agora é da IRA a arrombar-nos a porta para as levar.
Maria Alice, a pequena selvagem, esteve sempre quieta e só resmungou na última unha. Maria Julieta, a mimalha pançuda, sentou-se a olhar para nós e esperou pela vez dela, só reclamou na unha que tem deficiente desde bebé. 
E é isto meus amigos, se sobrevivemos à manicure das gatas, havemos de sobreviver a tudo no mundo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O mundo pula e avança

Os caminhos da vida nem sempre nos levam onde planeamos quando partimos de uma nova meta. Os destinos que desejamos nem sempre são aquilo que esperamos e sonhamos, mas cada caminho nos mostra sempre coisas novas e nos ensina mais da vida. Terminei mais um caminho, cheio de lindas paisagens, sorrisos e mochila de alma leve, um caminho de amor, mas também um caminho de meta inesperada e muito infeliz.


Continuo a acreditar que O Caminho nunca acaba e que a meta de um é só o início de outro, por isso sonho, continuo feita de sonhos e de planos, sigo caminho sozinha, com uma mochila difícil de transportar mas que eu acredito se torne mais leve a cada dia, sigo caminho cheia de força e de coragem para enfrentar todas as subidas difíceis e aproveitar cada descida. Sonho. Porque o sonho comanda a vida e sempre que a Loira sonha o mundo pula e avança.

domingo, 25 de novembro de 2018

Os meus (E)Livros #80 - Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)

Sinopse

Obra incontornável do movimento romântico português, Amor de Perdição leva-nos a conhecer uma das mais apaixonantes histórias de amor de todos os tempos. Simão e Teresa (qual Romeu e Julieta) pertencem a famílias inimigas, mas a paixão que os une fá-los acreditar que tudo é possível. Poderá este amor vencer todos os obstáculos ou será o caminho para a sua perdição? 
Nesta obra, misto de poema, de novela e de tragédia, Camilo atinge a maturidade artística.

É uma obra equilibrada, com enredo conciso, sem episódios dispersivos, sem um número excessivo de personagens, quase sem considerações do autor, com uma linguagem adequada, substancialmente romântica, na correspondência trocada entre Simão e Teresa, mas saborosamente popular em João da Cruz, franca, viva, cheia de conceitos populares, e, por outro lado, intencionalmente irónica, caricatural, entre as freiras do convento, a anunciar já o escritor de transição para o realismo.

Lilaz Carriço, in Literatura Prática II, Porto Editora (adaptado)



Depois de muitos anos reler um grande clássico soube-me muito bem.

Os meus Livros #79 - Mil Grous (Yasunari Kawabata)

 Sinopse 
Com uma contenção que mal disfarça a ferocidade das paixões das suas personagens, um dos grandes romancistas japoneses do pós-guerra conta uma luminosa história de desejo, arrependimento, e da saudade quase sensual que liga os vivos aos mortos. Quando Kikuji é convidado para uma cerimónia do chá organizada por uma antiga amante do falecido pai, não está à espera de se ver envolvido com a rival e sucessora desta, a senhora Ota. Nem suspeita do sofrimento profundo que nascerá dessa relação. Mas, na cerimónia do chá, cada gesto tem um significado. E, em Mil Grous, até o toque mais fugaz ou o comentário mais casual têm o poder de iluminar vidas inteiras... por vezes no mesmo instante em que as destroem.


Críticas de imprensa
«A sensualidade doentia e as emoções, nunca expressas, ou manifestadas de forma alusiva, são a matéria-prima deste livro, onde evoluem um homem e quatro mulheres, numa dança de desejo e morte.»
José Guardado Moreira, Expresso


Prende-nos desde a primeira frase e deixa-nos com todo um mundo de possibilidades em aberto.

sábado, 24 de novembro de 2018

Os meus Livros #78 - A Lei do Amor (Laura Esquivel)

Sinopse
Recordam-se das receitas culinárias de Como Água Para Chocolate? Em A Lei do Amor, Laura Esquivel mostra-nos outro aspecto da sua criatividade. Na sociedade de 2200 os CD estão submetidos a um rigoroso controlo, dado que os indivíduos podem revisitar as suas vidas anteriores escutando determinadas peças de música. Assim, o livro é acompanhado por um disco compacto que contém fragmentos de óperas de Puccini e canções de recorte popular, cuja audição deve ser feita em determinados momentos da leitura. Há também as ilustrações de Miguelanxo Prado, que de tempos a tempos transformam em imagens o desenrolar da própria história.
Adornos desnecessários? De modo nenhum. pelo contrário, factores de enriquecimento de uma obra que se apresenta como o primeiro romance “multimedia” da história da literatura.

