quarta-feira, 23 de junho de 2010

E por vezes

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
Nunca mais são os mesmos, E por vezes

Encontramos de nós em poucos meses
O que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

Ao tomarmos o gosto aos oceanos
Só o sarro das noites não dos meses
Lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes, por vezes, ah, por vezes
Num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão Ferreira

14 comentários:

  1. As hormonas andam a meditar?
    Está muito bom o poema...
    BOM DIA MALUCA!!!!
    Bjs

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  2. Lindo o poema!

    Espero que estejas bem...
    Beijo grande madrinha

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  3. Prendo-me a uma coisa simples. Pode
    ser o teu rosto naquele vidro, que eu vi
    e não mais esqueci.

    Faço do tempo um parapeito. E
    debruço-me nele, à tua espera, sentindo
    na madeira o calor do teu peito.

    Ergo na areia um castelo de enigmas. E
    fecho-te na tua torre, a castelã que me ensinou
    a entrar sem saber por onde sair.

    (Mas para que hei-de sair
    de onde quero ficar?)


    Nuno Júdice

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  4. Olá Vítor

    As hormonas são do pior.

    Beijinhos.

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  5. Cláudia,

    Sim, estou bem. Espero que tu também.

    O poema é lindo.

    Beijo afilhada.

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  6. Ulisses, concordo, eu gosto bastante.

    Benvindo.

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  7. Mourão Ferreira era/é um poeta fantástico e canta(va) o amor como poucos. Bela escolha! :))

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  8. Malena, é um dos meus preferidos. Beijo.

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  9. Hoje andamos inspiradas, lol, um dos nossos momentos de estupidez? lol

    Beijinhos

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  10. waldorfa, sim amiga, aquela estupidez avançada que nos faz clicar no "publicar mensagem".

    Enfim...

    Beijinhos

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  11. Esse botão é tão perigoso, lol

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  12. Amiga, mais que perigoso, há certos dias em que deveria desaparecer.

    Beijinhos.

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