A Lei do Amor fala-nos, evidentemente, da paixão amorosa, entendida como uma força arrebatadora que sempre acaba por se impor, contra todos os obstáculos, se formos capazes de cumprir os ditames da sua lei. Uma fábula futurista, sensual e impertinente, onde ressoam Shakespeare e Almodóvar, que nos passeia pelo tempo e pelo espaço, no passado e no presente, entre o ódio e o amor, à descoberta da mais secreta e da mais conhecida de todas as leis universais.

Críticas de imprensa
"Um dos textos mais sugestivos, mais brilhantemente escritos, mais inteligentes e mais arrebatadores dos últimos tempos." -
Nelson Marra, El Mundo



Depois de Como Água para Chocolate e Tão Veloz como o Desejo sempre achei que A Lei do Amor me deixasse mais feliz.

Os meus (E)Livros #77 - Biblioteca de Almas (Ransom Riggs)



Sinopse 


A aventura que começou em O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares e que continuou em Cidade sem Alma chega agora a uma emocionante conclusão em Biblioteca de Almas. Jacob Portman, o herói que viajou no tempo para encontrar as crianças peculiares, explora a sua peculiaridade e descobre um poder até então desconhecido.

Acompanhado de Emma Bloom, a rapariga que consegue produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão capaz de localizar qualquer peculiar, parte numa viagem ao passado para tentar salvar os seus amigos peculiares… e o futuro de todos eles.






Não... Não... Não...

domingo, 18 de novembro de 2018

Os meus livros #76 - A Festa da Insignificância (Milan Kundera)

 
Sinopse 


Aclamado em França e em Itália, este é o muito esperado novo romance do autor de A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera, que regressa à ficção ao fim de treze anos.
Lançar luz sobre os problemas mais sérios e, ao mesmo tempo, não proferir uma única frase séria, estar fascinado pela realidade do mundo contemporâneo e, ao mesmo tempo, evitar qualquer realismo, eis A Festa da Insignificância, onde o riso, inspirado na nossa época, é cómico porque perdeu todo o seu sentido de humor.
Um surpreendente romance que coloca em cena quatro amigos parisienses que vivem numa deriva inócua, característica de uma existência contemporânea esvaziada de sentido e que que pode ser visto como um resumo de toda a obra de Kundera.





Milan Kundera surpreende sempre, A Festa da Insignificância faz-nos sentir não mais que uma insignificância sem fim.

Os meus Livros #75 - Tão veloz como o desejo (Laura Esquivel)

Sinopse
Júbilo veio ao mundo com um imenso sorriso e o dom de ouvir as palavras que habitam no coração das pessoas que o rodeiam. Era ainda menino e – ao servir de intérprete entre a avó, orgulhosa representante do povo Maia, e a mãe, de língua espanhola – já adoçava as palavras amargas que ambas trocavam, conseguindo que desse ódio nascesse respeito e amor.
No México dos anos vinte, Júbilo é já um homem e trabalha como telegrafista, ocupação que lhe permite fazer bom uso do seu Dom, pois continua a ajudar as pessoas a revelarem o que lhes vai na alma, reescrevendo as mensagens que enviam. A felicidade plena chega quando Júbilo conhece Lucha, por quem se apaixona perdidamente. Enfeitiçados um pelo outro, casam e vivem uma vida de sonho.
Muitos anos passados, o telégrafo está abandonado, obsoleto que é como forma de comunicação; e Júbilo, solitário no seu leito de morte, onde jaz cego e mudo, sofre ainda com a tragédia que um dia o afastou da mulher, o seu grande e único amor.
Que acontecimento trágico poderá ter-se interposto entre os dois amantes, provocando um dano tão irreparável?
Mas Luvia, a filha de ambos, nascida já após essa inexplicável tragédia familiar, não vai descansar enquanto não desenterrar o fantasma do passado e desvendar o que está por detrás dessa história de paixão e amargura.



Tão bom, tão bom, tão bom.

sábado, 17 de novembro de 2018

Os meus (E)Livros #74 - A culpa é das estrelas (John Green)

Sinopse 

Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente reescrita.


PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.


Críticas de imprensa
«John Green não é apenas um autor. É uma vedeta da multimédia que se apresenta perante auditórios de mil lugares de fãs aos gritos.»
Los Angeles Times


Penso que este livro marcará cada pessoa de uma forma diferente, só a experiência de vida e a personalidade de cada fará diferença na forma como o lemos.

Os meus Livros #73- Pelos Céus da China (C. Hope Flinchbaugh)

Sinopse
Neste livro, pela mão da escritora norte-americana C. Hope Flinchbaugh, redigido com uma apaixonante escrita, onde os factos reais são superiormente conjugados coma ficção, é-nos relatado com paixão a admirável resistência e provas de fé com que os cristãos chineses marcam o seu quotidiano, num país em que as suas crenças e ideais religiosos são argumentos para uma existência atribulada e árdua, confrontando-se com inúmeras dificuldades impostas por grupos e seitas, e pela própria conduta de um regime governamental que, apesar de se considerar a cada momento mais liberal e tolerante, é responsável ainda por incontornáveis paradoxos a nível social, neste caso não reconhecendo o Cristianismo como religião.
Pela mão da autora, mediante a sua vasta experiência pessoal vivida junto da sociedade chinesa durante largos períodos em que permaneceu no país mais populoso do mundo, são-nos dados a conhecer os relatos a que teve acesso junto de líderes cristãos, onde se destacam as diferenças do cristianismo chinês face ao ocidental, fruto de uma visão do mundo distinta e em campos tão abrangentes como a cosmologia, a teologia e os padrões sociais de uma sociedade que interpreta a vida através do olhar de uma cultura milenar. Em paralelo com o tema central do romance, acompanhamos a vida de uma jovem rapariga cristã, que imbuída de uma profunda fé nos leva numa viagem ao seu mundo, marcado pela mão pesada que infligiu a sua vida, mercê das suas convicções.



Completamente surpreendente para quem vive num mundo livre.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Talvez tenha chegado a hora de fazer AQUELA promessa

Conto, à hora em que escrevo este post, setenta e nove livros para ler a seguir em minha casa. Olho para a pilha e acho sempre que nunca chegam, preciso sempre de mais um, e de outro e de ainda mais um. Setenta e nove livros para ler a seguir, talvez tenha chegado a hora de fazer aquela famosa promessa que consiste em "não compro mais livros até ler todos aqueles que tenho" ou pelo menos "não compro mais livros até ao final do ano". Setenta e nove livros para ler a seguir, talvez tenha chegado a hora de comprar mais um, ou mais meia dúzia.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Bom dia

Desço o elevador e tiro o carro da garagem, deixo-o abandonado e atravesso a rua, estou sempre atrasada, ou porque adormeci, ou porque tinha roupa para tirar da máquina, ou porque me atrasei a preparar os lanches, ou porque as gatas fizeram alguma asneira durante a noite que eu ainda tive de resolver. Apresada entro na pastelaria e... Bom dia menina, já tenho aqui o seu pãozinho pronto, escolhi o mais branquinho como você gosta. Agradeço, agradeço imenso e saio com um sorriso, às vezes basta um pãozinho de cereais com manteiga para nos fazer mais felizes, às vezes basta saberem exactamente aquilo que queremos.

domingo, 11 de novembro de 2018

Os meus (E)Livros #72 - Cidade sem Alma (Ransom Riggs)

Sinopse
Jacob Portman chegou ao Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares em busca de respostas para a misteriosa morte do seu avô - mas encontrou ainda mais mistérios…
Depois de viajar no tempo até 1940, Jacob conhece as crianças peculiares - rapazes e raparigas com poderes sobrenaturais -, e a senhora Peregrine, que toma conta delas e as protege das perigosas criaturas que parecem determinadas a exterminá-las. Quando o lar é destruído e a senhora Peregrine fica em perigo, Jacob, com os seus recém-descobertos poderes, junta-se aos seus novos amigos para tentarem salvá-la. Contudo, as ruas de Londres durante a Segunda Guerra Mundial não são nada seguras para um grupo de crianças sozinhas…
A aventura d'O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares continua em Cidade sem Alma, onde Jacob e os seus amigos têm de enfrentar desafios inimagináveis para se salvarem.
Críticas de imprensa
«Um clássico dos nossos dias, comparável a O Feiticeiro de Oz e As Crónicas de Narnia.»
Justine

«Que livro fantástico!»
USA Today

«Cidade sem Alma combina a fantasia e o terror num mundo que vai cativar os leitores e deixá-los ansiosos por ler mais aventuras destas peculiares crianças.»
ShelfAwareness

«Uma aventura imperdível.»
Kirkus Reviews

«Ransom Riggs cria aqui um mundo refrescantemente original, cheio de personagens tão adoráveis quanto bizarras, com um estilo cativante.»
Library Journal


As coisas que se encontram para ler Online - Parte 4. Tal como o primeiro livro da série este termina de forma tão surpreendente que nos obriga a querer ler o próximo.